Eduardo dos Santos, conhecido por sua carreira na Europa jogando seis temporadas na Suíça e dez na França, explicou sua decisão de deixar o cargo.
“Decidi deixar o Flamengo porque acho que não vou poder ajudar o clube da forma que eu gostaria por vários motivos. Não concordo com alguns pensamentos, mas ao mesmo tempo respeito demais e entendo a situação do clube. Só acho que não me enquadro.”
Ele acrescentou:
“Também por problemas de saúde, não vou poder estar presente da forma que gostaria. Então decidimos em comum acordo pelo desligamento e desejo toda sorte para o clube e espero que consigam levar o Flamengo de volta à Série A.”
A série B está prevista para iniciar no dia 24 deste mês, e a saída de Eduardo representa um desafio adicional para o Flamengo do Piauí, que está em fase de preparação para a competição. O clube ainda não anunciou quem assumirá a responsabilidade de vice de futebol e dará continuidade ao trabalho iniciado por Eduardo.
Enquanto isso, o ex-atacante continuará suas atividades como comentarista esportivo na Band Piauí, onde seguirá compartilhando sua experiência e conhecimento com os telespectadores.
O Flamengo do Piauí, um dos clubes mais tradicionais do estado, busca voltar à elite do futebol piauiense depois de ter sido rebaixado em 2022. A estreia da Raposa na busca pelo acesso acontece no dia 31 de agosto em Campo Maior.
Após o encerramento do período das convenções partidárias, os candidatos e candidatas têm até o dia 15 de agosto deste ano para registrar os nomes na Justiça Eleitoral. Os nomes a serem registrados são para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.
Em Teresina, sete candidatos a prefeito já registraram os nomes na Justiça Eleitoral: o prefeito Dr. Pessoa (PRD); o deputado Fábio Novo (PT); o professor Geraldo Carvalho (PSTU); professor Tonny Kerley (Novo); o estudante Santiago Belizário (UP); o médico Sílvio Mendes (União Brasil); e o jornalista Telsírio Alencar (Mobiliza).
De acordo com o presidente Carlos Douglas, da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PI, os candidatos devem passar por algumas etapas e atender algumas condições.
“Nós temos ainda uma série de datas a serem observadas no Calendário Eleitoral. Até o dia 15 de agosto, nós estaremos realizando os registros de candidaturas daqueles candidatos que pretendem pleitear uma vaga a um cargo eletivo. É a partir da entrega do pedido de registro de candidatura que o eleitor se torna efetivamente candidato”, reforçou.
Segundo Carlos Douglas, outras datas importantes são 16 de agosto, o início da propaganda eleitoral e 30 de agosto, início da exibição do horário eleitoral gratuito.
“A partir do dia 16 de agosto, nós teremos o início da propaganda eleitoral propriamente dita, que acontece após o prazo de registro de candidaturas. Até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa. É a partir do dia 30 de agosto que serão veiculadas inserções produzidas pelas candidaturas, em rádio e televisão”, explicou.
De educação exemplar e de família balizada e estruturada nos conceitos de educação e trabalho como processo de formação de homens e mulheres, o jovem Maycon Rayonne Alves de Sousa Júnior, que está prestes a completar 16 anos, foi aprovado em 18° lugar no Curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde Pitágoras de Codó, Maranhão e, é mais novo membro de orgulhos da Familia RA, que em breve terá o titulo de Doutor.
Filho do Advogado e empresário Rayonne Alves e da empresária Ilanna Moraes Alves, Rayonne Junior teve sua base de formação escolar no Colégio Augusto Batista, um dos mais tradicionais e conceituados centros de formação de ensino privado de Timon, por isso, e, por todos os motivos citados, a conquista dele “é um grande orgulho para nossa família termos essa aprovação, fruto da dedicação e empenho do nosso filho, queremos agradecer a Deus por tudo e ao Colégio Augusto Batista instituição de ensino que formou a sua base escolar desde o início, nos ajudando a formar um jovem com um futuro promissor pela frente. Que essa nova etapa que se inicia na vida do Rayonne Jr seja abençoada por Deus”, descreveu o momento em que vive toda família, o advogado Rayonne Sousa.
Rayonne Júnior sempre foi um jovem muito dedicado aos estudos, na escola Augusto Batista, em Timon, teve sua base inicial nos estudos e sua aprovação vem confirmar todo seu esforço, empenho e dedicação. Um exemplo para todos que o conhecem e para inúmeros jovens que pretendem trilhar esse caminho profissional de dedicação e cuidar da saúde dos outros.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), deflagrou, nesta terça-feira (06), a 2ª Fase da “Operação Volt”, que combate a desvios de recursos públicos no litoral do Piauí.
Segundo o GAECO, nesta fase, a investigação visa apurar fraude à licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.
O objetivo era o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em Parnaíba, Luís Correia e Cajueiro da Praia. O trabalho conta com o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e das polícias Civil (PCPI) e Militar (PMPI).
A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) homologou no dia 12 de julho o resultado do concurso público n. 01/2023 da Casa, realizado em janeiro deste ano. Foram 69 aprovados e 119 estão em cadastro de reserva – as vagas são para os cargos de Analista e Técnico Legislativo em diversas especialidades.
De acordo com o presidente do Legislativo, Franzé Silva (PT), serão realizados dois cursos de formação, com uma turma sendo chamada ainda em agosto e a outra em novembro. “Nós iremos fazer o curso de formação inicialmente para metade dos aprovados e, ao concluir o curso de formação, nós iremos fazer o chamamento da segunda turma”, afirmou.
A realização do concurso faz parte das ações da atual gestão, que tem buscado valorizar os servidores, fortalecer o quadro de servidores efetivos e modernizar os processos e a estrutura da Assembleia Legislativa.
A homologação do resultado do concurso pode ser acessada aqui
Aporte foi feito em obras de melhorias no bairro Gurupi visando a qualidade de vida da população
É inegável a importância do setor da construção civil para o crescimento econômico de uma cidade. E investimentos em infraestrutura urbana fazem com que o impacto de um novo empreendimento seja positivo, uma vez que áreas urbanizadas trazem maior conforto e valorizam o mercado imobiliário local.
Como forma de garantir qualidade de vida e comodidade para os condôminos e moradores que vivem na vizinhança dos seus residenciais, a MRV, empresa do grupo MRV&CO, investe em infraestrutura transformando a realidade local. As obras de urbanização são realizadas juntamente com a construção dos condomínios beneficiando, além dos residentes, toda a rede de comércio e serviços da região.
Recentemente, com a construção do Vila Ametista, a empresa aplicou quase R$ 1 milhão para a construção de calçada com acessibilidade, pavimentação externa e paisagismo, além da revitalização de todo entorno, com execução e pintura de muros, atendendo a demanda do bairro Gurupi onde o residencial está sendo construído.
O gestor de obras da MRV, Dalmo Teixeira Neto, destaca que os valores investidos em urbanização reforçam o caráter sustentável dos produtos da construtora e o diferencia ao beneficiar não apenas seu cliente, mas toda a comunidade na qual o morador está inserido.
“Nosso investimento em obras de melhorias urbanas nas cidades em que atuamos vem progressivamente por todo o Brasil. Com o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, acreditamos que seja nosso dever impactar positivamente toda a comunidade, por isso buscamos ir além de nossos muros, entregando soluções em moradia. E a moradia não se resume ao apartamento de ótima qualidade. Toda a vizinhança de um empreendimento influencia o valor agregado do imóvel, como boas vias de acesso, iluminação pública, saneamento, espaços de lazer e integração com o meio ambiente”, pontuou.
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) celebrará no próximo dia 28 de agosto seu aniversário de 125 anos. Para marcar a data, a Corte de Contas piauiense está preparando a segunda edição da Conferência Diálogos com o Futuro, que será realizada de 26 a 30 de agosto, com uma vasta programação, reunindo palestrantes e conferencistas de renome nacional. O evento será aberto ao público e as inscrições já estão disponíveis clicando aqui.
A conferência terá sua abertura na segunda-feira, 26 de agosto, com a apresentação cultural do Coral de Vaqueiros de União-PI, seguida da palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, que compartilhará o momento com o governador do Piauí, Rafael Fonteles. O presidente do TCE-PI, conselheiro Kennedy Barros, será o mediador desse momento de abertura.
A programação do primeiro dia segue com a mesa “PPP e Concessões: passado, presente e futuro”, que contará com Carlos Ari Sundfeld, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP) e professor de Direito da FGV, e Ghilherme Jardim, assessor técnico de procurador no MPC-SP e professor de Direito da FGV. A mesa será mediada pela superintendente de Parcerias e Concessões do Piauí, Monique Menezes.
Na terça-feira, 27 de agosto, a programação inicia com a mesa “Futuro da Medicina: arte, ciência e controle”, com a exposição de Ludhmila Hajjar, professora de Emergências Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A mesa será presidida pela conselheira Rejane Dias. Em seguida, a mesa “Tempo e Controle: prescrição e segurança jurídica nos Tribunais de Contas”, que será ministrada pelo procurador Leandro Maciel, do MPC-PI, presidida pelo secretário administrativo do TCE-PI, Paulo Ivan Santos.
Ainda na terça, a manhã segue com a mesa “Segurança Pública: planejamento, inteligência e integração”, com Camila Pintarelli, diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, e mediação do secretário de Estado de Segurança Pública, Chico Lucas.
A programação da quarta-feira, 28 de agosto, inicia com a mesa “Controle Interno, Controle Externo e Controle Social: cooperação, convergência e complementaridade”, que terá o conselheiro substituto do TCE-MT, Luiz Fernando Lima, como palestrante. O auditor do TCE-PI, Ramon Patrese, será o mediador.
Ainda na quarta-feira, o professor Jonatas Nunes, ex-reitor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), vai apresentar a mesa “Expansão, Inovação e Inclusão: UESPI – Um caso de Política Pública na Educação do Piauí”. O jornalista e servidor do TCE-PI, Zózimo Tavares, será o mediador.
Ao final do dia 28, a Corte de Contas piauiense vai homenagear autoridades e personalidades durante a Solenidade de Outorga do Colar do Mérito do TCE-PI Conselheiro Jesualdo Cavalcanti. Marcado para as 11h, o evento será realizado no plenário do Tribunal. 18 pessoas receberão a homenagem neste ano. Entre elas, a primeira-dama e coordenadora do Pacto para as Crianças do Piauí, Isabel Fonteles.
Na quinta-feira, dia 29, a programação da 2ª Conferência Diálogos com o Futuro inicia com a mesa “Racismo estrutural e a atuação do Controle Externo em busca da igual racial”. O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, professor José Vicente, será o palestrante, com mediação da conselheira Flora Izabel. Em seguida, a mesa “Mulheres e Justiça”, ministrada pela professora e vice-diretora da USP, Ana Elisa Bechara, com mediação da conselheira Lilian Martins. A programação do dia fecha com a mesa “Regulamentação da reforma tributária do consumo”, com palestra de Fernando Facury Scaff, professor da USP, e mediação do conselheiro Kleber Eulálio.
Na sexta, dia 30, último dia de programação, a manhã será iniciada com a mesa “Licitações e Contratos: controle, improbidade e preços”, ministrada pelo professor Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, com mediação do conselheiro Sidney Beraldo, do TCE-SP. Em seguida, a mesa “Democracia e combate à desinformação”, que terá exposição do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, com mediação do conselheiro substituto do TCE-PI, Jaylson Campelo.
A programação fechará com a solenidade de encerramento, com diversas autoridades locais e nacionais, e, em seguida, apresentação cultural do grupo Melhor de Três, que reúne os artistas piauienses João Cláudio Moreno, Soraya Castello Branco e Flávio Moura.
O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (5), a nomeação da juíza Maria Luíza de Moura Mello Freitas para integrar a Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) para o biênio 2024/2026. A vaga foi anteriormente ocupada pelo juiz Kelson Carvalho.
Maria Luíza Mello Freitas assumirá a vaga deixada pelo juiz Kelson Carvalho, que ocupou o cargo durante o biênio 2022/2024.
Atualmente, Maria Luíza Mello Freitas é titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de Teresina. Sua trajetória inclui atuações em diversas zonas eleitorais do estado, abrangendo municípios como Teresina, União, Miguel Alves, Oeiras, Demerval Lobão, Buriti dos Lopes, Várzea Grande e Santa Cruz do Piauí.
Em seu pronunciamento, a juíza expressou gratidão ao pleno do TJ-PI pela confiança depositada em seu nome, destacando a importância do ano eleitoral de 2024 para a democracia brasileira. “Agradeço ao pleno do TJ-PI pela escolha do meu nome e pela indicação de uma mulher para compor a Corte Eleitoral neste ano tão importante para a democracia brasileira”, afirmou Maria Luíza Mello Freitas.
A magistrada também enfatizou a relevância do trabalho da Corte Eleitoral na garantia da legitimidade das eleições e no exercício dos direitos dos cidadãos.
Na segunda-feira (5), Fábio Novo (PT), candidato à prefeitura de Teresina, apresentou o plano de governo da coligação “Juntos por Teresina”. O lançamento ocorreu no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), localizada no Centro da cidade.
O documento, elaborado com a colaboração de 13 partidos aliados, propõe iniciativas como a tarifa zero no transporte público e a reestruturação do sistema de saúde de Teresina. Uma das principais metas de Fábio Novo, caso eleito, é a criação de 40 mil novos empregos ao longo de quatro anos.
O plano de governo destaca que, nos primeiros 100 dias de gestão, serão implementadas ações emergenciais para “restaurar a governabilidade e estabelecer bases para um futuro promissor”. O documento identifica oito pilares essenciais para a reconstrução da cidade:
1. Reestruturação do sistema de saúde;
2. Expansão do ensino integral nas escolas municipais;
3. Medidas integradas de segurança pública;
4. Tarifa zero no transporte público;
5. Planejamento urbano e ações para mitigar os efeitos das mudanças climáticas;
6. Geração de emprego e renda com a meta de 40 mil novos empregos;
7. Equilíbrio fiscal, inovação e modernização da gestão pública;
8. Grandes obras de mobilidade.
Além disso, o plano propõe a criação das secretarias da Primeira Infância, da Pessoa com Deficiência e dos Direitos Humanos e Relações Sociais.
Fábio Novo também pretende estabelecer a Coordenação Especial de Políticas do Clima, focada em enfrentar as mudanças climáticas e promover a sustentabilidade ambiental em Teresina.
Outra iniciativa é a criação da Coordenação de Revitalização do Centro de Teresina, que será encarregada de coordenar políticas e ações para revitalizar e preservar o centro histórico da cidade.
Em carta enviada nesta segunda-feira (5) aos partidos políticos, entidades de defesa dos direitos humanos propõem medidas para o enfrentamento à violência política de gênero e raça nas eleições de 2024. O documento é assinado pelo Instituto Marielle Franco, movimento Mulheres Negras Decidem, Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, Eu Voto em Negra, Justiça Global, Terra de Direitos, Observatório de Favelas, Coalizão Negra por Direitos, Instituto Alziras e Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas.
Os movimentos defendem maior presença de mulheres negras e periféricas defensoras dos direitos humanos no poder. “E precisamos que elas não sejam interrompidas! Nestas eleições de 2024 temos a oportunidade de garantir que as Câmaras de Vereadores e as prefeituras das nossas cidades tenham mais mulheres, pessoas negras e faveladas que defendem nossos direitos, para que os espaços de tomada de decisão tenham mais a cara do povo”, destaca a carta assinada por mais de 1,5 mil pessoas.
O documento ressalta que a data de hoje – 5 de agosto de 2024 – é o marco do prazo para os partidos deliberarem sobre a formação de coligações e sobre a escolha de candidatas/os aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. “Até hoje, crescem os números de denúncia de casos de violência política, e as mulheres negras seguem sub-representadas na política institucional: de acordo com dados das eleições de 2020, elas contabilizam apenas 6,3% nas câmaras legislativas e 5% nas prefeituras”, indica a carta.
A Lei nº 14.192/2021, aprovada em 4 de agosto de 2021 e considerada a primeira sobre violência política, define que “toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos da mulher” representa violência política contra a mulher.
O texto destaca ainda, que apesar da Lei de Violência Política no Brasil ter sido aprovada em 2021 prevendo a responsabilidade dos partidos políticos para prevenir a violência política de gênero e raça e proteger as mulheres na política, isso não ocorre na realidade. “A maioria dos partidos políticos continua negligenciando a necessidade de criação de políticas internas de proteção e segurança efetivas para mulheres negras candidatas e parlamentares, e descumprindo a lei de violência política.”
No entendimento das organizações, não é possível atingir o avanço da participação de mulheres negras nos espaços de poder sem que haja a prevenção e o combate à violência política de gênero e raça.
A diretora executiva do Instituto Marielle Franco, Lígia Batista, disse que o envio da carta aos partidos é uma ação que faz parte da campanha Não Seremos Interrompidas, promovida pela organização em parceria com outras representações da sociedade civil. “Tem como objetivo cobrar dos partidos políticos compromissos e parâmetros para implementação das resoluções do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e da Lei de Violência Política sobre mecanismos de prevenção, proteção e acolhimento de denúncias de violência política”, disse.
Conforme a legislação, no prazo de 120 dias, contado a partir da publicação da nova lei, os partidos políticos deveriam adequar seus estatutos ao disposto no seu texto. “Segundo a lei, o estatuto do partido deve conter, entre outras, normas sobre prevenção, repressão e combate à violência política contra a mulher. Todos os partidos políticos foram alertados para esse prazo por meio de ofício expedido pela Procuradoria-Geral Eleitoral”, destaca a carta.
O documento acrescenta que, depois de concluído o prazo para adequação, a Procuradoria-Geral Eleitoral do Ministério Público Eleitoral emitiu, 21 de fevereiro de 2022, uma recomendação aos diretórios nacionais dos partidos políticos para que fizessem as alterações necessárias no estatuto partidário em consonância com o disposto na lei, “valendo-se, para tanto, das melhores orientações e práticas internacionais neste tema”.
A implementação dessa política pública, de fomento de maior participação das mulheres na política, atende às recomendações e orientações de organismos internacionais e dos tratados de que o Brasil é signatário, entre eles, o Protocolo Modelo para Partidos Políticos: Prevenir, Atender, Sancionar e Erradicar a Violência contra as Mulheres na Vida Política (Organização dos Estados Americanos, 2019), e ainda a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará).
Para Lígia Batista, a lei ainda precisa ser aperfeiçoada, melhorada e aplicada, e, além da ampla disseminação das novas regras, são essenciais o monitoramento e a responsabilização dos partidos políticos no combate a essas formas de violência. “A eleição municipal se aproxima e precisamos pautar o debate sobre violência política de gênero e raça e o que ela significa para a vida de mulheres negras como Marielle, que tiveram sua vida atravessada pela violência”, observou.
A carta aponta também o crescimento do extremismo de direita na sociedade e em espaços de poder tanto no Brasil quanto em diversos outros países. “Nesse contexto, os movimentos sociais, organizações da sociedade civil e coletivos de mulheres negras transexuais, travestis e cis vêm protagonizando a resistência a uma série de ataques antidemocráticos e fundamentalistas aos nossos direitos a conquistas importantes, frutos de décadas de luta.”
Um dos retrocessos identificados pelas organizações que prepararam a carta é o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 9, aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, no dia 11 de julho deste ano, chamada de PEC da Anistia, que perdoa os partidos políticos que descumpriram a Lei de Cotas de distribuição de recursos do Fundo Eleitoral e do tempo de propaganda em rádio e TV no processo eleitoral de 2022.
“Esta PEC fragiliza a Justiça Eleitoral, reduz a integridade dos partidos, além de representar um aval para que os partidos sigam desconsiderando o racismo e a extrema desigualdade de gênero na representação de mulheres e pessoas negras na política”, analisou.
Entre as recomendações, as organizações sociais e as pessoas que assinam a carta pedem que os partidos políticos implementem medidas como garantir um apoio financeiro adequado às pré-candidatas e candidatas vítimas de violência política, “especialmente mulheres negras, trans, travestis e defensoras de direitos humanos, reconhecendo a desigualdade no acesso a redes de apoio e capacidade financeira para lidar com os impactos da violência política”.
O texto pede também o cumprimento integral das recomendações do TSE como divulgar o recebimento dos recursos financeiros do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), por meio do diretório nacional do partido político. Além dos recursos do FEFC, os partidos têm que fazer a distribuição do tempo de propaganda para cumprir integralmente a Recomendação da Procuradoria-Geral Eleitoral nº 1, de 14 dezembro de 2023, em relação às eleições municipais de 2024.
A carta ressalta que os partidos precisam adotar medidas “para prevenir represálias internas contra aquelas mulheres que apresentarem queixas de assédio ou violência política cometida por integrantes da legenda. Cabe ainda aos partidos o oferecimento de apoios jurídico e político em casos de violência política”.