A Coreia do Norte ameaçou nesta terça-feira, 6, tomar medidas “esmagadoras” contra os movimentos militares de Seul e Washington, que realizaram na véspera manobras com um bombardeiro estratégico e preparam extensos exercícios a partir da próxima segunda-feira. A irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, emitiu este alerta em resposta às “ações militares ostensivas” dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, que “foram longe demais e se tornaram extremamente irracionais”, segundo declarações publicadas hoje pela agência de notícias estatal “KCNA”. A Coreia do Norte “acompanha muito de perto” todos esses movimentos e “está sempre em estado de prontidão” para tomar ações “rápidas e esmagadoras”, disse a irmã do líder Kim Jong-un, uma das principais figuras da propaganda do regime.
Kim Yo-jong também advertiu que qualquer tentativa dos EUA de interceptar um de seus testes de mísseis seria considerada “uma declaração de guerra”, uma vez que estes “são realizados sem prejuízo da segurança dos países vizinhos e em águas e espaços aéreos abertos fora da jurisdição americana”. As manobras de Seul e Washington da véspera foram realizadas sobre o Mar Amarelo (chamado de Mar Ocidental nas duas Coreias) e delas participaram um bombardeiro estratégico americano B-52 e caças sul-coreanos F-15 e F16, segundo informou o Ministério da Defesa do país asiático em comunicado. Esses exercícios acontecem dias antes do início das manobras Freedom Shield, que acontecem de 13 a 23 de março.
Em fevereiro, Pyongyang já havia advertido que, se os EUA continuassem a exercer a chamada “dissuasão estendida” e mantivessem seu plano de realizar grandes exercícios militares com a Coreia do Sul neste mês, o regime poderia considerar essas ações como uma “declaração de guerra”. A chamada dissuasão estendida é um compromisso assumido por Washington com Seul em maio do ano passado, que consiste no envio de ativos estratégicos dos EUA para a península coreana com base nas ações do regime do norte. A península vive um nível histórico de tensão depois de um 2022 em que Pyongyang, que rejeitou ofertas para voltar ao diálogo, realizou um número recorde de testes de armas e em que os aliados voltaram a realizar grandes manobras e exerceram essa dissuasão ampliada.
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Estudo do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) examinou o uso e a rotulagem de aditivos alimentares em diversos produtos disponíveis nos supermercados brasileiros. A pesquisa identificou falhas e inconformidades nas informações presentes nas listas de ingredientes.
No trabalho, foram analisados rótulos de 9.856 alimentos e bebidas, constatando que um quinto dos itens não continha qualquer aditivo alimentar, enquanto um quarto apresentava seis ou mais em sua formulação. Além disso, verificou-se a existência de agrupamentos de aditivos que se repetiam em diferentes grupos de alimentos, especialmente nos ultraprocessados. Mesmo em situação de regularidade, foi possível comprovar a insuficiência de informações sobre os ingredientes na embalagem.
Segundo a pesquisa, os aromatizantes, por exemplo, representam uma das categorias de aditivos nas quais se identificaram mais pontos falhos, tanto na sua descrição quanto na sua conformidade com a legislação.
De acordo com a norma brasileira, não é necessário declarar o nome de cada substância que compõe o aroma, sendo suficiente identificar sua classificação como “natural”, “idêntico ao natural” ou “artificial”. Porém, em diversos casos, encontrou-se apenas a menção a “aromatizantes” ou “aromas” na descrição do item, o que sugere que há nesses produtos uma mistura de aditivos não identificados nem tipificados.
A professora associada do Departamento de Nutrição Aplicada e do Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde do Instituto de Nutrição da Uerj, Daniela Canella, conta que alguns alimentos não contêm aditivos alimentares na lista de ingredientes, mas são compostos por alimentos que tipicamente os contêm.
“Ao ingerir esse produto, o indivíduo está exposto a uma combinação de aditivos sem saber. Isso acontece com frequência em refeições ou lanches prontos: pizza, lasanhas, massas recheadas, sanduíches e salgados, entre outros”, afirmou Daniela, orientadora do estudo.
“Do ponto de vista da informação ao consumidor, a embalagem não informa suficientemente para que as pessoas possam tomar decisões. O ideal seria que na lista de ingredientes da pizza congelada, quando aparece, por exemplo, o item presunto, abrir um parênteses para incluir todos os componentes do presunto”, acrescentou a professora.
Os aditivos são geralmente utilizados em alimentos e bebidas ultraprocessados e são adicionados intencionalmente durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, armazenagem, transporte ou manipulação, sem o propósito de nutrir, mas visando a modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais do produto.
“Os ultraprocessados são formulações industriais feitas com pouco ou nenhum alimento in natura ou minimamente processado. Eles precisam dos aditivos para que fiquem palatáveis e para durar nas prateleiras”, explicou a pesquisadora.
Regulação
No Brasil, o uso desses aditivos é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se fundamenta também em critérios apoiados por regulamentações regionais, como as do Mercosul, e em sugestões emitidas em âmbito mundial por comitês de especialistas da Organização Mundial de Saúde e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Porém, segundo o estudo, apesar de diversos aditivos alimentares serem autorizados, seus efeitos sobre a saúde do consumidor vêm sendo questionados por especialistas.
“Questionar esses efeitos torna-se ainda mais importante quando se nota uma variação na condição de consumo dessas substâncias, pois, na prática, elas não são consumidas isoladamente, mas combinadas a outros aditivos, seja em um mesmo alimento ou em alimentos consumidos ao longo de um dia. Sendo assim, esse problema deve ser considerado crítico em um cenário de crescimento da ingestão de alimentos e bebidas ultraprocessados”, explicou a professora.
De acordo com a pesquisadora, os ultraprocessados estão relacionados a uma série de doenças crônicas, como obesidade, doença cardiovascular, diabetes, câncer, doença inflamatória intestinal.
“A minha recomendação é a mesma do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde: evite o consumo de ultraprocessados, prefira os alimentos in natura e minimamente processados e analise a lista de ingredientes”.
O artigo sobre a pesquisa foi publicado em fevereiro na Revista de Saúde Pública, periódico científico editado pela Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi iniciado no âmbito do doutorado da aluna de Nutrição da Uerj Vanessa Montera e, na sequência, surgiu a parceria com o Idec que estava conduzindo pesquisa sobre rotulagem de alimentos e construindo um banco de dados extenso com mais de 10 mil produtos encontrados em supermercados.
Aconteceu, nos dias 4 e 5 de março, o 10º Festival do Pequi de Piripiri. O evento foi marcado por diversas atividades, como plantio e doação de pés de pequi, palestras, oficinas, muita música e competições esportivas. Além disso, foi inaugurada uma passagem molhada no Assentamento Mulheres Organizadas.
A competição de ciclismo foi um dos destaques do festival, com a participação de atletas de diferentes cidades da região. Outro ponto alto foi a premiação de R$ 500 para a ganhadora da competição de maior roedor de Pequi, Gerviz Viana.
A presença da Prefeita de Piripiri, Jôve Oliveira, foi marcante durante o evento, pois houve muita dedicação por parte dela para a realização do festival, desde a organização até a construção de estradas e divulgação. O evento foi um sucesso de público, contando com a participação de centenas de pessoas de Piriripi e redondezas. Também esteve presente o influencer Bob Guerreiro, que trouxe mais animação ao evento.
Na culinária, o prato vencedor do concurso foi o fricassé de frango com poupa de pequi da Dona Joyce, eleita a Rainha do Pequi.
O festival contou ainda com o plantio e doação de mudas de pequi, o que representa um grande incentivo para a preservação dessa árvore tão importante para a região. O evento foi um sucesso e deixou boas lembranças para os participantes e moradores da cidade de Piripiri.
Um homem e uma mulher envolvidos no tráfico de drogas foram presos na noite dessa segunda-feira (06) na rua Coronel Eulálio Filho, no centro de Campo Maior, após uma abordagem da Força Tática do 15° Batalhão da Polícia Militar.
Com o casal a Força Tática encontrou 25 porções de maconha, 06 porções de crack e uma quantia em dinheiro, proveniente da venda de drogas. Eles andavam em uma motocicleta, modelo CG 160, de cor vermelha, sem placa, que também foi apreendida.
No momento da abordagem a mulher tentou fugir, entrando em uma padaria, mas foi contida pela Polícia Militar.
O homem preso já tem passagem por tráfico e homicídio e a mulher por tráfico, sendo conhecidos da polícia por reincidir no crime, mesmo já tendo cumprido pena.
Nos últimos dias as equipes da Força Tática do 15° BPM têm intensificado as abordagens e conseguido apreender uma boa quantidade de drogas, no combate ao tráfico em Campo Maior.
Dinorah Santana, primeira mulher de Daniel Alves, sua agente e sócia nos negócios e mãe de seus dois filhos, visitou novamente o jogador de 39 anos no centro penitenciário Brians 2, em Barcelona.
Ao deixar a cadeia, ela foi questionada por jornalistas sobre as diferentes versões que o jogador, preso preventivamente por suposta agressão sexual contra uma mulher de 23 anos, deu à Justiça.
“Não perguntei a ele sobre as versões porque sabemos que ele é inocente. Não há dúvidas sobre isso. Tanto seus filhos quanto eu acreditamos em sua inocência”, disse Dinorah, repetindo o que já havia comentado em visitas passadas.
A ex-mulher de Daniel Alves afirmou que o jogador está “forte” e “aguentando bem” o período de reclusão. Ele está preso num quarto minúsculo desde 20 de janeiro.
Dinorah contou que o motivo da visita foi a vida escolar dos seus filhos, revelando ainda que os meninos têm vivido momentos difíceis com a ausência do pai.
“Dani Alves tem família e muitas vezes nem tudo que se fala é verdade. Isso é uma coisa que pesa muito na vida das crianças”, afirmou. “Sou mãe, e quando a criança sofre, a mãe sofre também. Seu que tudo vai ficar bem, com certeza”, disse Dinorah. O jogador teve um pedido de soltura negado pela Justiça.
CASO DANIEL ALVES
Daniel Alves teve a prisão decretada no dia 20 de janeiro. Ele foi detido ao prestar depoimento sobre o caso de agressão sexual contra uma mulher na madrugada do dia 30 de dezembro.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva do atleta de 39 anos, sem direito à fiança, e a titular do Juizado de Instrução 15 de Barcelona acatou o pedido, ordenando a detenção.
A acusação se refere a um episódio que teria ocorrido na casa noturna Sutton, em Barcelona, na Espanha.
O atleta, que defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar, teria trancado, agredido e estuprado a denunciante em um banheiro da área VIP da casa noturna, segundo o jornal El Periódico. Ela procurou as amigas e os seguranças da balada depois do ocorrido.
A equipe de segurança da casa noturna acionou a polícia catalã (Mossos d’Esquadra), que colheu depoimento da vítima. Uma câmera usada na farda de um policial gravou acidentalmente a primeira versão da vítima sobre o caso, corroborando o que foi dito por ela no depoimento oficial.
A mulher também passou por exame médico em um hospital. Daniel Alves foi embora do local antes da chegada dos policiais.
Segundo a imprensa espanhola, a contradição no depoimento do lateral-direito foi determinante para o Ministério Público do país pedir a prisão e a juíza aceitar.
No início de janeiro, o jogador deu entrevista ao programa “Y Ahora Sonsoles”, da Antena 3, em que confirmou que esteve na mesma boate que a mulher que o acusa, mas negou ter tocado na denunciante sem a anuência dela e disse que nem a conhecia.
No depoimento, porém, de acordo com os meios de comunicação da Espanha, o atleta afirmou que esteve com a mulher, mas sem ato sexual.
Posteriormente, admitiu ter feito sexo, mas alegou que a relação foi consentida.
Segundo a rádio Cadena SER, imagens da vigilância interna do local confirmam que Daniel Alves ficou 15 minutos com a mulher no banheiro. Material coletado encontrou vestígios de sêmen tanto internamente quanto no vestido da denunciante.
No dia 14 de fevereiro, o o Tribunal de Barcelona rejeitou o pedido de liberdade provisória do jogador citando risco de fuga ao Brasil por causa de sua capacidade econômica. O Pumas, do México, anunciou que o contrato de trabalho de Daniel Alves com o clube foi rompido por justa causa.
Neymar não joga mais na atual temporada da Europa. O atacante da seleção vai passar por cirurgia no tornozelo direito e ficará afastado do futebol por até quatro meses, segundo o Paris Saint-Germain (FRA).
Como o Campeonato Francês e a Champions League terminam em maio, ele não terá tempo para jogar nesses torneios.
Segundo o departamento médico do clube, Neymar precisa da cirurgia para recuperar o ligamento e evitar que o problema se repita no futuro.
“Todos os especialistas consultados confirmaram a necessidade”, disse o PSG em nota.
A operação será feita em Doha, capital do Qatar. O PSG pertence ao fundo soberano do país, controlado pela família real.
Neymar torceu o tornozelo em 20 de fevereiro, em partida contra o Lille, pelo Campeonato Francês. A preocupação é com as repetidas contusões no mesmo local. Ele teve problema parecido na Copa do Mundo e não atuou diante da Suíça e Camarões, na fase de grupos.
Foi realizada nesta segunda-feira (6/3) a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) para apresentação de estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo. Trata-se de uma iniciativa do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, estruturada junto a outros representantes do governo federal, além de pesquisadores e ativistas. Neste primeiro momento, prevê-se um cronograma em três etapas: diagnóstico, proposição de medidas e elaboração do relatório final.
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“Nós precisamos fazer com que o combate ao discurso de ódio e ao extremismo se torne uma política de Estado. Que esse seja o início de uma construção política das mais relevantes, de uma prática política calcada na teoria e que não se distancie da prática. Que esse seja o início de um trabalho que traga políticas públicas efetivas”, disse Silvio Almeida.
O ministro também reforçou que a atuação do Grupo de Trabalho não deve ter postura punitivista ou de regulação da mídia ao longo da atuação. Para o gestor, o grupo deve primar por atuação educativa e propositiva.
O GT deve discutir, em encontros semanais, diversos eixos temáticos, entre os quais estão temas como intolerância religiosa, discurso de ódio na internet, racismo, xenofobia, violência contra mulheres, misoginia, LGBTfobia e violência política.
Manuela d’Ávila (PCdoB), que foi vice de Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial de 2018, preside o GT. “Juntos e juntas representamos, talvez, um esforço do Brasil para refletir sobre esse processo de crescimento do ódio e, também, para buscarmos um caminho para enfrentá-lo. É preciso resultar em um padrão de sociedade em que ela mesma refute o discurso de ódio”, afirmou a ex-deputada.
Além de Silvio Almeida, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania foi representado pela chefe de gabinete Marina Lacerda; a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat; o assessor especial de Comunicação Social, Ruy Conde; a coordenadora-geral da Assessoria de Comunicação Social do MDHC, Tatiana Cochlar; a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Isadora Brandão; a assessora especial de Assuntos Internacionais, Clara Solon; e a assessora especial de Participação Social e Diversidade, Anna Karla Pereira, que participou em formato virtual.
A parte da população Yanomami que ainda não tinha recebido o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo 2022 começou a ser visitada nesta segunda-feira (6/3) em uma operação pontual de coleta de dados que vai finalizar o trabalho iniciado em agosto em outros territórios da etnia. O trabalho agora é em áreas de acesso complexo. Segundo o IBGE, a operação, que deve durar 30 dias em 169 aldeias em Roraima e três no Amazonas, foi montada em uma ação articulada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, junto aos ministérios da Saúde, da Defesa, da Justiça e Segurança Pública, dos Povos Indígenas e da Casa Civil, além do Estado-Maior das Forças Armadas.
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De acordo com a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes, em agosto, a coleta na Terra Indígena Yanomami começou nas aldeias e comunidades onde havia acesso terrestre ou fluvial e até por caminhada. Em setembro, com cooperação da Funai, foi possível avançar com o uso de aeronaves de pequeno porte em locais que dependiam de “transporte aéreo em asas fixas”. “Hoje estamos com 50% das aldeias coletadas em toda a Terra Indígena Yanomami, ou seja, das 549 aldeias, a gente já completou o recenseamento em 150 aldeias do Amazonas e 211 aldeias de Roraima, com 16 aldeias em andamento do recenseamento no estado de Roraima”, informou à Agência Brasil.
De acordo com a coordenadora, estava sendo aguardada a chegada dos helicópteros por meio da ação interministerial que envolveu os ministérios do Planejamento, dos Povos Indígenas, da Justiça e Segurança Pública e da Defesa. “Com esse apoio, a PRF e a Polícia Federal vão operar as aeronaves, os helicópteros que vão permitir a gente terminar a coleta nas 172 aldeias que estão pendentes de finalização. Até o momento, nós já coletamos 21,6 mil pessoas indígenas residindo na Terra Yanomami. Cerca de 10 mil no Amazonas e mais de 11,5 mil em Roraima”, completou.
Em uma matéria publicada no site do IBGE, a ministra Simone Tebet destacou o simbolismo de terminar a coleta do Censo 2022 com povos originários. “O IBGE vai contar quantos Yanomami nós somos. Sim, porque, historicamente, é de nós que estamos falando. Quão bonito é poder dizer que o censo brasileiro vai terminar onde tudo começou, com os povos indígenas, o povo Yanomami”, observou a ministra.
Ao todo estarão envolvidas 17 equipes compostas por recenseadores do IBGE, guias indicados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e intérpretes. Em alguns casos, poderá haver acompanhamento de agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Os recenseadores de atuação em terras indígenas passaram por um dia adicional de treinamento para reforçar a forma de abordagem das lideranças locais, que respondiam aos questionários aplicados nestes territórios.
Povo indígena de recente contato
“Todos os recenseadores que adentram a terra Yanomami têm um treinamento específico de adaptação metodológica de algumas questões que precisam ser trabalhadas de forma diferenciada com apoio do guia institucional e do guia intérprete, em particular as perguntas sobre mortalidade, considerando que a etnia Yanomami não nomeia as pessoas que faleceram. São algumas adaptações e questões que são alvo de treinamento específico para que os nossos agentes cheguem o mais preparados possível para essa interação com o povo indígena de recente contato, como é o caso da população Yanomami”, revelou a coordenadora.
Marta Antunes lembrou que Censo Demográfico é a única pesquisa que vai a todos os lugares do território nacional brasileiro onde há pessoas residindo e, por isso, permite uma ampla cobertura do território nacional. No caso dos indígenas, vai coletar dados do total dessa população no país que reside dentro e fora das suas terras, de acordo com as etnias e as línguas indígenas faladas por esses povos. “É uma pesquisa muito importante porque nos dá o total populacional de cada grupo indígena no recorte territorial onde ele reside, dentro das terras, dentro das aldeias”, afirmou.
Segundo a coordenadora, os dados do censo serão divulgados por diferentes recortes territoriais da terra indígena, por unidade da federação e ainda os recortes habituais das divulgações censitárias por município, unidades da federação e Brasil. “Com a finalização do censo, vai ser possível dar o total da população dentro e fora das terras indígenas para esses recortes. Os demais dados sociais, demográficos, econômicos, de infraestrutura das aldeias e de acesso a saneamento nas aldeias sobre etnias e línguas serão alvo de um cronograma de divulgação adentrando os próximos anos 2023 e 2024 quando todos os dados estarão disponibilizados”, contou.
Ainda conforme a coordenadora, para iniciar o Censo 2022 nas terras indígenas, o IBGE precisou fazer um planejamento que começou em 2016 para a construção de uma cartografia censitária adequada à realidade dos povos indígenas, que incluiu informações da Funai, da delimitação das terras indígenas, para identificar dentro e fora das terras os grupamentos de domicílios com indígenas, utilizando uma série de registros administrativos. O trabalho contou ainda com informações do Censo 2010 e do Censo Agropecuário 2017. Além disso, uma inovação foi estabelecer um procedimento de consulta livre prévia esclarecida junto às lideranças das associações indígenas.
Abordagem em agrupamento indígena
Outro avanço foi o novo questionário, que pela primeira vez tem abordagem em agrupamento indígena. “Esse questionário vai nos dizer a idade e o sexo das lideranças por aldeia, como estão os acessos a recursos naturais nessas aldeias tanto hídricos quanto de insumo para a alimentação, como em está a infraestrutura de educação, de saúde das aldeias, quais são os hábitos e práticas, se nas escolas tem ensino das matérias em língua indígena ou em português, ou bilíngue, se tem acesso à merenda escolar, se tem material didático, em relação à saúde a gente vai saber se tem o agente indígena de saúde e agente de saneamento visitando essas aldeias com regularidade e qual é a regularidade da visita da equipe multidisciplinar de saúde indígena”, detalhou.
Para a coordenadora, por ser um retrato dos povos indígenas, a pesquisa é muito importante para a definição de políticas públicas, principalmente em situações de emergência como é o caso atual dos Yanomami. “As informações sobre quantos são, onde residem, quais as idades, divisão por sexo, isso é essencial para que todos os órgãos, todos os agentes que estão operando nessa grande articulação para resolver a situação dos Yanomami, possam se organizar”, pontuou.
“Uma série de informações que são importantes para as políticas públicas, para o conhecimento da realidade e do modo de viver e das condições em que se encontram os povos indígenas brasileiros. A gente tem ainda todas as informações que 2010 já inovou com uma série de detalhamentos possíveis por etnias e língua indígena falada”, observou.
Apuração Na terça-feira passada (28/2), o IBGE encerrou a cobertura da coleta domiciliar do Censo Demográfico. Segundo o instituto, ao todo, foram recenseadas 189.261.144 pessoas (91%), considerando a prévia da população divulgada em 28 de dezembro de 2022. A etapa de apuração dos dados começou no dia 1º de março e compreende os trabalhos de análise dos dados do censo, a serem realizados pelo Comitê de Fechamento do Censo (CFC). “Essas tarefas implicam alguns retornos a campo, ou seja, alguns domicílios ainda vão receber visitas de recenseadores ou supervisores. A divulgação dos primeiros resultados do Censo Demográfico está prevista para o final de abril”, informa o IBGE em seu site.
Neste final de semana aconteceu na cidade de Ribeirão Preto (SP) a 1ª etapa da Copa Brasil de Paraciclismo. O Piauí teve dois representantes – Eduardo Hipólito e Mikaeli Araújo e os dois participaram e subiram ao pódio em suas provas. Eduardo conquistou dois ouros e Mikaeli uma prata e um bronze. Os atletas lutam para somar o máximo de pontos no ranking nacional e assim entrar no radar da confederação mirando o ciclo olímpico Paris-24.
Fotos: Divulgação CBC
O atleta Eduardo Hipólito, natural da cidade de Picos subiu ao lugar mais alto do pódio na Copa do Brasil de Paraciclismo que aconteceu no último final de semana em Ribeirão Preto (SP). O piauiense ficou com dobradinha de ouros no peito nas provas de resistência e contrarrelógio. Os resultados foram extremamente importantes, pois distribuem pontos no ranking nacional e internacional.
“Graças a deus conseguimos mais uma medalha de ouro. Muito feliz com os resultados obtidos e vamos agora para Indaiatuba participar pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Pista. Se deus permitir iremos levar mais algumas medalhas para minha cidade de Picos e para o meu Piauí”, escreveu o atleta em suas redes sociais.
Fotos: Divulgação CBC
Outra representante do estado do Piauí, Mikaeli Araujo, da cidade de Pedro II conseguiu duas medalhas – prata e bronze, após os dois dias de competição no interior de São Paulo. No sábado (4), Mikaeli foi a pista para disputar a prova contrarrelógio em que terminou em 2° lugar. Na prova de resistência a piauiense garantiu a 3ª colocação.
“As provas foram realizadas no Parque Olho D’agua e exigiram muita força física e foco por causa do percurso que era curto, porém muito técnico devido as curvas e retomadas. Tudo isso pensando em perder o menor tempo possível”, narrou Mikaele, em suas redes sociais.
Os dois atletas ainda não retornaram para o estado, pois entre os dias 8 e 12 de março irão disputar o Campeonato Brasileiro de Pista, que acontece em Indaiatuba (SP).
A Diretoria de Vigilância Sanitária do Piauí (Divisa) realizou na última sexta-feira (03), com seus profissionais, a capacitação sobre o perfil sanitário. O objetivo era harmonizar as atividades desenvolvidas pelos fiscais, capacitar os novos profissionais que passaram a integrar à Divisa este ano e dar cumprimento das atividades contidas no Plano de Ação 2023.
A programação iniciou com o acolhimento da diretora da Divisa, Tatiana Chaves, seguida de dinâmica e aula expositiva dialogada. Na ocasião, os fiscais foram orientados sobre as características, papel de um fiscal sanitário, atributos pessoais, comportamento durante uma inspeção, entre outros pontos relevantes para a condução adequada de uma inspeção sanitária.
A inspeção sanitária constitui atividade essencial exercida pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), tendo em vista sua função de fiscalizar os estabelecimentos sujeitos à ação de vigilância sanitária. Seu objetivo principal é verificar e fazer cumprir os requisitos de Boas Práticas e demais determinações previstas na legislação sanitária vigente aplicável aos estabelecimentos, de forma a coibir práticas que possam apresentar riscos à saúde individual e coletiva.
“Foi um momento produtivo, onde destacamos também sobre o relacionamento do inspetor com os demais membros da equipe de trabalho, a comunicação efetiva e eficaz fornecendo feedback das ações, ou seja, assuntos que os profissionais precisam ter conhecimento para que as inspeções ocorram em harmonia com o que é estabelecido pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária”, destacou Tatiana Chaves.
A capacitação ocorreu de modo presencial e transmitida via online para os Centros Regionais de Saúde do Trabalhador (CEREST’s Regionais). “As capacitações terão continuidade no decorrer do ano, conforme planejamento da DIVISA, com abordagem de outros temas relevantes e de interesse para todos os profissionais do órgão”, finalizou a diretora.