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Apostas lotéricas ficam R$ 0,50 mais caras a partir do fim de abril

Marcello Casal JrAgência Brasil

A partir do fim do mês, os preços das apostas lotéricas ficarão R$ 0,50 mais caros. Segundo a Caixa Econômica Federal, o reajuste será feito após mais de três anos sem elevação dos preços. Duas modalidades terão aumentos no início do próximo mês.

Para a Mega-Sena, a Lotofácil, a Quina e a Lotomania, os novos preços valerão a partir de 30 de abril. Para o Timemania e o Dia de Sorte, o aumento entrará em vigor em 3 de maio. De acordo com a Caixa, o reajuste foi necessário para repor a inflação acumulada desde novembro de 2019, quando ocorreu o último aumento.

Confira os novos valores:

Modalidade lotérica Preço anterior Novo preço Nº do concurso Abertura do concurso 
Mega-Sena R$ 4,50 R$ 5,00 2588  30/04/2023 
Lotofácil R$ 2,50 R$ 3,00 2801 30/04/2023
Quina R$ 2,00 R$ 2,50 6138  30/04/2023
LotomaniaR$ 2,50 R$ 3,00 2462  30/04/2023
Timemania R$ 3,00 R$ 3,50  1932  03/05/2023 
Dia de Sorte R$ 2,00 R$ 2,50 753  03/05/2023 

O banco não informou se os preços maiores das apostas aumentarão o valor dos prêmios, mas isso deve ocorrer porque os prêmios são definidos com base num percentual do valor arrecadado em cada concurso.

Como apostar

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer lotérica do país e também no portal Loterias Online. Clientes com acesso ao Internet Banking Caixa podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo seu computador pessoal, tablet ou smartphone. Para isso, é preciso ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. As apostas pelo Internet Banking podem ser feitas das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteios, quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

Para jogar pela internet, no Portal Loterias Online, o apostador precisa ser maior de 18 anos e efetuar um pequeno cadastro. O cliente escolhe seus palpites, insere no carrinho e paga todas as suas apostas de uma só vez, utilizando o cartão de crédito. O valor mínimo da compra no Portal (que pode conter apostas de todas as modalidades disponíveis no site) é de R$ 30,00 e máximo de R$ 500,00 por dia. Também pelo portal, os apostadores podem optar pelos combos de apostas, que podem ser de apenas uma modalidade ou de várias modalidades. Na seleção do combo, o cliente pode escolher entre visualizar os números selecionados em cada aposta ou o formato “Surpresinha”, no qual o sistema escolhe aleatoriamente os números da aposta.

Para usuários da plataforma iOS, já está disponível na Apple Store o aplicativo Loterias Caixa. As modalidades que estão disponíveis para apostas são: Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Dia de Sorte. As apostas podem ser feitas todos os dias e a qualquer hora, durante o período de captação de cada concurso. Em breve, diz a Caixa, ficará disponível o aplicativo na loja Google Play.

Bolão

Para as modalidades Mega-Sena, Dia de Sorte, Lotofácil, Quina, Dupla Sena e Loteca, há a possibilidade de fazer bolão. Basta formar um grupo, escolher os números da aposta, marcar a quantidade de cotas e registrar em qualquer uma das lotéricas do país. Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar a sua parte do prêmio individualmente.

O apostador também pode adquirir cotas de bolões organizados pelas lotéricas. É preciso solicitar ao atendente a quantidade de cotas que deseja e guardar o recibo para conferir a aposta no dia do sorteio. Nesse caso, poderá pagar uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, a critério da lotérica. Com o reajuste, as cotas mínimas e máximas dos bolões também serão adequadas, de acordo com cada modalidade.

AGÊNCIA BRASIL

Dino exige de redes sociais retirada de mensagens de ameaça a escolas

Lula Marques/ Agência Brasil

O governo federal vai exigir que plataformas criem canais abertos e ágeis para atender solicitações das autoridades policiais sobre conteúdos com apologia à violência e ameaças a escolas nas redes sociais, como a retirada desses perfis, informou nesta segunda-feira (10) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.  

O ministro cobrou ainda monitoramento ativo das plataformas em relação a ameaças. As plataformas serão notificadas formalmente nesta semana sobre os perfis e conteúdos suspeitos identificados pela pasta da Justiça em conjunto com as polícias dos estados. 

Quem descumprir a notificação poderá sofrer sanções, como ser alvo de investigação da Polícia Federal e de medidas determinadas pelos ministérios públicos.  

“Estamos vendo pânico sendo instalado no seio das escolas e das famílias e não identificamos ainda a proporcionalidade de reação das plataformas com essa epidemia de violência que ameaçam nossas escolas nesse momento”, disse em entrevista à imprensa. “Deixei claro na reunião que, se a notificação não for atendida, vamos tomar as providências policiais e judiciais contra as plataformas. Obviamente, não desejamos isso. Desejamos que as plataformas nos ajudem.” 

O ministro reuniu-se hoje com representantes das empresas Meta, Kwai, Tik tok, Twitter, YouTube, Google e WhatsApp para debater ações de prevenção à violência nas escolas e evitar ataques como o ocorrido em uma creche em Blumenau, Santa Catarina, na semana passada, que levou à morte de quatro crianças e deixou várias feridas.  

Até o momento, o ministério identificou mais de 511 perfis com divulgação de conteúdo violento contra escolas, identificados nos dias 8 e 9 de abril, somente no Twitter. 

De acordo com o ministro, para não retirar o conteúdo e os perfis, as empresas argumentam respeito aos termos de uso e liberdade de expressão. Dino citou um caso em que foi solicitada a retirada de perfis com nome e fotos de homicidas. A plataforma alegou que somente pode derrubar se o perfil postar alguma mensagem de apologia à violência.  

O ministro ressaltou que os termos de uso “não se sobrepõem à Constituição, à lei, não são maiores que a vida das crianças e adolescentes brasileiros”.  

“Estamos em uma fronteira em que oportunistas vão ensaiar o argumento falso de que nós estamos tentando, de algum modo, limitar a chamada liberdade de expressão. Liberdade de expressão não existe para veicular imagens de adolescentes mutilados. Não existe liberdade de expressão para quem está espalhando pânico e ameaças contra escolas. Não existe liberdade de expressão para quem quer matar crianças nas escolas. Não há termo de uso que consiga, juridicamente, servir de escudo para quem quer se comportar de maneira irresponsável”, afirmou. 

Sobre o funcionamento do algoritmo das redes e o fato de recomendarem a visualização de conteúdos violentos, o ministro ressaltou que as plataformas devem ser responsabilizadas por esse tipo de recomendação. “Não estamos dizendo que as plataformas de tecnologia são as únicas responsáveis pelo discurso de ódio nas escolas. Sabemos que há múltiplas determinações. Porém, não há dúvida de que, no modo como a sociedade contemporânea se estrutura, um nó fundamental, um elo fundamental na cadeia da violência nas escolas está exatamente na propagação desse discurso por intermédio dessas postagens”, disse.  

O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, registrou grande circulação, no Brasil e no exterior, de mensagens com conteúdo de violência referente ao dia 20 de abril. Na entrevista, Flávio Dino descartou risco de ataques na data e ressaltou que a pasta faz monitoramento diário.  

“Não há nenhuma razão, neste momento, para pânico. O que há é necessidade de fortalecimentos dos mecanismos institucionais e é decisivo o comportamento das plataformas de tecnologia para que possamos ter uma prevenção geral”, disse. No dia 20 de abril de 1999, ocorreu o massacre na escola Columbine, nos Estados Unidos. 

Outro lado

A Agência Brasil entrou em contato com as assessorias da Meta (Instagram e o Facebook) e do Google (que controla o YouTube), mas ainda não recebeu manifestação.

A reportagem busca também contato com representantes do Tik Tok e do Twitter. O último não tem mais assessoria de comunicação no Brasil.

AGÊNCIA BRASIL

Jovem de 14 anos é executado a tiros na zona sul de Teresina

Um menor de apenas 14 anos de inicias P.H. foi executado com vários tiros no bairro Angelim, zona sul de Teresina não noite desta segunda-feira(10).

A vítima foi encontrada vestindo apenas uma peça de roupa.Segundo informações ele era suspeito de realizar vários assaltos na região.

A Polícia Militar foi acionada para fazer o isolamento da área e os peritos da Delegacia de Homicídios Proteção à Pessoa foi acionada para fazer os devidos procedimentos para as investigações.

Fonte: K.D.

Big techs se dividem e ministros do STF falam em mais autorregulação de redes sociais

Recentemente, big techs como Google, Facebook, Twitter e outras participaram de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a responsabilidade das plataformas em relação a conteúdos ilícitos postados por usuários. Embora haja discordância sobre a perspectiva da regulação da internet no Brasil, as empresas concordam sobre a necessidade de manter as normas existentes e rejeitar o aumento de sua responsabilidade por publicações dos usuários das redes sociais.

O Marco Civil da Internet é uma lei brasileira de 2014 que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no país. A norma só responsabiliza as plataformas quando não há cumprimento de decisão judicial determinando a remoção de conteúdo postado por usuários. A exceção é para divulgação de imagens ou vídeos com cenas de nudez ou atos sexuais de caráter privado. Nesses casos, a plataforma deve remover o conteúdo a partir de notificação extrajudicial.

A questão de coibir a circulação de conteúdos de caráter golpista e criminoso tem ganhado destaque no Brasil depois dos atos de 8 de janeiro que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O ministro do STF Alexandre de Moraes considera o atual modelo de regulação de conteúdos na internet “falido” e “absolutamente ineficiente”. Entretanto, as empresas resistem à ideia de maior responsabilização das plataformas, alegando que isso não tornará a internet mais segura e levaria a um dever genérico de monitoramento de todo o conteúdo produzido pelos usuários.

Embora a posição das empresas seja contrária ao aumento de sua responsabilidade, o advogado Guilherme Cardoso Sanchez, da Google Brasil, propôs balizas para o caso de ampliação das hipóteses legais para a remoção extrajudicial de conteúdo. Para ele, não se pode responsabilizar diretamente as plataformas pelo conteúdo criado pelos usuários na internet, mas é preciso estabelecer garantias procedimentais e critérios que evitem a banalização, a insegurança jurídica e o incentivo econômico à censura. A consultora jurídica do Twitter, Jacqueline Abreu, concorda que as regras internas da plataforma estão sendo aprimoradas e já contemplam uma série de problemas, como identidade falsa, discurso violento, propagação de ódio e divulgação de material íntimo sem consentimento.

Os participantes da audiência concordam que a condição que parece convergir entre os que aceitam alguma ampliação na responsabilidade das big techs é a objetividade. Para que as plataformas removam alguma publicação de ofício ou a partir de notificação de usuário, é preciso que não haja dúvidas sobre a ilegalidade do que foi postado. Porém, ainda não há data para o julgamento das ações que tratam de trechos do Marco Civil da Internet e a responsabilidade de plataformas digitais sobre conteúdos ilícitos ou ofensivos postados por seus usuários pelo STF.

Em março, cesta básica ficou mais barata em 13 capitais brasileiras

O custo da cesta básica diminuiu em 13 das 17 capitais brasileiras em março deste ano, segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A queda mais expressiva foi registrada em Natal, onde o valor da cesta básica ficou 6,66% mais barato em relação ao mês anterior.

Sacos de arroz à venda em mercado. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Em São Paulo, a cesta básica custou R$ 605,49 em março, uma queda de 1,01% em relação a fevereiro. A capital paulista teve a quarta maior queda do país, ficando atrás de Natal, Campo Grande e Belém. Já a cidade com a cesta básica mais cara do país foi Brasília, onde o custo foi de R$ 765,44.

Segundo a pesquisa, o salário mínimo necessário para adquirir a cesta básica deveria ser de R$ 5.315,74. O valor corresponde a 5,31 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.002. Ainda de acordo com o estudo, em março, o trabalhador que ganha um salário mínimo precisou trabalhar 115 horas e 18 minutos para adquirir a cesta básica.

Os produtos que mais contribuíram para a redução do valor da cesta básica foram o tomate, a banana, o açúcar e o óleo de soja. Já a carne bovina, o leite e o pão francês registraram alta de preço em todas as capitais pesquisadas. Em março, a carne bovina teve aumento em todas as capitais, com destaque para Salvador, onde o preço subiu 9,48%.

De acordo com o Dieese, a cesta básica é composta por 13 produtos: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. A pesquisa leva em conta o custo dos produtos com base no maior mercado de cada capital.

MP reitera pedido para condenar réus por tentar explodir bomba no DF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reiterou um pedido para que os réus envolvidos em uma tentativa de explodir uma bomba na Esplanada dos Ministérios, em 2019, sejam condenados pelos crimes de associação criminosa e tentativa de homicídio. O processo tramita na 7ª Vara Criminal de Brasília.

Foto: Reprodução

Segundo o MPDFT, os acusados formavam uma célula do grupo extremista Estado Islâmico e planejavam realizar ataques terroristas no país. Eles foram presos em 2019, quando tentavam comprar explosivos em uma ação conjunta entre a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do DF.

O MPDFT argumenta que a prova documental e testemunhal é suficiente para comprovar a existência da associação criminosa e a intenção de cometer crimes graves, como a tentativa de explodir uma bomba na Esplanada dos Ministérios, o que poderia ter causado mortes e ferimentos graves.

Os réus alegam que não tinham a intenção de realizar um atentado terrorista, mas apenas adquirir explosivos para cometer crimes comuns, como roubos a bancos. A defesa também alega que a prova é frágil e que os acusados foram vítimas de um flagrante preparado pelas autoridades.

O julgamento está previsto para ocorrer em maio, e o MPDFT pede que os réus sejam condenados a penas que variam de seis a 20 anos de prisão. O processo está sob sigilo de justiça.

Dino exige de redes sociais retirada de mensagens de ameaça a escolas

O governo federal brasileiro irá exigir que plataformas de redes sociais criem canais abertos e ágeis para atender às solicitações das autoridades policiais sobre conteúdos com apologia à violência e ameaças a escolas.

Brasília (DF) 28/03/2023 Ministro da justiça, Flávio Dino, durante audiência na CCJ da Câmara dos Deputados.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, cobrou o monitoramento ativo das plataformas em relação a ameaças e notificará formalmente as empresas sobre os perfis e conteúdos suspeitos identificados pela pasta da Justiça em conjunto com as polícias dos estados. Quem descumprir a notificação poderá sofrer sanções, como investigações da Polícia Federal e medidas determinadas pelos ministérios públicos.

Até o momento, o ministério identificou mais de 511 perfis com divulgação de conteúdo violento contra escolas, identificados nos dias 8 e 9 de abril, somente no Twitter. O ministro ressaltou que os termos de uso das plataformas não se sobrepõem à Constituição e à lei, e não são maiores que a vida das crianças e adolescentes brasileiros. Ele afirmou que não há liberdade de expressão para quem espalha pânico e ameaças contra escolas, e que não há termo de uso que possa servir de escudo para quem se comporta de maneira irresponsável.

Flávio Dino se reuniu com representantes das empresas Meta, Kwai, TikTok, Twitter, YouTube, Google e WhatsApp para debater ações de prevenção à violência nas escolas e evitar ataques como o ocorrido em uma creche em Blumenau, Santa Catarina, na semana passada, que levou à morte de quatro crianças e deixou várias feridas. O ministro ressaltou que as plataformas devem ser responsabilizadas por recomendar a visualização de conteúdos violentos, e que as empresas de tecnologia são um elo fundamental na cadeia da violência nas escolas.

O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça, registrou grande circulação, no Brasil e no exterior, de mensagens com conteúdo de violência referente ao dia 20 de abril. Na entrevista, Flávio Dino descartou risco de ataques na data e ressaltou que a pasta faz monitoramento diário. Ele afirmou que não há razão para pânico, mas que é decisivo o comportamento das plataformas de tecnologia para que possamos ter uma prevenção geral.

Em suma, o governo federal brasileiro está tomando medidas para combater a propagação de conteúdo violento em plataformas de redes sociais e prevenir ataques em escolas. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, cobrou a responsabilidade das empresas de tecnologia na prevenção da violência nas escolas e afirmou que os termos de uso das plataformas não se sobrepõem à Constituição e à lei. O governo notificará formalmente as empresas sobre os perfis e conteúdos suspeitos, e quem descumprir a notificação poderá sofrer sanções. O ministério identificou mais de 511 perfis com divulgação de conteúdo violento contra escolas, e o Laboratório de Operações Cibernéticas registrou grande

PIB da cultura e indústrias criativas supera o do setor automotivo

A economia da cultura e das indústrias criativas (ECIC) do Brasil atingiu R$ 230,14 bilhões em 2020, representando 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no período, de acordo com uma nova metodologia desenvolvida pelo Observatório Itaú Cultural com base em microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor superou outros segmentos importantes, como o automotivo, que representou 2,1% das riquezas do país em 2020, e ficou pouco abaixo da construção, que correspondeu a 4,06% do PIB no mesmo ano.

15º Salão do Artesanato, em Brasília, reúne o talento de artesãos de todo o país.

A ECIC engloba atividades artesanais, moda, indústria editorial, cinema, rádio e TV, música, desenvolvimento de software e jogos digitais, serviços de tecnologia da informação dedicados ao campo criativo, arquitetura, publicidade e serviços empresariais, design, artes cênicas, artes visuais, museus e patrimônio. O setor empregou mais de 7,4 milhões de trabalhadores e abrigou mais de 130 mil empresas em 2020, além de ser responsável por 2,4% das exportações líquidas do país.

Entre 2012 e 2020, o PIB da ECIC cresceu a uma taxa mais rápida do que o total de geração de riquezas do país. Nesse período, o setor dos segmentos criativos avançou 78%, enquanto a economia total do país subiu 55%. Leandro Valiati, pesquisador que ajudou a desenvolver a nova metodologia para medição do PIB do setor, ressaltou que o setor é essencial para se pensar em estratégias de desenvolvimento econômico no mundo, especialmente após a pandemia que transformou os modos de produzir e consumir.

A metodologia utilizada pelo Observatório Itaú Cultural para medir o PIB da ECIC se baseia no critério de renda, que inclui a massa salarial, a massa de lucros e outros rendimentos auferidos por empresas e indivíduos no país. Para elaborar a metodologia, foram utilizados dados da PNADc/IBGE, da RAIS, do PAS e da PAC, além das Tabelas de Recursos e Uso do IBGE (TRU) para contabilização dos impostos e o histórico de prestação de contas da Lei Rouanet. A metodologia foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores liderado por Leandro Valiati ao longo de um ano e meio, e os dados de 2021 e 2022 ainda não foram divulgados porque aguardam atualização da base de dados do IBGE.

Horas antes de viagem, Lula diz que quer “consolidar relação” com China

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que pretende consolidar a relação com a China e atrair investimentos para o Brasil durante sua viagem ao país asiático. Lula também planeja convidar o presidente Xi Jinping para uma visita ao Brasil e mostrar projetos de interesse para investimento chinês.

Presidente chinês enviou mensagem a Lula
Lula / Getty Images

Ele ressaltou que a China é um parceiro essencial para o Brasil, mas as relações estavam amortecidas e que é necessário fortalecer os laços com os países vizinhos da América do Sul e o Mercosul. Além disso, Lula destacou a necessidade de ter representatividade junto a países como EUA, Rússia, União Europeia e africanos.

O Itamaraty afirmou que pretende assinar pelo menos 20 acordos com os chineses durante a visita de Lula. Outro ponto que deve ser abordado é a reativação de um fundo de R$ 20 bilhões criado em 2015, que estava parado por questões burocráticas. A guerra na Ucrânia também deve ser discutida.

Lula também falou sobre a política interna do Brasil e afirmou que está convencido de que fará proporcionalmente mais do que em seus dois primeiros mandatos. Ele enfatizou que a geração de empregos é uma obsessão de seu governo e que pretende levar médicos para todas as cidades do país através do programa Mais Médicos. O presidente elogiou o Bolsa Família e o Mais Médicos como dois programas que deram dignidade ao ser humano.

Além disso, Lula falou sobre a importância de proteger o meio ambiente e propôs atrair outros países para investir em um fundo para a proteção da Amazônia. Ele afirmou que não quer transformar a Amazônia em um santuário da humanidade, mas garantir que as pessoas que vivem na região tenham acesso a bens materiais e alimentos.

Vendas do varejo na Páscoa crescem 4,6% ante 2022 e ficam 30% acima do pré-pandemia

As vendas do varejo no período da Páscoa de 2023 apresentaram um crescimento de 46% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, as vendas foram 30% superiores aos números registrados antes da pandemia de Covid-19, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo.

Comércio de ovos de Páscoa na Semana Santa
Fabio Rodrigues Pozzebom

O estudo aponta que o aumento das vendas foi impulsionado pelo aumento do poder de compra da população, pelo avanço da vacinação contra a Covid-19 e pelo relaxamento das medidas restritivas de circulação em algumas cidades do país.

Os setores que mais se destacaram nas vendas de Páscoa foram os de chocolates, vestuário, perfumaria e cosméticos. Segundo a pesquisa, a categoria de chocolates teve um crescimento de 42% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A expectativa da Associação Comercial de São Paulo é que o bom desempenho do varejo durante a Páscoa se mantenha ao longo do ano, impulsionando a economia do país. No entanto, a entidade alerta que a situação ainda é incerta e que é preciso continuar monitorando a evolução da pandemia e as medidas adotadas pelo governo para a retomada econômica.