Terça-feira, Junho 16, 2026
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Presidente Bolsonaro diz que não promoverá “excesso de gastos” ou “irresponsabilidade fiscal”

Em vídeo transmitido em um fórum empresarial dos Emirados Árabes Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que seu governo não promoverá neste ano “excesso de gastos” ou “irresponsabilidade fiscal”.

Bolsonaro também disse no vídeo que a necessidade de controlar a inflação não deve permitir neste ano um crescimento econômico no mesmo patamar do registrado em 2021, quando o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 4,6%.

“A necessidade de controlar a inflação nos dificulta alcançar o mesmo resultado este ano”, declarou Bolsonaro.

O vídeo gravado foi veiculado no Fórum Global de Negócios da América Latina.

O evento é liderado pelo xeque Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos.

“Sabemos que não há crescimento sustentado sem pleno controle da inflação. Estamos trabalhando com a cautela necessária para garantir a continuidade do crescimento ao longo dos próximos anos”, acrescentou Bolsonaro.

O discurso do presidente brasileiro foi divulgado por um site bolsonarista.

“Estejam seguros, não haverá excesso de gastos nem irresponsabilidade fiscal.”

As declarações do mandatário ocorrem em meio ao avanço de preços. A última previsão do mercado, medida pelo boletim Focus do Banco Central, é de uma variação no IPCA (Índice de Preços no Consumidor) que deve fechar este ano em 6,59%.

No ano passado, o índice acumulou avanço de 10,06%.

Além do mais, Bolsonaro tem demandado iniciativas em busca de uma agenda popular às vésperas do calendário eleitoral. Entre as prioridades, estão ações que possam representar uma resposta à escalada da inflação.

No domingo (20), o jornal Folha de S.Paulo mostrou que medidas adotadas ou em preparação neste ano pelo governo e Congresso com o objetivo de reduzir impostos em diferentes frentes vão gerar um custo de pelo menos R$ 54,2 bilhões para União, estados e municípios.

Além de estudos sobre um possível novo corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a classe política pressiona a equipe econômica por medidas voltadas aos combustíveis.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou ainda um amplo pacote de medidas para liberar mais de R$ 150 bilhões em recursos a trabalhadores e aposentados em ano eleitoral.

AUMENTO NOS PREÇOS DE COMMODITIES MELHORA SITUAÇÃO FISCAL, DIZ PRESIDENTE DO BC

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, nesta quarta, que vê uma melhora na situação fiscal de curto prazo no Brasil, beneficiada pelo aumento nos preços de commodities no mercado internacional decorrente do conflito na Ucrânia.

“Vemos grande melhora no curto prazo na parte fiscal. O aumento de preços de commodities melhora o fiscal, porque aumenta a arrecadação não só do governo federal como dos governos estaduais”, afirmou.

Em evento promovido pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) sobre regras fiscais, Campos Neto também disse que o mundo viverá um período relativamente longo de menos crescimento e mais inflação devido à guerra.

“Esse movimento de redesenho de matrizes globais de valor, que acho mais importante do que a crise energética que está acontecendo, significa para o mundo um período relativamente longo de menos crescimento e mais inflação”, disse.

Segundo ele, a polarização mundial decorrente do conflito no Leste Europeu cria redundância nas empresas, gerando mais custo, mais preço e menos eficiência.

Por outro lado, Campos Neto também vê um cenário de oportunidades para o Brasil com a redivisão das cadeias de valor. “O Brasil tem uma oportunidade secular, se estiver no lugar certo com as políticas certas, de entrar nessas cadeias globais de valor”.

Para o presidente do BC, alguns choques decorrentes da guerra serão positivos para o país, como no mercado de minerais e alimentos, caso haja fertilizantes disponíveis para a produção. Por outro lado, aponta que o Brasil será atingido por um choque negativo na parte de combustíveis fósseis enquanto importador de derivados de petróleo.

Campos Neto ainda estimou que o pico da inflação no Brasil deverá ocorrer em abril, mantendo a previsão feita em fevereiro durante um evento de política monetária, e voltar a cair depois disso.

Também nesta quarta, ele afirmou que uma das preocupações da autarquia no desenvolvimento da moeda digital brasileira é não afetar a capacidade dos bancos de conceder crédito.

Segundo ele, a discussão sobre um novo modelo monetário passa por temas como interconectividade, monetização de dados, descentralização financeira e capacidade de reutilização de protocolos, o que tornaria a criação de novos produtos mais rápida e barata.

Campos Neto estava em um evento do BIS (Banco de Compensações Internacionais) que marcou o lançamento de um novo estudo, chamado “Bancos centrais, o sistema monetário e as infraestruturas públicas de pagamentos: lições do Pix do Brasil”, mostrando que o sucesso do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos oferece lições para países emergentes e avançados na criação de moedas digitais pelos bancos centrais.

A pesquisa foi liderada por Angelo Duarte, Jon Frost, Leonardo Gambacorta, Priscilla Koo Wilkens and Hyun Song Shin. Na análise dos autores, o Pix mostrou “como as infraestruturas dos bancos centrais podem apoiar a interoperabilidade e a concorrência, promovendo custos mais baixos e maior inclusão financeira”.

De acordo com o documento, tais recursos têm relevância no desenvolvimento das moedas digitais emitidas por bancos centrais, conhecidas pela sigla CBDC (de Central Bank Digital Currency). E, apesar das diferenças, as duas modalidades podem usar identificação digital, criptografia de chave pública e APIs (interfaces de aplicações) para garantir privacidade dos pagamentos.

Na visão dos pesquisadores, dois fatores explicam a rápida adoção do Pix pelos brasileiros. O primeiro é a participação obrigatória das maiores instituições financeiras do país, o que ajudou o sistema a ganhar força no início de sua implementação. Hoje, já são 773 instituições participantes.

O segundo foi o papel do BC como provedor da infraestrutura e responsável pela governança e pela definição de regras de funcionamento

Fonte: Folhapress

Greve dos ônibus: empresários e grevistas não entram em acordo

A presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Liana Chaib, tenta fechar um acordo entre motoristas de ônibus e empresários para encerrar greve, que já dura três dias em Teresina.

A reunião iniciou por volta das 15h, na sede do TRT, na avenida João XXIII. O encontro acontece no gabinete da desembargadora Liana Chaib e conta com a presença do desembargador Manoel Edilson. Participam da reunião, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro), Francisco Cardoso e o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), Edimilson Carvalho. 

Após a reunião, a presidente do TRT, desembargadora Liana Chaib, informou que a greve vai continuar pois os sindicatos não conseguiram fechar  um acordo. 

“Hoje não temos um acordo. Não estamos saindo com uma definição. Estamos trabalhando para isso, mas sempre existe uma semente que está sendo plantada, é o que estamos fazendo hoje, plantando uma semente para que possa ocorrer essa definição. Vamos tentar realizar uma nova reunião amanhã”, afirmou.

A desembargadora Liana Chaib informou que está sugerindo um pacto emergencial para que a greve seja paralisada.

“A proposta do Tribunal é de um pacto emergencial. O pedido é que as categorias vislumbrem algo para depois,  uma oferta para ser cumprida para daqui a três meses, ou cinco meses visando alguma melhoria, e se não for cumprida, aí sim teria a paralisação. Então essa é a proposta da Justiça”, disse a desembargadora.

Liana Chaib afirmou que está sendo difícil encontrar um acordo entre as duas categorias. “O impasse é que os dois sindicatos têm pouco a oferecer em razão da situação do transporte coletivo, que não é de agora, é de vários anos. Ainda teve a pandemia que agravou mais o problema, onde teve perdas mútuas e não se resolve de imediato, então queremos uma recomposição nem que seja um pouco mais lenta e esse é o nosso pedido, que eles possam vislumbrar isso para frente, um compromisso”, pontuou.

Ela informou que a participação do município é importante na discussão. “Eu entendo que quanto mais partícipes se envolvem no problema do transporte coletivo, evidentemente que soma e o município pode sim contribuir. Um problema para ser resolvido por três ou quatro é mais fácil. O papel do tribunal é tentar com todos que podem contribuir, então vamos tentar sim [com a prefeitura]”, finalizou.

Os motoristas e cobradores reivindicam reajuste salarial e assinatura da convenção trabalhista.  

Atualmente os motoristas e cobradores de ônibus não recebem um salário fixo, e ganham por diária, por isso a classe reivindica que os empresários ligados ao transporte público assinem a convenção coletiva, que está há três anos sem ser firmada. A categoria pede reposição salarial que chega a 18%, e o retorno de benefícios como o plano de saúde e tíquete de alimentação.

Os empresários não concordam com a proposta. 

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*Com informações da TV Cidade Verde

Policiais Civis querem participar do debate sobre segurança pública

Uma comissão representativa de servidores da Polícia Civil do Estado do Piauí esteve na Assembleia Legislativa (Alepi) na manhã desta terça-feira (22), quando foram recebidos pelo presidente Themístocles Filho (MDB) e  deputados Teresa Britto (PV) e Francisco Costa (PT). A categoria pretende participar mais ativamente dos debates legislativos sobre segurança pública.

“Nós estamos, aqui, fazendo uma visita de cortesia. Delegados e delegadas de polícia, agentes, escrivães e peritos buscando também uma maior proximidade nesse diálogo com os parlamentares”, explicou o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Piauí (Sindepol), delegado Higgo Martins.

Conhecer os projetos que serão discutidos na Alepi para uma participação efetiva nos debates, inclusive nas comissões temáticas, foi um outro objetivo da visita, segundo Higgo Martins. Enquanto parte das categorias que estão cotidianamente lidando com a segurança pública, os profissionais acreditam que podem contribuir com o debate sobre o tema e também conseguir melhores condições de trabalho para a categoria.

Nícolas Barbosa – Edição: Katya D’Angelles

Vanessa da Mata se apresenta em quatro cidades do Piauí pelo Projeto Seis e Meia

Dona de uma das vozes mais conhecidas da música brasileira, Vanessa da Mata volta aos palcos do Piauí abrindo o Projeto Seis e Meia de 2022. A cantora se apresentará nos dias 29, 30 e 31 de março em Teresina, Oeiras e Piripiri, respectivamente, e encerra a turnê no dia 1º de abril na cidade de Parnaíba.

Os ingressos para os shows começam a ser vendidos no dia 24 de março em Oeiras (Cineteatro Oeiras), e no dia 25 de março em Teresina (Theatro 4 de Setembro), Piripiri (Memorial Espedito Resende) e Parnaíba (Teatro Saraiva).

O repertório do show é composto pelas canções do sétimo álbum de Vanessa, como: “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina”, com as músicas “Só Você e Eu”, “Nossa Geração”, “Vá Com Deus”, “Dance Um Reggae Comigo” e “Tenha Dó de Mim” (part. Baco Exú do Blues).

“A história de todos nós, todos lutando pela sobrevivência de seus próprios sentimentos no dia a dia. Meu disco trata disso, com músicas leves e curtas letras. O pop romântico, a brasilidade, a canção, o reggae californiano, os ritmos dançantes. Fiz questão de juntá-los sem distinção. Intelectuais e populares”, define Vanessa.

Os grandes hits de Vanessa, que fizeram da cantora e compositora uma das maiores estrelas do mercado fonográfico brasileiro, também não poderiam ficar de fora da nova turnê. Entre eles: “Ai, Ai, Ai”, “Amado”, “Caixinha de Música”, “Gente Feliz”, “Boa Sorte/GoodLuck”, “Não Me Deixe Só”, “Ainda Bem”, dentre outras.

O projeto Seis e Meia é uma realização do Governo do Estado do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Todos os meses uma atração nacional e uma atração local se apresentam em quatro cidades piauienses.

Agespisa investe no sistema de abastecimento de água de Buriti dos Lopes

A cidade de Buriti dos Lopes, localizada a 302 quilômetros de Teresina, está recebendo investimentos da Agespisa que vão melhorar o abastecimento de água e o atendimento ao público. Na ordem de R$ 400 mil, os recursos são do Governo do Estado e da própria Agespisa.

A empresa já concluiu a reforma de um reservatório elevado com capacidade para 300 mil litros, localizado na entrada da cidade. O reservatório do Centro, atualmente desativado, passará por uma recuperação estrutural e reforma completa para voltar a funcionar normalmente. Sua capacidade é de 150 mil litros.

Também no Centro, um novo poço será interligado à rede de distribuição de água para reforçar o abastecimento. Os serviços incluíram equipagem, energização, casa de bombas, proteção e implantação de adutora.

Os benefícios abrangem ainda as localidades Barra do Longá, onde a Agespisa colocou um novo poço em funcionamento que regularizou o abastecimento, e Coroa de São Remígio, que recebeu melhorias em seu sistema de captação de água.

Além do abastecimento de água, o atendimento ao público no escritório local também será otimizado. A reforma da sede da empresa está em fase de conclusão e garantirá mais conforto aos clientes e melhores condições de trabalho aos colaboradores.

“Continuamos trabalhando nas melhorias do sistema de Buriti dos Lopes. Esses investimentos asseguram um aumento significativo do volume de água distribuída e um sistema de reservação mais eficiente”, ressalta o presidente da Agespisa, Genival Sales.

Teresina ganhará novo polo de atendimento social ao cidadão

O governador Wellington Dias anunciou, nessa segunda-feira (21), a criação de um polo de atendimento social ao cidadão. O espaço funcionará no antigo prédio da Junta Comercial do Piauí (Jucepi), no bairro Cabral em Teresina. O local passará por reforma e funcionará como um anexo da Secretaria da Assistência Social e Cidadania (Sasc), que fica ao lado. O anúncio ocorreu numa reunião com o secretário da Sasc, José Santana.


“Será um anexo da Sasc com a disponibilização para o público de diversos serviços nesta área social, havendo uma descentralização com o intuito de fazer uma complementação de toda aquela região do Centro de Convenções” explicou Santana.

A ideia é ofertar ao público um número de serviços maior do que já é oferecido no Espaço Cidadania. A Sasc está finalizando a parte burocrática do processo licitatório para lançar o edital no mês de abril. A expectativa é de finalizar a contratação da empresa vencedora até junho.

O prédio sede da Sasc passa por um processo de reestruturação física. Segundo previsão de Santana, ainda neste mês, deve ser inaugurado o novo auditório da secretaria. “Um auditório acessível com toda a infraestrutura e disponibilização para eventos principalmente voltados à área social, não só do governo, mas de instituições e organizações sem fins lucrativos e da própria sociedade organizada” complementou José Santana.

Teresina está na 60ª posição no ranking nacional das cidades empreendedoras

A capital piauiense configura a 60ª posição no ranking nacional das melhores cidades para se empreender. É o que mostra o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) 2022, publicado neste mês de março pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e pela Endeavor, rede formada por empreendedores que atuam em todo país. Em 2020, Teresina estava na posição 77ª.

A sexta edição da pesquisa abrange os 100 municípios brasileiros mais populosos, com destaque este ano para São Paulo, Florianópolis e Curitiba, que são as melhores cidades para se empreender no Brasil. Esta foi a primeira vez que a pesquisa realizou um comparativo com o ano anterior.

Os dados apresentados baseiam-se em sete fatores que são determinantes para o sucesso do empreendedorismo, como: ambiente regulatório; infraestrutura; mercado; capital financeiro; inovação; capital humano; e cultura empreendedora.

O capital humano foi um dos eixos em que Teresina mais se destacou. Este eixo avalia a mão de obra básica, analisando características do ensino fundamental, médio e técnico da cidade pelo acesso a essas formas de ensino, e pelo desempenho até mesmo no Enem, além da proporção de adultos com o ensino médio completo. Já para avaliar a mão de obra qualificada, mede-se a faixa mais escolarizada da população. Nele são consideradas as dinâmicas do ensino superior em relação à quantidade de concluintes em cursos considerados de alta qualidade, além do custo para as empresas contratarem profissionais em nível de direção. Nesse ponto Teresina ocupa o 30º lugar.

No eixo cultura empreendedora, a cidade sempre apresenta bons resultados, característicos de um teresinense sempre resiliente e voltado para a busca de inovação, espírito empreendedor e a uma vasta oferta de cursos voltados para a qualificação de pessoas que buscam empreender. Neste quesito, Teresina ficou na 34ª posição.

“O município de Teresina tem avançado bastante no quesito ambiente de negócios, com a implementação de ações que visam o fomento da capacidade empreendedora local, como a criação de um núcleo voltado exclusivamente para inovação e startup, este programa é o programa THEch, direcionado para o jovens empreendedores e empresas que buscam se adaptar-se a nova realidade”, esclarece o gerente de Planejamento e Orçamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), Fábio Camelo.

Ainda, segundo o gerente, a cidade vem conquistando avanços significativos também no quesito desenvolvimento econômico, fator que também influencia nessa atual colocação. “Essa melhoria se explica com a instalação de novas empresas, tanto nos Polos Empresariais como nas diversas zonas da cidade, gerando assim mais emprego e renda. E agora com a criação da Coordenadoria Especial de Trabalho e Emprego (COESTE), o posicionamento da capital deve alavancar ainda mais nesse ranking”, finaliza o gerente.

Novas filiações mudam perfil partidário da Assembleia Legislativa

Piauí tem aumento de 220% em casos de dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) confirma um aumento de 221,6% do número de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2021. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Dengue, referentes à 10 ª semana epidemiológica do ano. Enquanto que em 2021, durante esse período, 41 municípios haviam informado 334 casos prováveis da doença, em 2022 já são 67 municípios informando 1074 casos prováveis da doença.

Os cinco municípios piauienses que apresentam a maior incidência de casos são Curimatá; São Pedro do Piauí; Antônio Almeida; Avelino Lopes e Curralinhos. Até o momento o ano de 2022 apresentou um óbito por dengue confirmado. O Secretário de Estado da Saúde Florentino Neto destaca que os aumentos registrados nos últimos boletins epidemiológicos da dengue chamam a atenção da gestão estadual e reforçam a importância de medidas preventivas.

 “A dengue já é bastante conhecida por nós, mas nem por isso podemos negligenciar as medidas de prevenção que já temos contra ela. É importante ter em mente que esta é uma doença que precisa de cuidados e que evitar o desenvolvimento dos mosquitos vetores é uma das principais formas de reduzir os casos da doença”, explica o secretário.

O Supervisor de Entomologia da Secretaria de Estado da Saúde Ocimar Alencar,  destaca que a participação da população é essencial para que o quadro se reverta e o estado diminua os números apresentados a cada semana epidemiológica. “Temos um aumento dos casos a cada semana epidemiológica que nos acende um alerta. Nossas equipes estão mantendo contato com os municípios e verificando estratégias de enfrentamento. Ao mesmo passo, pedimos para a população mantenha seu papel de cuidar do seu ambiente domiciliar, evitando locais propícios para o desenvolvimento do vetor”, diz.

Segundo o supervisor, a maior parte dos criadouros detectados pelas cidades piauienses está em ambientes domiciliares, o que reforça a necessidade de cuidados mais intensos por parte da população. 

O boletim também apresenta os dados epidemiológicos sobre a Febre Chikungunya, onde o estado apresenta 662,5% de aumento de novos casos em relação ao mesmo período de 2021. São Pedro do Piauí; Oeiras; São Julião; Curralinhos e Porto Alegre do Piauí são os municípios com maior incidência de casos. Ainda sobre Febre Chikungunya, o estado não registra óbitos pela doença desde 2018, quando 06 óbitos pela doença foram registrados.

SESAPÍ

Mais de 52 mil crianças já tomaram a 2ª dose no Piauí, Sesapi alerta pais e responsáveis para o prazo da dose complementar

O estado do Piauí já registrou 52.086 crianças com duas doses de vacinas contra a Covid-19. Com a primeira dose já são 255.675 vacinados, de 05 a 11 anos, com a dose pediátrica. Os dados são do Vacinômetro da a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

Para proporcionar a imunização completa são necessárias as duas doses, e a Sesapi faz um alerta aos pais e responsáveis aos prazos para o retorno das crianças aos postos de saúde para receber sua segunda dose.

“Crianças vacinadas são menos propensas a serem infectadas e manifestar casos graves da doença. Por isso mais uma vez conclamamos pais e responsáveis que levem seus filhos para se vacinar e não percam o prazo para a segunda dose. As vacinas são seguras e essenciais para a proteção de nossas crianças”, lembra o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

A estimativa é vacinar 331.432 crianças nas idades de 05 a 11 anos. Os imunizantes utilizados são a Pfizer pediátrica, que tem o intervalo de 08 semanas entre a primeira e segunda aplicação e a CoronaVac, que o prazo entre a primeira e segunda dose são de 28 dias. Para vacinar, é necessário que pais ou responsáveis acompanhem as crianças até o local de aplicação. “Fiquem de olho no cartão de vacinação de seus filhos e não percam o prazo de retorno, pois é fundamental para a proteção”, reforça o gestor.

Florentino Neto também faz um alerta à população acima de 18 anos, que ainda não retornou para receber a dose de reforço. No Piauí são 560 mil indivíduos que precisam receber a terceira dose e ainda não voltaram aos postos de saúde. “Nosso estado está entre os primeiros do país em aplicação da primeira e segunda dose. Precisamos que este público também volte, aos locais de aplicação de seus municípios no prazo de 4 meses após a D2, para tomar sua dose de reforço e assim ficar mais protegido contra o vírus e suas variantes”, enfatiza o secretário.

SESAPÍ