Uma roça de maconha de cinco hectares foi encontrada, na manhã desta sexta-feira (18), no município de Cristino Castro, pelas polícias Civil e Militar do Piauí.
A Polícia Civil do Piauí (PCPI) estima que mais de 130 mil pés de maconha estavam cultivados. No local, foram apreendidos cerca de 400 quilos da droga, já embalados a vácuo — indicando que a produção estava pronta para ser distribuída.
Uma tecnologia genuinamente piauiense pode estar mudando a história da luta contra a desertificação no Brasil. Pela primeira vez, foi aplicado em Gilbués — município com a maior área degradada do país — um hidrogel natural, feito a partir de plantas como o babaçu e o cajueiro. O produto, capaz de reter água no solo por mais tempo, ajuda no crescimento de mudas mesmo durante períodos prolongados de seca.
A novidade foi apresentada durante um dia de campo que reuniu cerca de 45 alunos do quinto ano da Unidade Escolar Denilde Alencar. Cada criança escolheu, plantou e batizou uma muda de espécie nativa ou frutífera, criando um elo simbólico com a recuperação ambiental. Foi o pontapé de uma experiência inédita na região.
“Essa tecnologia é diferente de tudo que já foi usado no Brasil. Ela é natural, biodegradável e feita com matérias-primas do próprio Piauí. É uma solução científica e sustentável para recuperar solos que pareciam perdidos”, explica João Xavier, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi), que lidera a iniciativa ao lado da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
A ação integra um projeto de recuperação de 10 hectares de solo dentro do Núcleo de Pesquisa de Recuperação de Áreas Degradadas e Combate à Desertificação (Nuperade) — que há quase 20 anos estuda formas de conter o avanço da degradação em Gilbués e no semiárido.
“Começar esse trabalho com as crianças foi fundamental. Elas agora têm um vínculo afetivo com o solo e com o meio ambiente. É um jeito de plantar futuro também nas pessoas”, afirma Gustavo Carvalho, assessor da superintendência da Semarh.
A ação é fruto da união entre Semarh, Fapepi, Afert Biofertilizantes, Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) Polissacarídeos/CNPq.
Nova tecnologia
Diferente dos géis sintéticos, feitos com derivados de petróleo, o hidrogel usado em Gilbués é 100% natural. Ele é produzido com polissacarídeos vegetais, extraídos de espécies abundantes no Piauí.
Segundo Adriano Akira, a inovação alia alto desempenho com baixo impacto ambiental. “Nosso gel consegue manter a umidade do solo por mais tempo, o que reduz a necessidade de irrigação e favorece o crescimento das plantas mesmo em períodos críticos de seca. E tudo isso sem agredir o meio ambiente”, destaca.
O professor Edson Cavalcanti Filho, da UFPI, reforça o potencial da tecnologia. “A aplicação dos polissacarídeos vegetais representa um avanço científico importante. Estamos falando de uma solução biotecnológica que pode ser adaptada a outras áreas do semiárido brasileiro. É ciência feita no Piauí com potencial para mudar realidades no país inteiro”, completa o pesquisador.
Localizado a quase 800 km ao sul de Teresina, Gilbués já perdeu mais de 7 mil km² para a desertificação. É o maior caso de degradação de solo do Brasil, com impactos profundos sobre a agricultura, a biodiversidade e a vida das comunidades locais.
A expectativa agora é que a nova tecnologia sirva de modelo para outras regiões do país, unindo ciência, educação e engajamento social para mostrar que, com as ferramentas certas, é possível fazer o verde voltar onde tudo parecia perdido.
Durante operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 10 mil em espécie na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A informação foi divulgada pela CNN Brasil. Os investigadores apuram se o valor encontrado teria relação com uma possível tentativa de fuga.
A ação faz parte de uma nova fase das investigações conduzidas com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que também incluiu mandados de busca e apreensão na sede nacional do Partido Liberal, legenda à qual Bolsonaro é filiado.
Além da apreensão da quantia em dólares, o ex-presidente passou a ser alvo de medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes. Entre as restrições estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana, proibição de uso de redes sociais e impedimento de contato com diplomatas, embaixadores, outros réus e investigados.
As medidas foram tomadas no âmbito de investigações que apuram os crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e atentado à soberania nacional. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável às ações cumpridas nesta sexta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17), durante discurso na abertura do 60º Congresso da UNE, em Goiânia, que o Brasil vai taxar empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
“A gente vai julgar e vai cobrar imposto das empresas americanas digitais”, declarou.
A declaração ocorre em meio ao embate comercial com o governo norte-americano, após Donald Trump anunciar tarifas de 50% para exportações brasileiras, com início previsto para 1º de agosto.
O plano de taxação dessas empresas é discutido pelo governo brasileiro desde o ano passado e voltou à pauta com a decisão do governo norte-americano.
Além disso, há intenção de impor regras de funcionamento em território nacional. No início de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para responsabilizar as redes sociais por conteúdos em circulação.
No evento estudantil, Lula também defendeu o controle de conteúdos nas redes sociais, argumentando que não se pode tolerar agressões em nome da liberdade de expressão — tema que também é alvo de críticas do governo Trump.
Nesta semana, o governo brasileiro criou um comitê para discutir como o país vai responder à taxação dos EUA. Oficialmente, Lula ainda não apresentou nenhuma medida concreta.
Para se precaver, o presidente assinou nesta segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a chamada Lei da Reciprocidade.
Esse dispositivo jurídico permite que o Brasil adote medidas comerciais contra países que imponham barreiras ou tarifas que afetem produtos nacionais.
Enquanto isso, o setor produtivo brasileiro demonstra crescente preocupação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que empresários pediram ao governo brasileiro que negocie com os EUA o adiamento da medida por pelo menos 90 dias.
Segundo estimativas apresentadas durante reunião com o Executivo, as novas tarifas podem causar a perda de até 110 mil empregos apenas na indústria.
O presidente brasileiro tem reforçado o discurso de soberania econômica nas últimas semanas, adotando tom mais duro contra as ações da gestão norte-americana. (Fonte: SBT News)
Dois homens foram presos na manhã desta sexta-feira (18) durante uma operação conjunta realizada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e pela Polícia Militar do Piauí. As prisões ocorreram nos bairros São João e Parque Eldorado, na zona Leste de Teresina.
Os suspeitos, identificados apenas pelas iniciais T.C.C. e L.H.C., são apontados como integrantes de uma organização criminosa e já têm antecedentes criminais. De acordo com as investigações, a dupla estaria envolvida no assalto a uma juíza do Tribunal de Justiça do Piauí, ocorrido no dia 20 de março deste ano.
Segundo o delegado Charles Pessoa, coordenador do DRACO, o crime aconteceu em uma padaria localizada no bairro São João, quando a magistrada retornava do trabalho e parou no local para realizar compras. Foi nesse momento que os criminosos a abordaram.
“Esse crime aconteceu em março, na zona Leste da capital, na região do São João. A servidora estava voltando do trabalho, passou em um estabelecimento comercial para efetuar algumas compras e foi vítima de alguns criminosos. Levaram seus pertences, incluindo joias”, relatou o delegado.
Durante a ação policial, também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A operação faz parte do trabalho contínuo das forças de segurança para combater o crime organizado na capital.
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: Joe Raedle/Getty Images)
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta sexta-feira (18), um mandado de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida faz parte de uma investigação em andamento e foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão do STF atendeu a um pedido da corporação, que incluiu Bolsonaro em uma operação deflagrada no mesmo dia. Detalhes sobre o objetivo do mandado e os materiais apreendidos não foram divulgados até o momento.
O mandado foi executado na residência do ex-presidente, localizada em Brasília. Durante a ação, agentes recolheram documentos e aparelhos eletrônicos que serão analisados pela investigação.
A operação ocorre dentro de um inquérito sob sigilo que tramita na Suprema Corte. A defesa de Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ação.
A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), cumpriu nesta quinta-feira (17) um mandado de busca e apreensão na residência de um homem de 29 anos, suspeito de armazenar material com pornografia infantil. A ação ocorreu na zona sudeste de Teresina.
Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos que, segundo a polícia, serão encaminhados para análise pericial. O homem foi identificado pelas iniciais I.G.D.S.O., e a investigação sobre o caso segue em andamento.
De acordo com a delegada Rosa Chaib, titular da DPCA, a operação faz parte de um trabalho contínuo de combate a crimes contra crianças e adolescentes. A delegada destacou que a coleta de provas é essencial para o andamento do processo.
A Polícia Civil reforçou que denúncias anônimas podem ser feitas de forma segura por meio do site oficial da instituição. A DPCA orienta que qualquer informação relacionada a crimes dessa natureza seja comunicada às autoridades.
Em meio aos desafios sociais, econômicos e emocionais enfrentados por tantas mulheres em situação de vulnerabilidade, surge em Teresina uma iniciativa pulsante de transformação e empoderamento: Marias que Produzem. Mais do que um evento, é um movimento que une propósito, capacitação e protagonismo feminino, tendo o artesanato como ferramenta para reconstruir trajetórias e fortalecer identidades.
Com foco especial em mulheres que desejam empreender mas ainda não sabem por onde começar, o projeto oferece oficinas práticas que vão muito além das técnicas: cada ponto de crochê, cada biojoia criada com reaproveitamento de materiais, cada costura criativa é também um gesto de libertação, autovalorização e construção de possibilidades reais. As participantes são estimuladas a enxergar na arte não apenas uma atividade manual, mas uma ponte para o futuro — uma fonte de renda, uma expressão de si e um símbolo de resistência. Durante o evento, mulheres inspiradoras compartilham suas histórias por meio de palestras e mentorias. Elas mostram que é possível começar do zero e transformar talento em negócio, criatividade em sustento, e sonho em realidade. E mais: mostram que empreender é também um ato coletivo, alimentado por redes de apoio e trocas afetivas.
Marias que Produzem é um espaço vivo, onde cada oficina se transforma em uma experiência compartilhada, cada conversa fortalece vínculos e cada criação carrega os traços da coragem, da esperança e da força feminina. Ao final, uma feira expositiva abre as portas para que as Marias apresentem suas obras ao público — conquistando visibilidade, reconhecimento e, muitas vezes, o primeiro cliente. Esse projeto é, acima de tudo, sobre despertar potenciais adormecidos e provar que empreender é sim para todas. Porque cada Maria que produz é uma mulher que transforma sua realidade com criatividade, determinação e afeto — construindo com as mãos e inspirando com o coração.
Um homem suspeito de realizar assaltos a ônibus utilizando um facão para ameaçar passageiros foi preso na tarde desta quarta-feira (17), no bairro Parque Piauí, zona Sul de Teresina. A prisão foi efetuada por equipes de inteligência da Polícia Militar do Piauí.
Segundo o coronel Jacks Galvão, chefe do Departamento Geral de Operações da PM, o suspeito já possui passagens pela polícia por crimes como furto e roubo. Ele costumava embarcar nos coletivos como um passageiro comum e, durante o trajeto, sacava o facão para anunciar os assaltos.
“Ele é um elemento que já tem passagem, inclusive que aproveitava para entrar no ônibus como um passageiro normal e dentro do ônibus sacava um facão e fazia os roubos. Então hoje ele está preso e à disposição da Justiça”, informou o coronel.
Ainda de acordo com a PM, o suspeito foi localizado vestindo a mesma roupa usada em um dos crimes registrados. A identificação foi possível graças ao trabalho de monitoramento e às imagens captadas por câmeras de segurança.
“Nossas equipes de inteligência foram às ruas, passaram a ter informações e localizaram ele. Ele circulava normalmente, inclusive com a mesma roupa que realizou um assalto”, acrescentou Jacks Galvão.
A polícia confirmou que o homem aparece em pelo menos dois registros de assaltos a ônibus ocorridos no primeiro semestre deste ano, mas não descarta a possibilidade de envolvimento em outros casos.
O coronel reforçou a importância de a população registrar todas as ocorrências, mesmo as de menor gravidade. “Pode ter ocorrido mais e não ter sido notificado. A gente pede à população que, em todos esses casos, faça o registro. Inclusive nós temos hoje um canal que é o BO Fácil, com o número 0800 086 0190, onde a população pode estar passando esse tipo de ocorrência”, concluiu.
Foi preso na tarde desta quinta-feira (17) um ex-candidato a vereador do município de Prata do Piauí, apontado como o líder de uma rede de tráfico de drogas com atuação em diversas cidades do estado. Segundo as investigações, o grupo criminoso era responsável por trazer entorpecentes de São Paulo, manipulá-los e distribuí-los para comercialização no Piauí. Além do ex-candidato, outras duas pessoas também foram presas.
A prisão ocorreu durante a 4ª fase da Operação Sheik, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Piauí, em conjunto com a Polícia Civil do Estado.
Esquema interestadual
De acordo com o MPPI, os entorpecentes, como cafeína e metanfetamina, eram recebidos inicialmente em São Paulo, onde passavam por um processo de manipulação para aumentar o volume da droga. Após essa etapa, o material era enviado para o Piauí, onde passava por mais uma fase de preparo em um laboratório clandestino localizado na cidade de Oeiras, antes de ser comercializado para os usuários.
Prisões
O principal alvo da operação é um empresário do ramo de compra e venda de veículos que já havia sido preso anteriormente e estava em liberdade há cerca de duas semanas, utilizando tornozeleira eletrônica. Ele foi capturado novamente nesta quinta-feira em Teresina, ao lado de um auxiliar que também acabou detido.
Além da dupla, uma mulher foi presa na cidade de Picos, acusada de integrar o esquema criminoso.
A Operação Sheik segue em andamento e novas fases devem ocorrer nas próximas semanas, com o objetivo de desarticular completamente a organização criminosa e suas ramificações no estado.