O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu, de forma preventiva, os contratos com a operadora financeira Crefisa, responsável pelo pagamento de 1,7 milhão de aposentados e pensionistas. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (21) no Diário Oficial da União e assinada pelo presidente do instituto, Gilberto Waller.
De acordo com o INSS, a medida foi adotada após a identificação de seis irregularidades na prestação de serviços, como atrasos e recusas de pagamento, coação para abertura de contas e venda casada de produtos. Também foram registradas queixas sobre falta de estrutura nas agências, portabilidades indevidas, ausência de triagem e informações insuficientes aos beneficiários.
A Crefisa havia vencido, no ano passado, 25 dos 26 lotes do leilão da folha de pagamento da autarquia, movimentando cerca de R$ 25 milhões entre janeiro e agosto deste ano. Com a suspensão, apenas novos beneficiários são afetados. Aposentados e pensionistas que já recebem seus pagamentos pela empresa continuarão a ser atendidos.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que a decisão foi tomada “pelo conjunto da obra” e destacou que se trata de uma medida preventiva e temporária. Em maio, a Globonews mostrou relatos de falhas no atendimento da Crefisa, que já haviam sido denunciadas pela OAB-SP. Até a última atualização desta reportagem, a empresa não havia se manifestado.
Relatório da Polícia Federal, divulgado nesta quinta-feira (21), apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) movimentou cerca de R$ 30 milhões em suas contas bancárias entre março de 2023 e fevereiro de 2024. Os dados foram encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que considerou as transações atípicas.
No período analisado, a PF registrou R$ 30,5 milhões em créditos e R$ 30,5 milhões em débitos. De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, a maior parte do valor foi destinada a pagamentos de advogados e aplicações financeiras.
Outro relatório indica que, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, Bolsonaro movimentou R$ 22 milhões. Nesse intervalo, a PF identificou a transferência de R$ 2,1 milhões para o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente vive nos Estados Unidos.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal mantém sob análise os relatórios enviados pelo Coaf. Até o momento, não há detalhamento oficial sobre a origem de todos os recursos.
A defesa do mestre de obras Raimundo Nonato da Conceição Morais, acusado de matar três pessoas em um acidente na zona sul de Teresina em 1º de agosto, entrou com pedido de revogação da prisão preventiva. Ele foi detido três dias após o ocorrido pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).
No pedido, ajuizado em 8 de agosto, os advogados argumentam que Raimundo Nonato é primário, não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e ocupa-se de forma lícita. A defesa destacou que o acidente foi um “fato isolado” e que o acusado sofre de pré-diabetes, necessitando de medicação contínua e cuidados médicos.
O documento também afirma que o mestre de obras não apresenta perfil perigoso e não representaria risco à instrução processual. Segundo a defesa, manter a prisão poderia expor Raimundo Nonato a detentos perigosos, prejudicando sua conduta e trazendo prejuízos maiores à sociedade.
O caso ocorreu quando o veículo Hyundai HB20, ocupado por Wesley Moura, Jardyel de Abreu e Débora Mavy, foi atingido por uma Pajero conduzida por Raimundo Nonato, que invadiu a preferencial em alta velocidade. As três vítimas morreram no local, e o acusado foi indiciado por homicídio qualificado com a qualificadora de “perigo comum”.
Um pedreiro identificado apenas pelas iniciais G.J. de B. foi preso no bairro Marquês, zona Norte de Teresina, acusado de estuprar duas crianças de 11 e 12 anos. O crime ocorreu em 2019 e foi registrado em vídeo pelo próprio filho do suspeito, que entregou as imagens à mãe de uma das vítimas, mas a prisão só aconteceu na quarta-feira (20).
Segundo o diretor de Operações de Trânsito (DOT), Fernando Aragão, as crianças, vizinhas do pedreiro, relataram que foram ameaçadas de morte junto com suas famílias e obrigadas a entrar na casa do homem, onde os abusos aconteceram.
De acordo com o processo, as meninas foram chamadas pelo acusado e obrigadas a pular o muro da residência. O filho do pedreiro percebeu a movimentação suspeita e registrou o crime, gravando vídeos e tirando fotos escondido atrás da janela do banheiro para não ser visto pelo próprio pai.
O jovem relatou à polícia que o acusado armazenava em seu celular fotos e vídeos de conteúdo sexual. O pedreiro foi condenado a 16 anos de prisão pelo crime e também responde por receptação, perturbação e injúria.
Na época dos abusos, moradores da região tentaram linchar o acusado. Durante a prisão, foram apreendidos celulares com imagens pornográficas, incluindo registros de uma das vítimas, além de 18 CDs com vídeos de conteúdo adulto.
“Ele foi condenado a 16 anos de prisão, ele recorreu, o tribunal manteve a condenação dele e ontem a gente recebeu a informações de que ele circulava próximo ao Marquês. Ele já era acusado de outros crimes, tinha crime de receptação de motocicleta, violência doméstica, injúria e o estupro, onde tinha saído o mandado de prisão”, explicou o diretor.
Um homem, identificado pelas iniciais J. M. A. dos S., de 42 anos, suspeito de estuprar a própria filha, hoje com 15 anos, foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM), nessa quarta-feira (20/08), no povoado Sítio Pau D’Arco, zona Rural de José de Freitas. Os abusos teriam começado quando a menina tinha apenas 8 anos de idade.
A investigação teve início após a mãe da adolescente, que reside na cidade de Altos, fazer uma denúncia ao Conselho Tutelar. Ela recebeu, por meio de terceiros, vídeos que comprovavam as agressões sexuais.
As imagens foram produzidas pelo próprio acusado, que registrava os crimes. De acordo com o relato da vítima, o irmão mais novo, de 13 anos, era obrigado a presenciar os abusos e sofria ameaças do pai para manter silêncio.
A prisão foi realizada na residência da família, descrita pelos agentes como insalubre. As duas crianças foram resgatadas e encaminhadas para a Casa da Mulher Brasileira, em Teresina, onde prestaram depoimento e receberam os primeiros atendimentos.
Segundo a GCM, o comportamento do suspeito já havia chamado a atenção da corporação um dia antes da prisão. Na ocorrência, o próprio indivíduo acionou a guarnição alegando que dois homens haviam invadido sua casa, porém não havia nenhum indício de arrombamento no local.
Ainda conforme a autoridade policial, o homem é alcoólatra e utilizava o vício como parte do contexto de violência. O agressor foi conduzido para a Central de Flagrantes de Teresina e agora aguarda a decisão judicial. As crianças estão sob a guarda e proteção do Conselho Tutelar de José de Freitas.
O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), sancionou a lei que regulamenta a atividade dos guardadores autônomos de veículos, popularmente conhecidos como flanelinhas. A decisão foi publicada na edição da última quarta-feira (20) do Diário Oficial do Município.
Apesar da aprovação, alguns trechos do projeto foram vetados. Entre eles está o artigo 4º, que estabelecia critérios para a concessão da licença, como idade mínima de 18 anos, comprovação de residência em Teresina, além da quitação das obrigações eleitorais e militares.
Outro ponto retirado pelo prefeito foi o que tratava das penalidades em casos de cobrança coercitiva. O texto original previa suspensão da autorização por até 60 dias e até cassação definitiva da licença em caso de reincidência.
Conforme a nova lei, os guardadores autorizados deverão portar crachá ou outro tipo de identificação fornecido pelo município. Também fica proibida a utilização de cavaletes e sinalizadores para reservar vagas nas vias públicas.
O serviço, no entanto, não será obrigatório. O motorista terá liberdade para recusar a contratação e, caso opte pelo uso, o pagamento deverá ser realizado apenas ao final da atividade.
Mensagens entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), revelam uma relação marcada por tensões e cobranças envolvendo a atuação de Eduardo nos Estados Unidos. Ambos foram indiciados pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (20), por coação no curso do processo da trama golpista e por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Segundo o relatório da PF, pai e filho mantinham trocas de mensagens recorrentes, incluindo discussões sobre posicionamentos públicos. Em um dos episódios, Eduardo orientou o pai antes de uma entrevista ao portal Poder360: “Se você disser algo sobre os EUA que não se encaixar com o que estamos fazendo aqui, pode enterrar algumas ações”. Jair respondeu que não tocaria no assunto.
Mais tarde, o deputado xingou o pai e o chamou de ingrato, após Bolsonaro elogiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante a mesma entrevista, e afirmar que Eduardo era imaturo.
“Ele, apesar de ter feito 40 anos de idade agora, não é tão maduro assim, vamos dizer, talhado para a política. Ele acerta 90% das vezes, 9% mais ou menos e 1% erra”, declarou Jair ao Poder360.
O relatório da Polícia Federal indica, ainda, que Jair Bolsonaro enviou áudios ao filho, mas eles não foram recuperados. Eduardo reagiu afirmando: “Quero que você olhe para mim e enxergue o Temer. Você falaria isso do Temer?”. O ex-presidente respondeu que resolveria o assunto em uma entrevista à CNN e, em seguida, enviou ao filho um trecho no qual o elogiava.
Em nota publicada em sua conta no X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou como “vergonhosa” a atuação da Polícia Federal após ser indiciado por coação no curso do processo da trama golpista e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O parlamentar afirmou ainda que sua atuação nos Estados Unidos nunca teve como objetivo interferir em qualquer processo em andamento no Brasil.
Confira nota na íntegra
Tomei conhecimento, pela imprensa, do relatório divulgado pela Polícia Federal e considero importante esclarecer alguns pontos:
1. Minha atuação nos Estados Unidos jamais teve como objetivo interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Sempre deixei claro que meu pleito é pelo restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa, com foco no projeto de anistia que tramita no Congresso Nacional.
2. Causa espanto que a Polícia Federal (PF) aponte supostos partícipes de um crime absolutamente delirante, mas não identifique os autores. Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas, como o presidente Donald Trump, o Secretário Marco Rubio ou o Secretário do Tesouro Scott Bessent. Por que, então, a PF não os incluiu como autores? Omissão? Falta de coragem?
3. Vivo sob a jurisdição americana e, portanto, plenamente amparado pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura não apenas a liberdade de expressão, mas também o direito de peticionar nossas demandas ao governo que rege a nossa jurisdição.
4. É lamentável e vergonhoso ver a Polícia Federal tratar como crime o vazamento de conversas privadas, absolutamente normais, entre pai e filho e seus aliados. O objetivo é evidente: não se trata de justiça, mas de provocar desgaste político.
5. Se o meu “crime” for lutar contra a ditadura brasileira, declaro-me culpado de antemão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quarta-feira (20) a nomeação do desembargador piauiense Carlos Augusto Pires Brandão para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A indicação será publicada na edição desta sexta-feira (21) do Diário Oficial da União. Brandão ocupará a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Jorge Mussi, que deixou a Corte em janeiro deste ano.
Natural do Piauí, Carlos Brandão atuava como desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília. Ele foi escolhido pelo presidente Lula a partir de uma lista elaborada pelo próprio tribunal.
A cerimônia de posse está marcada para o dia 4 de setembro, em sessão no plenário do STJ, com a presença de ministros, autoridades do Judiciário e representantes do Executivo.
Nesta quinta-feira (21/08), foi realizada a Operação Indébito, que tem como alvo uma organização criminosa especializada em golpes digitais contra clientes de planos de saúde em diferentes estados do país. As autoridades estimam que pelo menos 200 pessoas foram vítimas do esquema.
Segundo as investigações, o grupo criava sites falsos e anúncios pagos para atrair consumidores que buscavam serviços, como a emissão da segunda via de boletos. Ao acessar as páginas, as vítimas eram direcionadas para o WhatsApp, onde os criminosos se passavam por atendentes e forneciam boletos adulterados. O dinheiro era então transferido para contas de “laranjas” e rapidamente movimentado, dificultando o rastreamento.
As apurações também apontam que a quadrilha atuava de forma organizada, com uma hierarquia bem definida: líderes responsáveis por coordenar as fraudes, além de apoio técnico e o uso de contas bancárias para ocultar os valores desviados.
Na operação, foram cumpridos 80 mandados judiciais, entre buscas, apreensões e prisões temporárias. Também houve o bloqueio de 43 contas bancárias ligadas aos suspeitos, com o objetivo de garantir o ressarcimento das vítimas.
A ação contou com o apoio das Polícias Civis da Paraíba, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, em cidades como João Pessoa, Campina Grande, Poá, Cândido Mota, Campinas, Itu, Mogi das Cruzes, Crato, Corumbá, Chapadão do Sul, Campo Belo, Curitiba, Salvador, Rio do Fogo e Joinville.
A Polícia Civil do Piauí cumpriu, nesta semana, mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de duas pessoas investigadas em inquérito conduzido pela Diretoria de Operações Policiais (DEOP). Os suspeitos são acusados de cometer crimes contra magistrados em Teresina.
A investigação teve início após registro de ocorrência que apontava indícios de denunciação caluniosa, calúnia qualificada contra servidor público e coação no curso do processo. Segundo apurado, os suspeitos teriam elaborado denúncias falsas junto a órgãos correcionais nacionais e produzido dossiês falsificados para pressionar magistrados.
Durante a operação, foram recolhidos materiais que passarão por análise pericial. Os documentos e equipamentos apreendidos devem subsidiar a continuidade do inquérito policial.
A Polícia Civil reforçou que as investigações seguem em sigilo e que novas medidas podem ser adotadas conforme os resultados da perícia e os desdobramentos do caso.