Mulheres cientistas revelam desafios da carreira

Desde menina, ela já dava aulas às bonecas sobre a estrutura do átomo e como dominar a transformação da matéria. Sonhava em ser professora, mas primeiro se formou em medicina, porque acreditou que esse era o caminho de unir as aptidões. 

“Eu sempre quis ser professora, talvez pelo fato de minha mãe acreditar que esse é o ofício mais honrado, e também por acreditar que tenho necessidade de cuidar e orientar. Fazer medicina foi o meio. Sempre me interessei pela ciência da vida e do indivíduo, e na minha cabeça de 18 anos, além de ser desafio para uma pessoa comum como eu, iria me trazer experiências humanas extraordinárias, dignas de Tolstoi, mas em campo de batalha hospitalar, em que o oponente e companheiro seria a doença”.

Foi assim que a cientista Rebecca Stival, pneumologista dos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), e mestranda em medicina interna pela Universidade Federal do Paraná, conta como iniciou a carreira. Atualmente, estuda impactos e tratamentos de enfisema na doença pulmonar obstrutiva crônica.

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado nesta sexta-feira (11), a Agência Brasil conversou com duas cientistas para apresentar panorama sobre o mercado de trabalho na área e como as meninas de hoje podem se tornar cientistas.

Papel da mulher na ciência

As contribuições que as mulheres podem oferecer à ciência, tecnologia e inovação são inúmeras, a começar pela resiliência, diz Rebecca. “A mulher tem como prerrogativa a resiliência. Por isso, o seu olhar para a ciência se torna importante. Acredito que por termos enorme capacidade de adaptação, que inclusive é biológica – basta olhar para uma mulher gestante, todas as variações hormonais e modificações corporais que ocorrem ao longo de nove meses –  enfrentamos adversidades e geramos soluções práticas rapidamente”.

Ela cita uma das mais famosas cientistas da história, Marie Curie, como  exemplo de resiliência às frustrações e resposta rápida e prática às adversidades. “Basta lembrar de sua contribuição para a realização de radiografias durante a Primeira Guerra Mundial, que beneficiou muitas pessoas em campo de batalha. Ela conseguiu transformar conhecimento de bancada em ferramenta de utilidade pública, outra característica importante de um cientista.

No entanto, o caminho para conquistar esse espaço não é fácil, e os homens ainda são maioria na área. De acordo com o relatório “A Jornada do Pesquisador pela Lente de Gênero”, publicado pela empresa holandesa Elsevier em 2020, a participação de mulheres nos mais diversos campos da ciência oscila entre 20%.

O Brasil figura entre os mais próximos do equilíbrio na proporção entre homens e mulheres na autoria de artigos científicos, com 0,8 mulher por cada homem. O desempenho é superior ao do Reino Unido, com 0,6, e ao dos Estados Unidos e da Alemanha, ambos com 0,5.

Para a professora e coordenadora de pós-graduação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Cristina Baena, os desafios podem ser resumidos na questão da produtividade. “Se você olha, a produtividade anual das mulheres é a mesma, mas ao longo da carreira elas produzem menos, porque ficam menos tempo que os homens em papel de liderança na produção acadêmica e científica. Isso ocorre por causa da dificuldade da mulher de se manter nessa carreira juntando todas as responsabilidades que acumula”. 

Na opinião da pesquisadora, há como incentivar a carreira da mulher cientista. “São questões básicas: por exemplo, a bolsa da pesquisadora deve levar em consideração a maternidade. Hoje, a gente não tem estrutura para acolher os filhos das pesquisadoras nem em eventos científicos, o que dificulta a presença delas. É preciso dar condições para essas mulheres continuarem na carreira, porque quando conseguem, há impacto muito importante na formação de recursos humanos e na produção científica”, defende Cristina, que passou por esse desafio e dividiu o tempo entre a criação de um filho enquanto fazia mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Muito antes da pandemia, Cristina tinha rotina muito comum à das mães que trabalharam e ainda trabalham em tripla jornada em casa, devido ao distanciamento social. “Houve período em que tive que fazer muitas escolhas difíceis, sobretudo financeiramente, porque vivia com a bolsa de doutorado. A minha receita diminuiu muito porque a bolsa no Brasil hoje tem valor muito pequeno, e me lembro claramente de um período em que tinha de responder e-mails em inglês para líderes internacionais. Ao mesmo tempo, precisava cozinhar o feijão, tinha que terminar a limpeza da casa e tinha que escrever um artigo, ir à reunião da escola do meu filho, então fui muito desafiada em todos os sentidos. Acho que se a gente não tem muita persistência, não tem ajuda, apoio, é natural que acabe desistindo mais cedo da carreira científica.

Hoje, Cristina Baena é coordenadora do ambulatório pós-covid montado pelo Hospital Universitário Cajuru, em parceria com a PUCPR, em Curitiba (PR), e coordenadora do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação dos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru. Ela participou de dezenas de estudos para compreender o comportamento da covid-19. O ambulatório que Baena coordena estudas as sequelas da doença e práticas para reverter esses problemas.  

Equidade na ciência

O último relatório do Fórum Econômico Mundial mostrou que a desproporção de gênero no trabalho aumentou, e apenas daqui a 267 anos o equilíbrio será alcançado. Ou seja, a atual geração de mulheres cientistas ainda não verá equidade na área, mas indica os caminhos para chegar lá.  

Para Rebecca Stival, salários iguais são o primeiro passo. “Buscar equiparação salarial nas funções que a mulher representa. Em 1928, [a escritora] Virginia Woolf já nos contou que só há possibilidade de criação depois de garantido o pão, a independência financeira. E é fato que a pesquisa no Brasil recebe pouco ou nenhum financiamento. Pesquisadores de dedicação exclusiva são raros”. 

A segunda medida, completa a cientista, é garantir equidade de acesso às mulheres, considerando seu papel intrínseco na perpetuação da espécie. “Apesar de direitos já adquiridos, mas ainda não completamente respeitados, o período de gestação e criação de uma criança, mesmo nos dias atuais – pasmem – ainda pode significar retrocesso profissional. E digo isso, pois já fui questionada, em entrevista de acesso a uma das minhas especializações, sobre o meu relacionamento conjugal e o meu desejo de ser mãe. Isso foi pelo menos uns 50 anos depois de minha mãe conquistar o seu CPF”. 

Já Cristina Baena, considera a longevidade na carreira um dos pontos para alcançar equidade. “Acho que vai haver certa equidade na ciência quando tivermos a mesma longevidade de carreira. E também quando a gente aqui no Brasil, principalmente, parar de ouvir que a formação acadêmica científica não é considerada trabalho. São mudanças culturais que a sociedade deve resolver antes de termos essa igualdade”.

Pandemia 

Mulheres cientistas, até então conhecidas somente no meio acadêmico, ficaram famosas no país pelo papel relevante na pesquisa sobre o novo coronavírus e na divulgação, destaca Cristina. “No Brasil, a gente pode citar a Ester Sabino, a Jaqueline de Jesus, que decodificaram o genoma dos primeiros casos de covid-19 em tempo recorde – informação que ajudou o mundo inteiro a combater a doença. Tivemos na mídia também algumas cientistas que fizeram papel muito importante de comunicadora, como Natalia Pasternak e Margareth Dalcolmo que são ótimos exemplo. A Mellanie Fontes Dutra é excelente exemplo no Twitter. A Luana Araújo, com formação científica, também se colocou de forma muito firme contra onda de fake news que estava tomando conta do país naquele momento”. 

Ela acredita ainda que outros exemplos servirão de inspiração. “Em níveis individuais e dentro dos hospitais, na produção de conhecimento rápido da pandemia, tivemos mulheres com papéis fundamentais. Tenho a impressão de que isso ajudou a inspirar algumas meninas que vêm na mulher cientista a contribuição que pode ser dada à sociedade”.

Rebecca Stival reforça: “As mulheres representam a maioria dos profissionais dedicados ao cuidado das pessoas, cuidar é uma prerrogativa da mulher. Somos aproximadamente 79% da força de trabalho na área da saúde. Apesar de o Ministério da Saúde ser ocupado por um homem, as batalhas na pandemia foram lideradas, em sua grande maioria, por mulheres cientistas”. 

Conselho 

Rebecca dá um conselho às meninas que têm o sonho de ser cientista. “Resiliência. Outras vieram antes para garantir o que conquistamos até agora, temos que persistir para assegurar plena equidade às que virão depois”. 

Sônia Baena dá a mesma sugestão feita às alunas que orienta em pesquisas na universidade. “Sobretudo no Brasil hoje, a formação e a carreira científica devem ser plano quase familiar. Porque vai haver ausências na família. É bom que alguém possa cobrir esse papel, um parceiro ou equivalente, que ajude na criação e na presença com os filhos. É uma sensação de recompensa muito grande quando a gente percebe que conseguiu produzir conhecimento, que é aplicado na ponta e tem impacto na vida das pessoas”, afirma.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

IBGE prevê safra de 271,9 milhões de toneladas para 2022

© Wenderson Araujo/Trilux

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 271,9 milhões de toneladas, 7,4% acima (18,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas).

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que a área a ser colhida é de 71,2 milhões de hectares, 3,8% (2,6 milhões de hectares) maior que a de 2021 e 0,3% (217,2 mil hectares) maior do que o previsto em dezembro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 93% da estimativa da produção e respondem por 87,8% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 5,8% na área do milho (6,9% na primeira safra e 5,4% na segunda), de 7,2% na do algodão herbáceo e de 3,6% na da soja. Houve declínio de 0,9% na área do arroz e de 1,7% na do trigo.

Espera-se que a produção de soja totalize 131,8 milhões de toneladas, com redução de 4,7% em relação ao terceiro prognóstico, divulgado em janeiro, e de 2,3% na comparação com a produção do ano anterior. 

A produção de milho foi estimada em 109,9 milhões de toneladas, com crescimento de 0,9% frente ao mês anterior e 25,2% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz foi de 11 milhões de toneladas, queda de 4,9% frente ao produzido no ano passado.

Regiões

A região Nordeste foi a única a ter aumento (1,1%) em sua estimativa frente a dezembro. Ela deve produzir 24,4 milhões de toneladas (9% do total do país). O maior declínio foi no Sul (-5,7%), que deve somar 80,2 milhões de toneladas (29,5% do total). O Norte teve queda de 2,6% e deve chegar a 12 milhões de toneladas (4,4% do total), enquanto o Centro-Oeste, com declínio de 0,2%, deve produzir 128,4 milhões de toneladas, ou 47,2% da produção nacional. O Sudeste deverá produzir 26,8 milhões de toneladas (9,9% do total).

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,5%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,1%), Paraná (13,1%), Goiás (9,9%), Mato Grosso do Sul (8,5%) e Minas Gerais (6,2%), que, somados, representaram 80,3% do total nacional.

As principais variações positivas nas estimativas da produção, em relação a dezembro, ocorreram no Piauí (267,9 mil toneladas), no Pará (179,5 mil toneladas), no Distrito Federal (35,3 mil toneladas), em Rondônia (35 mil toneladas), no Maranhão (5,4 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (424 toneladas).

As principais variações negativas foram registradas no Paraná (-4 milhões de toneladas), em Santa Catarina (-860 mil toneladas), no Tocantins (-538,4 mil toneladas), em Mato Grosso (-336,3 mil toneladas) e no Ceará (-9,9 mil toneladas).

AGÊNCIA BRASIL

Prefeitura decreta que não terá ponto facultativo no carnaval

O Prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, assinou na tarde desta quarta-feira (8), decreto municipal determinando que não haverá ponto facultativo no período de carnaval nos órgãos que compõe a prefeitura de Teresina. Especificamente, será expediente normal para os servidores do município nos dias 28 de fevereiro, 1° e 2 de março.

A decisão foi tomada levando em consideração os altos índices de casos confirmados de covid-19 em Teresina e a elevada ocupação dos leitos de UTI na capital e no estado. Com a medida, o poder executivo municipal busca evitar a promoção de grandes aglomerações de pessoas como culturalmente acontece nas festas carnavalescas.

“Estamos sempre atentos as taxas de contaminação por covid e a ocupação de leitos de UTI, por isso estamos determinando que nos dias específicos que acontecem as festas de carnaval, será expediente normal. O país passa por uma nova onda de contaminação com a variante ômicron e eu como prefeito de Teresina, tomarei todas as medidas cabíveis para conter o avanço desta doença na nossa cidade”, disse Dr. Pessoa.

Iniciativa da Alepi reforça aquisição de motocicletas para segurança pública

Themístocles Filho destacou que os parlamentares também apresentaram mais duas emendas de bancada.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou à Assembleia Legislativa que já está em andamento a aquisição de 100 motocicletas para reforçar o patrulhamento ostensivo no Piauí. No final do ano passado, os deputados apresentaram emenda de bancada ao Orçamento de 2022 para compra de 200 motocicletas.

O presidente da Alepi, deputado Themístocles Filho (MDB), disse que a escolha dos municípios contemplados está a cargo do Executivo, mas que, no seu entendimento, deverão ser atendidos os municípios maiores. “O problema da violência são nas cidades maiores, por exemplo, Teresina, Picos, Parnaíba, mas isso é competência da Secretaria de Segurança. Existe um estudo técnico pra isso. A nossa competência é de colocar o recurso no Orçamento”, explicou.

Sobre a aquisição das demais motocicletas, Themístocles Filho afirmou que o governador Wellington Dias e o secretário da Fazenda, Rafael Fonteles, já se mostraram sensíveis à questão e que as motos serão adquiridas. O presidente destacou que os parlamentares também apresentaram mais duas emendas de bancada: uma para a compra de cestas básicas e outra para o Hospital São Marcos, referência no tratamento de câncer.

ALEPÍ

Decreto reformula o Programa Brasil Alfabetizado

© Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

Com o objetivo de estabelecer novos ciclos de execução para garantir a universalização da alfabetização da população com 15 anos ou mais, em todo o território nacional, o presidente da República Jair Bolsonaro editou o Decreto nº 10.959, que reformula o Programa Brasil Alfabetizado (PBA).

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino formal da educação básica, que ocorre dentro das redes educacionais. Já o Programa Brasil Alfabetizado foi concebido para suprir a lacuna de um contingente de cidadãos que apresenta dificuldades em acompanhar o regime regular de aulas da EJA.

Criado para abarcar o público residual, que não era alcançado pelos sistemas de ensino da EJA, o PBA apostava, desde sua origem, na ação do voluntariado para fornecer cidadania a seu público-alvo.

O desenho original do programa apresentava deficiências que resultaram na interrupção dos ciclos a partir de 2016. Para sanar essas deficiências, o decreto publicado hoje (9) trouxe algumas inovações no desenho do PBA.

Dentre as novidades trazidas para os novos ciclos, merece destaque a disponibilização, por parte do governo federal, de materiais de orientação e de formação, de materiais de apoio e de instrumentos de avaliação.

O objetivo, segundo o Ministério da Educação, é conferir maior efetividade à atuação dos alfabetizadores. Há, ainda, a previsão de que a pasta poderá oferecer assistência financeira a estados e municípios que aderirem ao programa.

Para tanto, tais entes deverão apresentar um plano de alfabetização com um diagnóstico local, elaborado a partir da busca ativa, e a estratégia de monitoramento a ser desenvolvida pela autoridade local.

Histórico

O Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei nº 13.005, de 2014, estabeleceu como uma de suas diretrizes a erradicação do analfabetismo. Para tanto, esse diploma dedicou duas metas ao tema: a Meta 5, afeta à alfabetização de crianças, e a Meta 9, voltada à alfabetização de jovens e adultos. A Meta 9 contempla estratégias que envolvem tanto iniciativas de alfabetização formal quanto ações não formais.

AGÊNCIA BRASIL

Força Tarefa prende fugitivo do sistema prisional e suspeito de tráfico de drogas em Teresina

Junior Santos / Lupa1

Nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (09) a equipe C da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) realizou a prisão de dois homens, um suspeito de tráfico de drogas e porte ilegal de arma e o outro fugitivo do sistema prisional do Estado com dois mandados de prisão, em Teresina.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Coronel Rubens Pereira, as operações foram deflagradas em duas zonas diferentes da cidade, na região norte e na  leste da capital. O secretário afirma ainda que mais ações devem ocorrer durante todo o dia.

“Essas duas pessoas, foram presas em situação de flagrante, que foram trazidas aqui [para a sede da SSP] e agora serão encaminhados a Central de Flagrante, para passar pelos procedimentos legais.” relata o Coronel Rubens.

Conforme relatado pelo Major Audivam Nunes, ambos os suspeitos são faccionados. O indivíduo preso na zona Leste, no bairro Árvores Verdes,  identificado apenas pela iniciais, J.R.D.O., possuía dois mandados de prisão em aberto e era foragido do sistema prisional. O outro homem, acusado de tráfico de drogas e porte ilegal de arma, J.S.G.D.S.R., foi preso na região da na Vila Apolônia, na zona Norte de Teresina e reagiu a prisão, atirando contra os policiais.

Junior Santos / Lupa1

Como resultado da ação os homens foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Teresina, para realização dos procedimentos legais cabíveis, e deve ser levados ao sistema prisional em breve. Foram apreendidas uma arma de fogo, com seis munições, duas armas brancas, um celular, cerca de 1kg de substância análoga a maconha e uma grande quantidade de dinheiro.

LUPA1

Corpo em estado de putrefação é encontrado às margens da BR 226, em Timon

Policiais de Timon encontraram nesta manhã de quarta-feira (9) um corpo do sexo masculino em estado de putrefação às margens da BR 226, em Timon.

O corpo foi inicialmente descoberto por populares que passaram pelo local e ao avistarem a grande presença de urubus no local, acionaram a polícia.

A localização onde foi encontrado fica entre o condomínio Village Joia e o Frigotil.

O IML de Timon e a perícia técnica foram acionados para o local e junto com a polícia civil devem trabalhar na investigação para descobrir a identidade e a causa da morte.

ELIAS LACERDA

Deputada bolsonarista evangélica maranhense segue sem tomar vacina contra a Covid-19

Nesta terça-feira (8), a Deputada Estadual Mical Damasceno (PTB) presidiu sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), apesar de não ter tomado nenhuma das doses da vacina contra a Covid-19 (veja a primeira matéria sobre este assunto clicando aqui).

Um resolução da Alema obriga o uso de máscaras e a apresentação do comprovante de vacinação, com o ciclo das duas doses concluídos, entre outras medidas para entrada nas instalações do órgão. Na sessão desta terça (8), inclusive, Mical Damasceno retirou a máscara em diversos momentos.

Apesar da não imunização, a parlamentar está autorizada a acessar o prédio da Assembleia por conta de uma alteração na mesma resolução que estabelece o passaporte vacinal para ingresso no local.

O ato esteve vigente até o dia 31 de janeiro, mas foi alterado para uma nova versão a partir de 1º de fevereiro, precisamente em função de a deputada petebista não estar vacinada. Com a mudança, mesmo quem não estiver vacinado pode entrar na Assembleia apresentando teste de PCR negativo. No caso de deputados e servidores, a apresentação precisa ser semanal.

ELIAS LACERDA

Pesquisa revela aumento de transtornos psiquiátricos após covid-19

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que pessoas que tiveram covid-19 de forma moderada ou grave passaram a registrar maior incidência de transtornos psiquiátricos após a contaminação. O artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica General Hospital Psychiatry. 

Foram avaliados 425 adultos, depois de seis a nove meses da alta hospitalar por causa da covid-19. Todos foram pacientes internados no Hospital das Clínicas da USP por pelo menos 24 horas, entre março e setembro de 2020. Aqueles que precisaram de tratamento em unidade de terapia intensiva (UTI) foram considerados casos graves e os demais, moderados. Os pacientes foram submetidos a entrevista psiquiátrica estruturada, testes psicométricos e bateria cognitiva.

De acordo com o estudo, a prevalência de transtorno mental comum neste grupo de pacientes pós-covid foi 32,2%, maior do que o relatado na população geral brasileira (26,8%). Quanto ao diagnóstico de depressão, houve prevalência de 8%, superior ao da população geral brasileira (em torno de 4% e 5%). Transtornos de ansiedade generalizada estavam presentes em 14,1%, resultado também superior à prevalência na população geral brasileira (9,9%).

Segundo a pesquisa, os resultados psiquiátricos não foram associados a nenhuma variável clínica relacionada à gravidade da doença em fase aguda, ou seja, não foram mais preponderantes naqueles pacientes que apresentaram grau de inflamação maior, por exemplo.

“Os comprometimentos psiquiátricos e cognitivos observados a longo prazo após covid-19 moderada ou grave podem ser vistos como uma expressão dos efeitos do SARS-CoV-2 na homeostase [equilíbrio] cerebral ou uma representação de manifestações psiquiátricas inespecíficas secundárias à diminuição do estado geral de saúde”, diz o texto da pesquisa, que tem Rodolfo Damiano, médico residente do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP como primeiro autor.

Os resultados da pesquisa, que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), podem ser vistos aqui.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Sessões presenciais serão mantidas, mas haverá controle do fluxo no prédio da Alepi

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa baixou, nesta terça-feira (8), o Ato Normativo 024/2022 definindo o funcionamento das sessões plenárias de forma presencial e a adoção de medidas preventivas contra a Covid-19 que incluem a exigência de comprovante de vacinação para acesso às dependências do Palácio Petrônio Portella, sede do Poder. O controle do fluxo de visitantes na Casa também será rigoroso. O atendimento ao público nos gabinetes será mantido, mas apenas para cinco pessoas a cada vez.

O Ato, que foi lido no pequeno expediente da sessão plenária desta manhã, terá validade por 30 dias e estabelece que as medidas estão em conformidade com o Decreto 20525/22 do Governo do Estado, que dispõe sobre medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Em seu artigo primeiro, o Ato determina o rodízio dos funcionários dos setores administrativos com a presença de 50% do quadro de pessoal. O rodízio será coordenado pelo chefe imediato de cada setor que acompanhará o trabalho home office dos servidores. Nos gabinetes, será permitida a presença de no máximo 4 servidores.

Servidores e visitantes terão de apresentar comprovante de vacinação com as duas doses ou dose única para acesso ao Palácio Petrônio Portella.

O artigo quarto estabelece que servidores com mais de 60 anos, com comorbidades, servidoras grávidas e os funcionários que tenham doenças crônicas irão trabalhar em sistema de home office.

Medidas visam manter o funcionamento dos trabalhos com mais segurança

O deputado Francisco Limma (PT) comentou as medidas preventivas, afirmando que a Assembleia Legislativa adotou uma forma cuidadosa para evitar a disseminação da Covid-19. Ele assinalou que as sessões presenciais podem ocorrer devido ao avanço da vacinação e aos cuidados que todos precisam adotar, como uso de máscaras e o distanciamento social.

O deputado Júlio Arcoverde (Progressistas) disse que as medidas foram aprovadas por unanimidade pelos parlamentares e que as sessões presenciais podem ser realizadas desde que sejam adotados os cuidados necessários para se evitar a contaminação com a Covid-19. Júlio Arcoverde assinalou que os deputados realizam outras atividades diariamente, como visitas aos órgãos públicos para tratar de assuntos de interesse do povo do Piauí, e não poderiam alegar que não teriam condições de comparecer às sessões plenárias.

ALEPÍ