Aos 16 anos de idade, Kamilcan Ağdaş foi um dos sobreviventes dos terremotos ocorridos no mês passado na Síria e Turquia que deixaram mais de 40 mil mortos. O adolescente foi resgatado usando uma camisa de seu time, o Fenerbahçe, atualmente comandado por Jorge Jesus, e o clube convidou ele para visitar o elenco na cidade de Kayseri, onde o time está concentrado para um duelo no final de semana
Adolescente foi resgatado dos escombros do terremoto na Turquia usando camisa do Fenerbahçe (Foto: Divulgação/Fenerbahce)
Kamilcan só foi resgatado 119 horas depois do terremoto, passando mais de quatro dias nos escombros até ser salvo pelas equipes locais. Ele contou que dormiu com a camisa do Fenerbahce porque teria um jogo no dia seguinte.
Na visita, o adolescente também se encontrou com jogadores do elenco, que distribuíram autógrafos em sua camisa do time. Ele estava “feliz e emocionado”, de acordo com a nota oficial do clube.
A defesa de Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, de 67 anos, conhecida como Fátima de Tubarão, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ela responda ao processo em prisão domiciliar.
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A idosa foi presa em 27 de janeiro, na terceira fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, contra bolsonaristas que invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
No pedido, a defesa alega que Fátima é portadora de uma doença grave. Além disso, pede que, caso a ação seja negada, a idosa seja transferida para uma penitenciária com estrutura para cuidar da enfermidade. As informações são do portal Uol.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, se manifestou contra a libertação da idosa. O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro na Suprema Corte.
“Vou pegar o Xandão”
Maria de Fátima ficou conhecida após viralizar um vídeo no qual aparece invadindo o Palácio do Planalto. Na filmagem, ela diz: “Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora”, em referência a Moraes.
Fátima foi condenada por tráfico de drogas em 2012. Ela ainda responde pelos crimes de estelionato e falsificação de documento público em outro processo, segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
A Igreja Católica de Portugal pediu perdão, nesta sexta-feira, às vítimas de agressões sexuais cometidas por religiosos, após a publicação de um relatório independente que expôs milhares de abusos sofridos por menores durante mais de meio século.
Santuário de Fátima em Leiria, Portugal- Foto: Reprodução
“É com dor que, novamente, pedimos perdão a todas as vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica em Portugal”, diz um comunicado divulgado após a reunião dos bispos convocada para deliberar sobre o tema na cidade-santuário de Fátima.
O pedido de perdão terá “uma expressão pública em abril”, em Fátima, e será erguido um monumento em homenagem às vítimas durante a próxima Jornada Mundial da Juventude, prevista para o começo de agosto em Lisboa, informou a Assembleia Extraordinária da Conferência Episcopal Portuguesa.
“Reafirmamos nossa firme intenção de fazer todo o possível para que abusos não voltem a ocorrer”, acrescenta o comunicado, que promete “tolerância zero com todos os abusadores e com aqueles que, de alguma forma, ocultaram os abusos que ocorreram no seio da Igreja Católica”.
Em 13 de fevereiro, um relatório elaborado por um grupo de especialistas independentes revelou que membros do clero católico português haviam abusado sexualmente de 4.815 menores desde 1950. Os abusos foram encobertos pela hierarquia eclesiástica de forma “sistêmica”, ressaltaram os especialistas em suas conclusões, após ouvirem mais de 500 testemunhos.
A investigação foi solicitada em 2021 pela Igreja de Portugal, um país de arraigada tradição religiosa, onde 80% da população se definem como católicos. A comissão concluiu que a Igreja portuguesa tem uma cobertura de acobertamento dos casos, e que a quantidade real de vítimas é muito maior.
Os fatos denunciados revelam “situações graves que persistiram durante décadas, que se tornam mais evidentes à medida que se recua no tempo e que, em alguns locais, adquiriram proporções verdadeiramente endêmicas”, concluiu a equipe em outubro, em um relatório preliminar.
Quase 60% dos abusos aconteceram entre as décadas de 1960 e 1980.
A maioria dos casos denunciados já prescreveu, mas 25 depoimentos foram encaminhados ao Ministério Público, que abriu investigações. Antes disso, só 4% das vítimas reportaram os abusos sofridos às autoridades.
Entre os agressores, 77% eram padres. Aproximadamente 48% das vítimas falaram pela primeira vez sobre os abusos de que foram vítimas à comissão independente.
O médico do presidente americano, Joe Biden, informou nesta sexta-feira (3) que uma lesão de pele removida do peito do líder no mês passado era um carcinoma basocelular – uma forma comum de câncer de pele -, acrescentando que nenhum tratamento adicional foi necessário.
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Kevin O’Connor, o médico da Casa Branca que serviu como médico de longa data de Biden, disse que “todo o tecido cancerígeno foi removido com sucesso” durante o exame físico de rotina do presidente em 16 de fevereiro.
Biden, de 80 anos, foi considerado por O’Connor como “saudável, vigoroso” e “apto” para lidar com suas responsabilidades na Casa Branca durante o exame físico, que ocorre quando ele está a semanas de lançar uma candidatura à reeleição em 2024.
O’Connor disse que o local da remoção no peito de Biden já “cicatrizou bem” e que o presidente continuará fazendo exames regulares de pele como parte de seu plano de saúde de rotina.
As células basais estão entre as formas de câncer mais comuns e facilmente tratadas – especialmente quando detectadas precocemente. O’Connor disse que elas não tendem a se espalhar como outros tipos de câncer, mas podem aumentar de tamanho, e por isso são removidos.
Biden teve “vários cânceres de pele não melanoma localizados” removidos de seu corpo antes de iniciar sua presidência, disse O’Connor em seu relatório de 16 de fevereiro sobre a saúde do presidente, observando que estava bem estabelecido que o democrata passou muito tempo na sol durante sua juventude.
Um acampamento formado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que foi montado na Fazenda Limoeiro, no distrito de Itaitu, no município de Jacobina, na região da Chapada Diamantina, foi destruído nesta sexta-feira (3) por grupos de produtores locais e moradores.
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A terra foi invadida pelos integrantes do MST na última segunda-feira (27). O movimento afirmou que a área estava abandonada há pelo menos 15 anos, mas o proprietário nega.
“Isso aqui não está abandonado, todos os impostos estão pago, todas as declarações feitas, como é que é abandono?”, disse João Lima, dono da área, em entrevista à TV Bahia.
A confusão começou após moradores e produtores locais se unirem para expulsar os sem-terra. Em vídeos que circulam nas redes sociais, manifestantes afirmam que “o MST invadiu e os produtores, proprietários de terra, se uniram e desocuparam. E fica o recado, onde for invadido terras aqui na Chapada Diamantina todos estarão firmes e unidos para desocupar, o recado está dado.”
A Polícia Militar acompanhou a disputa entre os manifestantes e sem-terra, usando balas de borracha para dispersar aglomerações e conflitos.
Ao final da manhã, os integrantes do MST deixaram a área da fazenda.
Ocupações na Bahia
Na madrugada da última segunda-feira (27), cerca de 1.700 famílias sem terra, vinculadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam três fazendas de monocultivo de eucalipto, da empresa Suzano Papel e Celulose, radicadas nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no Extremo Sul da Bahia.
De acordo com a empresa Suzano Papel e Celulose, as três áreas produtivas de sua propriedade foram “invadidas e danificadas ilegalmente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)”. A empresa afirma que tais atos violam o direito à propriedade privada e estão sujeitos à adoção de medidas judiciais para reintegrar a posse dessas áreas.
Para o MST, o ato não foi de invasão, mas de ocupação e reivindicação contra a monocultura de eucalipto na região e uso de agrotóxicos pela empresa, que, segundo eles, prejudica as poucas áreas cultivadas pelas famílias camponesas e gera o êxodo rural provocado pela monocultura do eucalipto na região, além de causar impactos ambientais irreversível, provocando um descontrole ambiental com chuvas torrenciais, enchentes, deslizamentos de terra, secas prolongadas e incêndios devastadores.
Em nota, a Suzano reiterou que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas aplicáveis às áreas em que mantém atividades, tendo como premissas em suas operações o desenvolvimento sustentável e a geração de valor e renda, reforçando, assim, seu compromisso com as comunidades locais e com o meio ambiente.
Ainda, no sul da Bahia, a empresa alega que gera aproximadamente 7.000 mil empregos diretos, mais de 20.000 postos de trabalho indiretos e beneficia cerca de 37.000 pessoas pelo efeito renda, conforme metodologia adotada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).
Em nota, a Ibá também repudiou as ‘invasões’ verificadas em três propriedades produtivas de sua associada Suzano e indicou ter total confiança no sistema judicial. “Espera-se a pronta reversão dessa situação criada. Ademais, o governo baiano também tem tradição de saber promover a pacífica restauração da indispensável harmonia social que serve de base, por meio do diálogo construtivo, para o verdadeiro desenvolvimento social e econômico”, afirma.
Reintegração de posse
A justiça da Bahia determinou a reintegração de posse de uma fazenda da Suzano invadida na segunda-feira (27), por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Mucuri. Na primeira onda de invasões deflagrada no novo governo Lula, o MST ocupou três áreas da empresa e uma quarta fazenda de outro proprietário no sul do Estado. O juiz Renan Souza Moreira fixou multa de R$ 5 mil por dia aos sem-terra em caso de descumprimento e autoriza o uso de força policial para a desocupação, se necessário.
A decisão vale para a fazenda de cultivo de eucalipto localizada no município de Mucuri. As ações de reintegração de posse relativas às outras áreas da Suzano ocupadas nos municípios de Caravelas e Teixeira de Freitas ainda eram analisadas pela justiça estadual na manhã desta quinta-feira, 2.
Christophe Galtier, técnico do PSG, afirmou que Neymar não estará à disposição para o jogo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões, contra o Bayern de Munique, na próxima quarta-feira (8), na Allianz Arena ao clube francês perdeu o jogo de ida em casa por 1 a 0.
“Neymar não estará disponível nos próximos dois jogos [Nantes, neste sábado (4), e Bayern na semana que vem]. Ele é um dos artilheiros e assistentes do Campeonato Francês, é uma grande perda”, disse Galtier em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3).
O QUE ACONTECEU
Neymar se machucou no dia 19 de fevereiro, durante a vitória do PSG por 4 a 3 contra o Lille, pelo Campeonato Francês.
Um novo exame realizado pelo PSG apontou que o atacante tinha uma lesão ligamentar no tornozelo direito.
A lesão ligamentar no tornozelo direito é a mesma que Neymar sofreu durante a Copa do Mundo do Qatar, em novembro.
Na ocasião, o departamento médico da seleção identificou também um edema ósseo, depois de um carrinho recebido logo na estreia do Mundial, contra a Sérvia. Neymar voltou a jogar nas oitavas de final, contra a Coreia do Sul.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (3/3), para determinar a obrigatoriedade da realização de audiência de custódia em todos os tipos de prisão. O entendimento anterior estipulava tal exigência apenas para detenções em flagrantes. A nova decisão amplia o entendimento para encarceramentos temporários, preventivos e definitivos.
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O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e deve ser encerrado à meia-noite desta sexta-feira (3/3). Os ministros analisam um pedido apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) que possui Edson Fachin como relator.
Com o novo entendimento do STF, as prisões preventivas, temporárias, decorrentes de descumprimento de medidas cautelares, definitivas para execução de pena e preventivas para fins de extradição deverão passar por audiência de custódia.
Acompanharam o voto do relator: André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Roberto Barroso. O Supremo aguarda ainda o voto de outros cinco ministros.
Em 2020, Fachin decidiu que os tribunais devem realizar audiências de custódia para todos os presos, não somente para aqueles detidos em flagrante.
“Não bastasse, a audiência de apresentação ou de custódia, seja qual for a modalidade de prisão, configura instrumento relevante para a pronta aferição de circunstâncias pessoais do preso, as quais podem desbordar do fato tido como ilícito e produzir repercussão na imposição ou no modo de implementação da medida menos gravosa”, apontou o ministro em sua decisão.
Audiência de custódia
A audiência de custódia é um instrumento presente dentro do processo legal em que o juiz determina se o preso deverá ter a liberdade concedida, com necessidade de medidas cautelares ou até a adequação da prisão.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, elogiou o compromisso da Alemanha em fornecer apoio militar e outros à Ucrânia ao se encontrar com o chanceler Olaf Scholz na Casa Branca, Washington D.C., nesta sexta-feira. A reunião entre os dois líderes, que também teve a China como foco, foi uma oportunidade para aliviarem as tensões após as prolongadas deliberações de Berlim sobre o fornecimento de tanques à Ucrânia.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente dos EUA, Joe Biden, em reunião na Casa Branca.
— Juntos, trabalhamos em conjunto para fornecer assistência crítica de segurança à Ucrânia — disse Biden quando os dois se encontraram no Salão Oval, mencionando munições, artilharia, tanques blindados e sistemas de defesa aérea.
Biden acrescentou:
— Como aliados da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], estamos tornando a aliança mais forte e mais capaz.
Ambos os líderes estão pressionando para produzir armas e munições para a Ucrânia enquanto a invasão da Rússia entra em seu segundo ano. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu aos aliados que resolvam a escassez de munição, principalmente para tanques e armas de defesa aérea fornecidas pela Alemanha.
— Além do seu apoio militar, o apoio moral que você deu à Ucrânia foi profundo — disse Biden a Scholz. — Aumentar os gastos com defesa e diversificar as fontes de energia russas, sei que não tem sido fácil.
Berlim está explorando aquisições conjuntas dentro da União Europeia, mas a burocracia de Bruxelas pode retardar o processo, disse uma autoridade alemã antes da reunião. Uma possível solução envolveria transferir parte da produção para os EUA, onde há mais capacidade.
— A parceria transatlântica está realmente em muito boa forma hoje e isso se deve muito à sua liderança — disse Scholz a Biden, acrescentando a importância de os aliados continuarem a ajudar a Ucrânia em sua luta contra a Rússia “pelo tempo que for preciso”.
A reunião aconteceu dias após o conselheiro de Segurança Nacional de Biden, Jake Sullivan, afirmar à ABC News que o governo de Scholz só concordou em enviar tanques de batalha Leopard 2 para a Ucrânia sob a condição de que os EUA enviassem tanques Abrams. Porém, os alemães negaram que houvesse tal demanda.
Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, é esperado que Biden e Scholz compartilhem notas sobre suas recentes reuniões com o presidente ucraniano nos próximos dias.
Preocupações com a China
Antes da reunião desta sexta-feira, os EUA anunciaram um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia no valor de cerca de US$ 400 milhões (em torno de R$ 2 bilhões), incluindo foguetes para lançadores móveis, munição para veículos blindados de combate e munições de demolição.
A dupla também disse que planeja discutir a China, em meio a preocupações expressas por algumas autoridades dos EUA de que Pequim poderia estar considerando fornecer à Rússia ajuda letal que poderia ser usada na Ucrânia.
Na quinta-feira, Scholz alertou a China para não armar a Rússia e expressou desapontamento com o fato de o governo de Pequim não estar mais disposto a participar de “uma clara condenação do ataque russo”. (Com Bloomberg.)
A Receita Federal decidiu restringir o número de servidores autorizados a acessar informações fiscais dos brasileiros, depois de vir à tona que um auditor pesquisou e coletou dados de desafetos do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem autorização. O órgão não informa, porém, quantos funcionários podem acessar o sistema hoje e qual redução irá implementar.
Superintendência da Receita Federal, em Brasília.
Por meio da nota oficial, o Fisco diz que “zela” pela segurança das informações protegidas por sigilo fiscal e que todos os acessos e procedimentos feitos por servidores são rastreáveis.
“A instituição zela pela segurança, sigilo e controle no acesso a informações protegidas por sigilo fiscal. Todos os acessos ao Portal IRPF são rastreáveis, sendo possível identificar quem acessou e quais procedimentos foram executados durante o acesso”, diz o texto, acrescentando, que vai exigir “sempre motivação adequada e detalhada” para justificar pesquisas a dados dos contribuintes.
Reportagem da Folha de São Paulo revelou que o ex-chefe da área de inteligência da Receita Ricardo Pereira Feitosa acessou indevidamente dados sigilosos de desafetos da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2019. Entre eles, estão o procurador Eduardo Gussem, responsável por apurar o suposto esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Também tiveram informações violadas o ex-ministro Gustavo Bebiano, que morreu em 2021, e do empresário Paulo Marinho. Segundo a Folha, dados de outras personalidades também foram acessados de forma imotivada.
Na nota, a Receita afirma que todos os servidores que acessaram os dados foram identificados:
“Sem subestimar a gravidade do tema e o compromisso com o aprimoramento dos sistemas e processos, a Receita esclarece que, de um total de cerca de 21.000 servidores, os casos citados pela imprensa mencionam irregularidades por 8 servidores, cujo ilícito foi identificado e processado “.
O órgão destaca ainda que fará auditoria nos controles de segurança de acesso aos dados internos neste ano, conforme Plano Anual de Auditoria Interna e adotará as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), em acórdão publicado em dezembro para aperfeiçoar e melhorar o controle do sistema.
Mestra em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Piauí (Ufpi), Luara Dias Silva vem recebendo ataques de ódio em suas redes sociais desde a última segunda-feira (3) por conta da pesquisa desenvolvida por ela no programa de pós-graduação: “Sapatonas Caminhoneiras Negras e o Mercado de Trabalho como um Desafio”.
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Ao Cidadeverde.com, Luara Dias explicou que uma página no Instagram incitou seus seguidores após replicar o convite para a sua banca de defesa da dissertação de mestrado. Segundo ela, as mensagens com xingamentos começaram a chegar no seu celular logo depois que a banca examinadora aprovou sua pesquisa.
“Algumas pessoas foram no meu perfil pessoal e o restante ficou xingando na postagem desta página. Foram dois anos e meio desgastantes, tanto tempo fazendo um trabalho e quando estou curtindo a felicidade de finalmente ser mestra, recebi esse monte de mensagens com ofensas”, lamentou Luara Dias.
A banca examinadora do trabalho de mestrado foi presidida pela professoras Elaine Ferreira do Nascimento, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e contou com a participação das docentes Olívia Cristina Perez, da Ufpi, e Ana Cristina Conceição Santos, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Vítima de ataques semelhantes há anos atrás, Luara Dias diz que não registrou boletim de ocorrência denunciando as mensagens de ódio que recebeu dos seguidores da página. “Não queria me estressar, mas acabei me arrependendo. Como estava comemorando com minha família, eu ia abrindo as mensagens, respondendo e bloqueando”, pontuou.
Apesar dos ataques, diversas pessoas também deixaram comentários de apoio à pesquisadora. Foi o caso do próprio Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP) da Ufpi, que lamentou a “cultura do ódio”. “Toda ignorância é realmente audaciosa, contra ela temos o saber científico”, cita o texto.
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Contente com o apoio da comunidade acadêmica, Luara Dias entende que a página tentou desinformar a respeito da validade da sua pesquisa. Ela explica que a dissertação buscou justamente dar visibilidade à dificuldade das mulheres negras LGTQIA+ para conseguir acessar o mercado de trabalho formal e direitos básicos de cidadania.
“Falo das ‘sapatonas negras’. Caminhoneiras não é a profissão, é a performance ‘machuda’. Elas são atravessadas pelo racismo e pela homofobia. Meu trabalho tem cientificidade, falo de pessoas marginalizadas e essa pagina tentou usar a política da repressão para afastar as pessoas da academia, o oposto do que estou fazendo”, afirmou a pós-graduada.
Foto: Arquivo pessoal
Os ataques, no entanto, não desmotivaram Luara Dias a seguir aprofundando o assunto no mundo acadêmico e para o público em geral. A mestra garante que além de dar publicidade ao tema, através de lives e palestras, pretende prosseguir com a pesquisa no doutorado.
“Agora mais do que nunca. Tentaram me diminuir, mas me motivaram. A partir do momento que incomoda os racistas e LGBTfóbicos, é o caminho certo. Quando eles se incomodam é porque estamos agindo em busca dos nossos direitos. Se eu já tinha planos de continuar a pesquisa, o que aconteceu me deu muito mais gás para prosseguir”, concluiu a mestra.