O ano de 2024 está sendo histórico para a Amazônia, mas por uma razão negativa. O maior bioma brasileiro registrou de janeiro até agosto deste ano o pior número de focos de queimadas dos últimos 17 anos. São 59 mil pontos de fogo nos primeiros sete meses e 20 dias do ano, número que ainda será ampliado, já que faltam 10 dias para o oitavo mês do ano acabar.
Com o intenso número de queimadas, um “corredor de fumaça” tem se espalhado pelo Brasil e já atinge estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Amazonas.
Somente na Amazônia Legal, já foram registrados mais de 22 mil focos de incêndio no mês de agosto, quase o dobro do mesmo período do ano passado, quando o número era de 12 mil. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), há mais de mil cidades em situação de estiagem, variando de severa a moderada.
No período entre 1° de janeiro e 20 de agosto, o número de queimadas neste ano aumentou 73% na comparação com 2023. No ano passado, foram 35.132 focos nesse período, enquanto que neste ano a quantidade saltou para 60.767.
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o menor número de queimadas até o dia 20 de agosto foi registrado em 2022 (40.082), enquanto que o maior foi em 2019 (53.117).
O Sistema Nacional de Emprego (Sine-PI), vinculado à Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc), anunciou, ontem terça-feira (20), novas oportunidades de emprego nos municípios de Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano, abrangendo diferentes perfis de candidatos e níveis de escolaridade.
Em Teresina, são ofertadas 201 vagas de emprego, das quais 26 são destinadas a pessoas com deficiência (PCD). Entre as principais oportunidades, destacam-se 20 vagas para a função de copeiro, exigindo ensino médio completo e experiência mínima de seis meses.
No município de Parnaíba, no litoral, estão disponíveis uma para consultor de vendas e outra para motorista particular, ambas exigem ensino médio completo e experiência de seis meses.
Em Picos, ao sul do estado, há duas vagas abertas: uma para encarregado de tráfego, que requer ensino médio completo, e outra para ajudante de carga e descarga de mercadorias, destinada a PCD, exigindo ensino fundamental completo e seis meses de experiência.
Floriano, na região centro-sul, conta com 84 vagas de emprego, sendo 25 delas para servente de obras. Nesta função, não é exigida experiência prévia e o candidato deve possuir, no mínimo, o ensino fundamental.
Os interessados podem procurar as unidades do Sine-PI nas respectivas cidades para mais informações e cadastramento das vagas.
O número de candidatos a vereador e prefeito que usam de forma explícita uma identidade religiosa em seus nomes de campanha cresceu cerca de 225% ao longo de 24 anos. Em um levantamento inédito, o Instituto de Pesquisa e Reputação de Imagem (IPRI), da FSB Holding, coletou dados do portal de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das últimas sete eleições municipais, entre 2000 e 2024. A pesquisa, com dados exclusivos obtidos pela Agência Brasil, mostra que o ritmo de crescimento de candidaturas com viés religioso é 16 vezes maior que o de aumento do total de candidaturas nos pleitos locais.
Em 2000, o número de candidaturas com identidade religiosa foi de 2.215, em termos absolutos. Já em 2024, chegou a 7.206 (+225%). Nesse mesmo intervalo de 24 anos, o número total de candidaturas subiu 14%, passando de 399.330, em 2000, para 454.689 nas eleições municipais deste ano. Em 2000, o número de candidaturas com identidade religiosa representava 0,55% do total, enquanto nas eleições deste ano elas representam 1,6% do número total de candidatos inscritos.
Para chegar a esses números, o IPRI analisou os nomes de todos os candidatos e candidatas ao longo dos pleitos, aplicando filtros de religiões evangélicas, católicas e de matriz africana para identificar os vínculos diretos com as candidaturas. Entre as palavras usadas, estão: pai, mãe, pastor, pastora, missionário, missionária, bispo, bispa, apóstolo, apóstola, reverendo, irmão, irmã, padre, babalorixá, ialorixá, ministro, ministra, ogum, exú, iansã, iemanjá, obaluaê, oxalá, omulu, oxóssi, oxum, oxumaré e xangô.
O recorde de candidaturas religiosas, no entanto, foi registrado há quatro anos, nas eleições municipais de 2020, quando houve 9.196 concorrentes, entre candidatos a prefeitos e vereadores. No entanto, nesse mesmo pleito, havia cerca de 100 mil candidatos a mais, em números absolutos totais, chegando a 557.678 nomes inscritos. A queda no número total de candidaturas reflete os efeitos do fim das coligações proporcionais, distribuição de recursos do fundo eleitoral, organização dos partidos em federações e aumento de custos de campanhas.
“Os dados deste levantamento demonstram um forte aumento do apelo da religião na política. Ao longo do tempo, o número de candidatos que adotam denominações religiosas no nome que vai na urna cresceu muito mais do que o volume total de candidatos nas eleições municipais”, afirma Marcelo Tokarski, sócio-diretor do Instituto de Pesquisa e Reputação de Imagem (IPRI).
“Mas é importante ressaltar que isso não significa necessariamente um aumento dos candidatos religiosos que serão eleitos, porque isso depende, entre outras coisas, da atuação dos partidos e da distribuição de recursos de campanha”, pondera.
Evangélicos à frente
Os nomes de candidatos com títulos relacionados à religião evangélica são a maioria esmagadora das candidaturas com identidade religiosa apuradas no levantamento do IPRI/FSB. Nas eleições deste ano, os termos mais recorrentes são: pastor (2.856), irmão (1.777), pastora (862), irmã (835) e missionária (247). Juntos, eles somam 6.557 candidaturas, o que dá mais de 91% do total de candidaturas identificadas com alguma religião.
Essa representatividade é ainda maior considerando outros termos associados aos evangélicos que aparecem em nomes candidaturas nas urnas, como missionário (48), apóstolo (23) e ministro (três).
Termos como pai (106) e mãe (81), normalmente vinculados a nomes de religiões de matriz africana, apareceram nos resultados das candidaturas deste ano, mas em quantidade mais residual. Nomes católicos de candidaturas, como padre (68), também apareceram na pesquisa ao longo dos anos, e no pleito deste ano, de forma recorrente.
Mobilização religiosa
A mobilização religiosa em campanha eleitoral é uma realidade histórica no Brasil, que cresceu ao longo das últimas décadas impulsionada por novos movimentos religiosos que buscaram ocupar um espaço de representação institucional e de poder.
“Desde a redemocratização e a Constituição Federal de 1988, com um país que garantia maior liberdade religiosa e o pluralismo religioso, novos movimentos religiosos passam a reivindicar mais espaço na relação com o Estado e com a política institucional que até então era monopolizado pela Igreja Católica. Era algo que era percebido com naturalidade, ninguém estranhava. A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) inaugura ali, no início dos anos 1990, um novo modo de fazer política, convocando evangélicos não apenas a votar e a discutir política como também estabelecendo candidaturas oficiais apoiadas pela Igreja”, explica a antropóloga Lívia Reis, pesquisadora de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora da Plataforma Religião e Política, do Instituto de Estudos da Religião (ISER).
Aos poucos, segundo a pesquisadora, esse modelo passa a ser seguido também por outras denominações religiosas evangélicas, acompanhando também um processo de participação política mais fisiológico, para garantir representação institucional em parlamentos, acesso a concessões públicas de canais de rádio e televisão, por exemplo, e espaço de expressão e defesa das chamadas “pautas morais”, que começam a ganhar mais centralidade a partir das eleições de 2010, quando o aborto entra no centro do debate.
“Se, por um lado, as candidaturas oficiais apoiadas por igrejas evangélicas continuam tendo bons resultados nas urnas, nem sempre elas mobilizam nome religioso nas urnas. Por outro lado, candidatos que não são religiosos passaram a se identificar como cristãos – assim, de modo genérico –, para comunicar ao eleitorado o conjunto de valores com os quais ele se identifica ou então para pedir voto em igrejas de pequeno e médio portes, que não têm suas candidaturas oficiais. Também é importante lembrar que, nas eleições municipais, as dinâmicas locais nos territórios são muito valorizadas e, muitas vezes, precisam ser combinadas com uma identidade religiosa para que aquela candidatura seja vencedora no pleito”, analisa Lívia Reis.
Eficiência eleitoral
Em uma ampla pesquisa sobre as candidaturas religiosas nas eleições municipais de 2020, o ISER analisou a disputa por vagas em câmaras municipais de oito capitais brasileiras: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Belém e Goiânia. Os dados produzidos foram obtidos por meio do monitoramento e da análise das mídias sociais de candidatos ao Legislativo dessas cidades e buscou identificar, entre mais de 10 mil candidaturas a vereador, aquelas que tinham algum vínculo ou identidade religiosa. No total, foram contabilizadas 1.043 candidaturas com identidade religiosa nas oito capitais monitoradas.
“Assim, apesar de representarem, em média, 10,71% do total de candidaturas, ao final das eleições os candidatos com identidade religiosa passaram a ocupar, também em média, 51,35% das cadeiras de cada Câmara Municipal pesquisada. Os dados também demonstram que candidaturas que mobilizaram a religiosidade de forma direta durante a campanha foram mais votadas. Consequentemente, indica que a mobilização de aspectos religiosos e morais, de diferentes formas, é uma estratégia eficaz para a eleição de candidaturas”, diz um trecho do relatório da pesquisa.
A Polícia Civil do Piauí, por intermédio da Delegacia Seccional de Oeiras e da 1ª Delegacia de Polícia de Oeiras, deu cumprimento, nesta terça-feira (20/08), ao mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de um homem, de 45 anos de idade, pelo crime de estupro de vulnerável cometido na data de ontem, segunda-feira (19/08). A ação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Oeiras.
O investigado é motorista e faz viagens diárias entre as cidades de Colônia e Oeiras, na Região Sul do Piauí. Ontem, esse homem levava passageiros para a cidade de Oeiras, dentre os quais, encontrava-se a vítima, uma menina de apenas 11 anos. Segundo o delegado-titular da 1ª Delegacia de Oeiras, Welder Melo, a vítima relatou o crime aos familiares. ”Em certo momento o investigado teria utilizado meios para ficar sozinho com a menor no veículo e assim praticar relação sexual com ela, sem o consentimento da vítima”, informou o delegado.
As diligências começaram ainda ontem. As oitivas foram finalizadas e o exame sexológico foi feito nesta terça-feira, devido a natureza do crime e a fim de não prejudicar a investigação.
”Em rápida resposta, a Polícia Civil, na tarde de hoje em Oeiras, deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva. Agora, o homem permanece preso e à disposição do Poder Judiciário”, completou o delegado Welder Melo.
A Polícia Civil do Piauí reforça a importância da colaboração da população para o sucesso das operações de segurança. Denúncias anônimas são essenciais para combater crimes como tráfico de drogas, estupro e localização de fugitivos da justiça. Informações podem ser fornecidas de forma sigilosa através deste link e do canal ”Denúncia Anônima” no site oficial da Polícia Civil do Piauí. A identidade dos denunciantes é mantida em sigilo absoluto.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI), inaugurou, nesta terça-feira (20), mais uma unidade do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST Regional). O evento contou com a presença do secretário de estado da Saúde, Antonio Luiz, e demais autoridades.
O CEREST Entre Rios é a 5ª unidade regional do Piauí e atenderá trabalhadores dos 31 municípios que compõem este território. Esses trabalhadores desempenham atividades principalmente na área do artesanato, agronegócio, bovinocultura, comércio e serviços, piscicultura, pólo de saúde e de educação superior, entre outras.
A inauguração do CEREST Entre Rios marcou as comemorações dos 20 anos do CEREST Estadual. “Para nós, este é um momento de celebrar mais uma conquista em prol do cuidado com o trabalhador e a trabalhadora piauiense. Esse cuidado é imprescindível, pois sabemos que o trabalho, concretizado por meio das mais diversas atividades produtivas específicas de cada Território, dignifica a vida do trabalhador através da sua identificação profissional”, destacou a diretora da Vigilância Sanitária do Estado, Tatiana Chaves.
Agora, o Piauí conta com uma unidade do CEREST Estadual, em Teresina, e cinco unidades regionais, localizadas nos municípios de Bom Jesus, Parnaíba, Picos, Teresina e Uruçuí. “O Piauí vem fortalecendo o compromisso com a efetivação da Política de Saúde do Trabalhador, por meio da estruturação e funcionamento dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador, com objetivo de ampliar o acesso e executar as ações de promoção, proteção, prevenção, vigilância em saúde, bem como na assistência especializada em saúde do trabalhador no âmbito do SUS”, ressaltou a Superintendente da SUPAT, Leila Santos.
Na solenidade de inauguração do CEREST Entre Rios, o secretário de saúde, Antonio Luiz, autorizou a instalação de uma sala do Programa Piauí Saúde Digital em todas as unidades do Cerest. O Piauí Saúde Digital é um programa pioneiro no Brasil, que visa ampliar e melhorar a rede de serviços de saúde em todo o estado do Piauí com uso da telemedicina e outras tecnologias digitais para superar barreiras socioeconômicas, culturais e geográficas, e garantir o acesso à saúde de qualidade para toda a população piauiense.
“Com o saúde digital, a gente acaba com a fila de espera por consultas”, destacou o gestor.
Durante a solenidade foram homenageados Manoel Vieira Sousa – um dos primeiros trabalhadores atendidos no Cerest Estadual, além de Luís Lima, médico e diretor de segurança e saúde do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, e o ex-secretário de saúde e gestor responsável pela implantação da política pública de saúde do trabalhador e trabalhadora no Piauí, Nazareno Fonteles.
O CEREST é um serviço do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece ao trabalhador, formal ou informal, atendimentos multiprofissionais realizados por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e assistente social.
No Piauí, o CEREST é vinculado a Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (DIVISA) e tem como objetivo, promover ações que visam melhorar as condições de trabalho, em ambientes públicos e/ou privados e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância.
A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) recebeu do Governo do Estado, e foi lido na sessão plenária ontem terça-feira (20), projeto de lei para conceder subvenção econômica em favor da Equatorial Piauí Distribuidora de Energia. O auxílio seria para obras de reforço e suprimento energético às Subestações Ribeiro Gonçalves II e Uruçuí III.
O Governo do Estado especifica que a subvenção seria para as “obras em conexão 138 kV com ampliação no sistema elétrico a partir da construção da nova subestação elevatória 69kV/138 kV em Ribeiro Gonçalves, construção de 107,5 km de linha de distribuição em 138 kV, construção da nova subestação Uruçuí III e implantação de reguladores de tensão, bancos de capacitores e reatores, dentre outros equipamentos necessários”.
O valor do auxílio seria de aproximadamente R$ 80 milhões. O Executivo explica que a ajuda é importante para a “implantação do Complexo Industrial de Uruçuí, propiciando o desenvolvimento econômico e industrial da região e a geração de emprego e renda, à medida que o fornecimento de energia elétrica de qualidade fomentará a produção industrial já iniciada pela instalação de novos investidores na região”.
Projetos do Governo – O Governo do Estado ainda enviou à Alepi mais dois projetos de lei. Um visa a instituição da Política Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (PESPDS). “A PESPDS define claramente os princípios que guiarão nossas ações, as diretrizes para a atuação imediata e qualificada no atendimento ao cidadão, a integração entre os diversos órgãos de segurança, o planejamento estratégico e a implementação de políticas transversais para a preservação da vida e do meio ambiente. É crucial destacar que a PESPDS também enfatiza a importância da prevenção e da redução da letalidade violenta”, explica o Executivo.
O outro projeto busca a criação da Escola de Gestão do Sistema Único da Assistência Social do Estado do Piauí (SUAS/PI). Um dos objetivos é “promover a capacitação, o treinamento e a especialização dos gestores, trabalhadores e conselheiros de assistência social”, diz o Governo.
Projetos de parlamentares – Durante a sessão plenária foram lidas três matérias propostas por deputados. Hélio Rodrigues (PT) busca o reconhecimento de utilidade pública do Instituto Cultivar Progresso. Marden Menezes (Progressistas), com o PL 167, pretende estabelecer prioridade no atendimento de pessoas que realizam o tratamento de quimioterapia, radioterapia, hemodiálise ou utilizam bolsa de colostomia. Para o Conselho Estadual de Educação, pelo PL 88/24, de Franzé Silva (PT), foi indicado o nome de Francisca da Rocha Barros.
Um dos acusados de render o juiz Caio Emanuel Severiano (3ª Vara Cível da Comarca de Parnaíba) e a esposa dele, durante um arrastão na casa do magistrado, foi preso nessa segunda-feira (19).
O preso está detido por força de mandado de prisão preventiva. Foram feitas buscas no endereço domiciliar ligado ao acusado, onde a polícia apreendeu um simulacro de pistola .40. Segundo a Polícia Civil, as vítimas identificaram esse simulacro com a mesma arma usada no crime.
A polícia conseguiu recuperar dois celulares das vítimas em outra casa por trás do Aeroporto Internacional de Parnaíba Prefeito Dr. João Silva Filho. Os aparelhos telefônicos foram devolvidos aos donos.
O Governo do Estado entregou, em um ano e oito meses de gestão do governador Rafael Fonteles, mais de R$ 30 milhões em obras para Parnaíba. Cerca de 20, dessas, já foram concluídas e entregues à população, além de 31 intervenções que estão em andamento. Os investimentos são em diversas áreas, como infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e segurança.
As obras concluídas em Parnaíba incluem: ciclovia, recuperação de estradas, ponte, pavimentação de rodovia, calçamento, asfalto, sistema de abastecimento d’água, oficina ortopédica e obras para a educação. Elas beneficiam várias regiões da cidade, tanto na zona urbana como na zona rural.
Das 20 obras finalizadas, seis foram executadas pelo Orçamento Participativo (OPA) 2023-2024. Pelo programa, as obras foram escolhidas pela população da cidade. Até agora, os parnaibanos foram contemplados com pavimentações asfálticas e em paralelepípedo, além de implantação de polícia comunitária. Nas obras do OPA, foram investidos R$ 2,8 milhões. Nas outras 14 obras entregues, o investimento foi de R$ 28,6 milhões.
As entregas são um esforço conjunto de toda a gestão, sendo executadas pelas secretarias do Agronegócio e Empreendedorismo Rural (Seagro), do Turismo (Setur), dos Transportes (Setrans), da Saúde (Sesapi), da Educação (Seduc), da Segurança (SSP) e das Cidades (Secid), além do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (Iaepi).
Obras em andamento
O Governo do Estado tem mais 31 obras em andamento em Parnaíba, que correspondem a canteiro central, drenagem, recuperação de estradas vicinais, campo de futebol, requalificação de parque ambiental, praça, asfalto, pavimentação de ruas, sistemas de abastecimento d’água, reforma de hospital, construção de quadra, manutenção de escolas, reforma de escola e manutenção de unidade policial.
Obras entregues em Parnaíba
Obras OPA 23-24
1- Pavimentação asfáltica da avenida Gilberto Pereira de Souza, no Portinho (Idepi – R$ 1.089.195,17);
2- Pavimentação asfáltica na rua Francisco Fontenelle, no Catanduvas (Idepi – R$ 622.522,51);
3- Pavimentação asfáltica na rua Osvaldo Cruz, na comunidade Kolping Parnaíba (Idepi – R$ 585.287,18);
4- Construção de calçamento, no Sabiazal – 3.000 m² (Secid – R$ 290.409,78);
5- Construção de calçamento, no Sabiazal – 300 m² (Secid – R$ 47.401,00);
6- Instalação de Polícia Comunitária Rural no Distrito de Irrigação Tabuleiros Litorâneos (SSP – R$ 200.000,00).
Total: R$ 2.834.815,64
Outras 14 obras entregues:
1- 27 Km de ciclovia (Seagro – R$ 2.985.766,42);
2- Recuperação de estradas vicinais (Setur – R$ 890.267,30);
3- Construção de ponte (Seagro – R$ 3.904.705,29);
4- Pavimentação da Rodovia PI-116 (DER – R$ 4.880.814,40);
5- Calçamento nos bairros Rei Veloso e Planalto Conselheiro Alberto Silva (DER – R$ 735.072,86);
6- Calçamento na Estrada do Céu (Idepi – R$ 150.000,00);
7- Pavimentação asfáltica em ruas diversas (DER – R$ 3.565.841,76);
8- Pavimentação asfáltica em ruas diversas (Setrans – R$ 5.174.347,92);
9- Pavimentação em calçamento (Setur – R$ 360.767,08);
10- Sistema de abastecimento d’água nas comunidades KM 16 e Rancharia (ISBPI – R$ 444.927,28);
11- Construção de oficina ortopédica (Sesapi – R$ 648.463,11);
12- Demolição e construção no Ceti Senador Chagas Rodrigues (Seduc – R$ 4.025.908,83);
13- Reforma da sede da 1ª GRE (Seduc – R$ 659.975,78);
14- Reforma e ampliação da Unidade Escolar Edson da Paz Cunha (Seduc – R$ 240.940,82).
A iniciativa é coordenada no estado pelo Instituto de DNA Forense do Piauí (IDNA-PI) que além das amostras dos familiares, aceita também objetos pessoais dos desaparecidos, que possa conter material genético, como escovas de dentes ou aparelhos de barbear.
De acordo com perito criminal do IDNA-PI, Dr. Cardoso, para participar, os familiares de primeiro grau devem comparecer às Delegacias Regionais designadas para registrar a ocorrência.
“Em Teresina, o registro será feito na Delegacia Especializada em Pessoas Desaparecidas, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Após a formalização do boletim, os familiares serão encaminhados ao IDNA ou ao Instituto Médico Legal (IML)”, explica.
Segundo Dr. Cardoso, é importante seguir as principais orientações para que a coleta de material seja eficaz.
“Recomendamos que venham dois familiares de primeiro grau, seguindo esta ordem: pai e mãe; filho (a) e cônjuge; ou irmãos. É importante destacar que o procedimento de coleta é totalmente indolor e não invasivo”, ressaltou.
Para mais informações sobre a campanha, os interessados podem acessar o site www.gov.br/mj/desaparecidos ou enviar um e-mail para dnadesaparecidos@mj.gov.br. No Piauí, o IDNA pode ser contatado diretamente pelo número (86) 99455-2115.
Ações nacionais
A mobilização nacional ocorrerá entre os dias 26 e 30 de agosto de 2024, com destaque para o “Dia D” em 29 de agosto, quando todos os atendimentos serão centralizados na sede da Secretaria de Segurança do Piauí, no bairro São Cristóvão, em Teresina.
O Brasil é um dos países mais perigosos para a comunidade LGBTQIAPN+, figurando entre as nações mais homofóbicas e transfóbicas do mundo. Em 2023, foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBT no país. No Piauí, a situação não é diferente. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) nesta terça-feira (20), o estado registrou 991 casos de crimes contra membros da comunidade LGBTQIAPN+ em 2023, além de 10 mortes violentas.
O aumento dos casos de transfobia no Piauí é preocupante. Exemplo disso é o assassinato da cabeleireira Aryadina Monteiro, de 23 anos, ocorrido na última segunda-feira (22) no bairro São Joaquim, zona Norte de Teresina.
O Boletim de Dados de Violência Contra a Pessoa LGBTQIAPN+, em sua segunda edição, revela que, no último ano, 68 crimes de discriminação ligados à identidade de gênero ou orientação sexual foram denunciados no Piauí. Dos 991 casos notificados, a maioria das vítimas era jovem: 43% tinham entre 20 e 29 anos, muitos deles estudantes, enquanto 29% eram adultos com idades entre 30 e 39 anos. Esses números podem, inclusive, estar subnotificados, considerando que muitos casos não chegam a ser registrados.
O recorte racial também é um fator importante na análise dos dados. Entre as vítimas, 68,29% eram negras, o que demonstra a interseção entre violência contra LGBTQIAPN+ e racismo.
Crimes patrimoniais e ameaças predominam
Os crimes de natureza financeira, como estelionato, furto e roubo, representaram mais de 40% das ocorrências. Já as ameaças correspondiam a 16,3% dos registros, seguidas por estelionato (15,6%), furto (14,4%) e roubo (11,4%). Esses dados indicam que a maioria dos crimes contra a comunidade LGBTQIAPN+ no Piauí é de natureza patrimonial, seguido por ameaças e crimes contra a honra.
Violência letal
A violência letal intencional (MVI) também se destacou nos registros, com 40% das mortes violentas ocorrendo entre vítimas de 40 a 49 anos. A maioria dessas vítimas eram pessoas negras (90%), e os crimes foram predominantemente cometidos com armas de fogo, em residências, estabelecimentos comerciais ou vias públicas.
Canais de denúncia
Um dos principais canais de apoio e denúncia é o Disque Cidadania LGBTQIA+, que atende vítimas de transfobia no Piauí, oferecendo suporte e acolhimento. O serviço é mantido pela Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc), por meio do Centro de Referência LGBTQIA+ Raimundo Pereira, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI). Denúncias podem ser feitas pelo telefone (86) 3213-7086.