Estudantes podem utilizar o resultado no Exame para ingressar em cursos de graduação através de programas do governo ou bolsas e benefícios em instituições privadas
O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio é uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil e, também, pode ser utilizado para o ingresso em universidades estrangeiras. Com a divulgação das notas, realizada na última segunda-feira, 13, os estudantes já podem iniciar o processo de matrícula em diversas instituições de ensino. A docente da Estácio, María Paz, destaca que o exame ainda possibilita o ingresso na universidade a partir dos programas do governo, auxiliando a população a seguir com sua jornada acadêmica.
“Com a nota do ENEM, o estudante pode se inscrever em programas como o SISU (Sistema de Seleção Unificada) que oferece vagas em universidades públicas de todo o país. A nota ainda possibilita a participação no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em cursos não gratuitos com juros baixos. Assim como o ingresso através do ProUni (Programa Universidade para Todos), que concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas”, explica a especialista.
Além disso, algumas instituições de ensino particulares também aceitam a nota do ENEM para ingresso direto em seus cursos, concedendo benefícios aos candidatos. Dessa forma, os estudantes encontram descontos de até 100% conforme a pontuação obtida no exame, podendo optar entre diversas opções de cursos de graduação, em diferentes formatos de ensino. “Portanto, o ENEM é uma oportunidade valiosa para quem deseja prosseguir com os estudos e conquistar uma vaga na educação superior, seja em instituições públicas ou privadas, com condições facilitadas de acesso”, afirma María.
Entre as instituições que concedem benefícios a partir da nota do ENEM, está a Estácio Teresina, onde são ofertadas bolsas de estudo em dezenas de cursos, escolhendo ainda a metodologia de ensino que mais se adequa ao seu perfil, como: Presencial; Ao Vivo; Semipresencial; e Digitais (100% EAD e EAD Flex). Dentre os cursos disponíveis na estão: Direito, Nutrição, Psicologia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Educação Física, Pedagogia, Engenharias, entre outros.
Recentemente, a Instituição lançou a “calculadora ENEM” um sistema que transforma a média da nota na prova em uma bolsa de até 100%, substituindo o vestibular tradicional. A partir de 400 pontos (média), já é possível garantir uma bolsa de estudos. E, quanto maior a nota, melhores são os benefícios, podendo chegar a 100% no curso todo, facilitando o acesso ao ensino superior. Além disso, é possível utilizar o Fies para financiar o curso ou concorrer a bolsas integrais ou parciais pelo ProUni. Para saber mais basta acessar calculadoraenem.estacio.br ou ligar para 4003-6767 (Regiões Metropolitanas) ou 0800 880 6767 (Demais regiões).
Do jeito que foi sancionada na última quinta-feira (16), a regulamentação da reforma tributária pode resultar em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) médio de 28% no Brasil, conforme uma estimativa apresentada pelo secretário extraordinário da reforma, Bernard Appy.
A taxa levaria o Brasil a ultrapassar a carga de alíquota aplicada na Hungria (27%), ficando no topo dos maiores impostos do mundo.
No entanto, em sua primeira passagem pela Câmara dos Deputados, o texto de regulamentação ganhou um novo mecanismo que deve impedir isso de acontecer por causa da trava de alíquota.
O dispositivo serve para impedir que a alíquota geral ultrapasse um nível determinado. No caso, o patamar estabelecido é de 26,5%. As informações são da CNN Brasil.
O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 4,515 bilhões em novembro de 2024, revertendo o superávit de R$ 40,811 bilhões de outubro. Apesar do saldo negativo, o resultado foi o melhor para novembro desde 2021. No acumulado do ano, o déficit chegou a R$ 66,827 bilhões, enquanto, em 12 meses, alcançou R$ 188,5 bilhões, equivalente a 1,56% do PIB. Os números evidenciam os desafios para estabilizar as contas públicas, apesar de esforços para controlar despesas e aumentar receitas.
O desempenho de novembro foi impulsionado por um crescimento de 13,8% nas receitas em relação ao mesmo mês de 2023 e pela redução de 6,3% nas despesas, já ajustadas pela inflação. Esse equilíbrio demonstrou capacidade de ajuste fiscal em um período tradicionalmente desafiador, mantendo o déficit abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de R$ 6,5 bilhões. Contudo, a manutenção dessa trajetória depende de maior austeridade e planejamento para conter o impacto das despesas obrigatórias, que já representam 18% do PIB.
Com limite de despesas fixado em R$ 2,039 trilhões, o governo prevê um déficit primário de R$ 27,746 bilhões até o final do ano. A meta de alcançar equilíbrio fiscal em 2024 permanece distante, exigindo medidas mais consistentes para garantir sustentabilidade econômica e impedir a escalada da dívida pública.
O programa Minha Casa Minha Vida é uma das principais políticas públicas de habitação no Brasil, com um impacto significativo no estado do Piauí. Em 2026, um novo conjunto de casas será entregue aos beneficiários no Estado, o que representa um avanço tanto para a população de baixa renda quanto para a economia local. Entretanto, os desafios relacionados ao cumprimento de prazos, qualidade de mão de obra e adequação às necessidades das famílias ainda são temas que preocupam o setor. Por isso, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon Teresina-Piauí) tem acompanhado de perto o andamento dessas obras e as implicações do programa.
O presidente do Sinduscon Teresina-Piauí, Guilherme Fortes, tem se mostrado otimista, mas também atento às questões que podem impactar o andamento das entregas. “O Minha Casa Minha Vida é uma iniciativa fundamental para o crescimento social e econômico do Piauí, mas é necessário que os prazos sejam cumpridos com qualidade. Estamos empenhados em garantir que as condições de construção atendam aos padrões exigidos e que o projeto tenha o impacto positivo esperado nas comunidades”, afirma.
Dentro deste cenário, a entidade tem um papel essencial na mediação entre as demandas das construtoras, do governo e dos moradores. O Sindicato se posiciona como um interlocutor ativo, discutindo as melhorias necessárias nas etapas de execução das obras e no processo de entrega das unidades. Além disso, tem levantado questões sobre a adequação do programa às mudanças no cenário econômico, que impactam diretamente os custos de materiais e a viabilidade de obras no prazo estipulado.
Guilherme Fortes também aponta mudanças que, embora possam ser positivas no longo prazo, demandam mais flexibilidade nos cronogramas e uma análise mais detalhada da viabilidade das obras. Ele defende que a construção de moradias não deve se restringir apenas ao número de unidades entregues, mas também à garantia de um entorno de infraestrutura que favoreça a qualidade de vida dos moradores.
“Para o Piauí, temos aproximadamente 5 mil unidades, sendo, em Teresina, 2 mil unidades, e iniciou-se com 192 unidades no bairro Angelim, na zona Sul da cidade. Vale lembrar que são empreendimentos voltados para as pessoas que mais precisam, que são de baixa renda e que estão no CAD único”, explica Fortes.
Com previsão de entrega das novas casas até 2026, a expectativa é de que o programa Minha Casa Minha Vida continue a ser uma ferramenta poderosa de transformação para o Piauí.
A equipe que atua na transição da gestão da Assembleia Legislativa do Piauí esteve reunida, nesta segunda-feira (20), para dar continuidade ao trabalho iniciado na semana passada. A reunião contou com a presença do presidente Franzé Silva (PT) e do presidente eleito, Severo Eulálio (MDB), com responsáveis por setores vitais, como financeiro, recursos humanos, licitações e contratos, patrimônio, controle interno, secretaria da Mesa Diretora, gabinete militar e diretoria geral.
“Teremos uma interação ainda maior nesses próximos dias. Vamos acelerar esse processo de transição, para que a Casa possa continuar funcionando na sua normalidade”, disse Severo Eulálio.
Questionado sobre possíveis diferenças entre as duas gestões, o futuro presidente ressaltou que “cada um tem seu estilo, cada um tem sua forma. Somos todos deputados, preocupados com o funcionamento da Casa. Queremos que a Casa possa ser cada vez mais fortalecida, especialmente em relação ao processo legislativo”.
Dentre os pontos debatidos estão a conclusão da reforma da sede do legislativo, iniciada pela atual gestão, e o chamamento da segunda etapa de aprovados no concurso realizado em 2023. “O que todos nós desejamos é que a reforma possa se encerrar com a maior brevidade possível. Sobre pessoal, temos um concurso ainda em vigor. Precisamos equalizar a quantidade de efetivos e de comissionados”, pontuou Severo.
Franzé Silva destaca modernização de espaços
Após a reunião, foi realizada uma visita técnica à reforma dos gabinetes. “Trabalhamos para organizar a Casa. Conseguimos um grande avanço que foi definir o calendário de pagamento dos servidores. Estamos entregando a folha abaixo do limite de gastos da lei de responsabilidade fiscal. Concluímos também a reforma de setores importantes, como plenário e plenarinho”, destacou Franzé. As duas equipes fizeram uma visita técnicas as instalações da Praça do Povo e de alguns gabinetes.
De acordo com o diretor de Orçamento e Finanças, Ricjardeson Dias, nos últimos dois anos, foram investidos R$ 23 milhões na reforma da sede e mais R$ 6 milhões na usina de energia fotovoltaica. “Quanto a encargos e consignações, estamos, nessa reta final, finalizando os últimos repasses. Já obtivemos carta de quitação junto à CAIXA, ao IPMT e à Receita Federal. No dia 31, vamos apresentar à equipe de transição todas as cartas de quitação, entregando uma gestão financeira saneada”, disse.
CALENDÁRIO – A abertura do Ano Legislativo, com a leitura da mensagem do governador, está confirmada para segunda-feira, dia 3 de fevereiro. Já a data da posse da nova mesa diretora será discutida entre as equipes com previsão de ser realizada no dia 1º de fevereiro, segundo informou o futuro presidente.
COMPOSIÇÃO DA NOVA MESA
Presidente – Severo Eulálio (MDB) 1º vice-presidente – Francisco Limma (PT), 2º vice-presidente – Dr. Vinicius (PT) 3ª vice-presidente – Ana Paula 1º secretário – Wilson Brandão (Progressistas).
O mercado financeiro aumentou a projeção da inflação e do crescimento da economia para este ano. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5,08%, ante os 5% da semana passada. Já o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país, deve fechar 2025 em 2,04%, ante os 2.02 da semana anterior.
A pesquisa Focus é realizada com economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo BC. Para 2026, o boletim mostra uma projeção de crescimento do PIB de 1,77%. Já para 2027 e 2028, a projeção de expansão da economia é de 2%, para os dois anos.
Em relação à inflação, o boletim projeta índice de 4,10% para 2026, ante os 4,05, da semana passada. Para 2027, o mercado financeiro tem a projeção de IPCA de 3,9% e, de 3,58% em 2028.
No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%, acima do teto da meta, que era de 4,5%.
Taxa de juros
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada de 15%, para 2025. Há quatro semanas a projeção era de 14,75%. Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,25%, uma ligeira alta em relação aos 12% projetados na semana passada. Para 2027 e 2028, as projeções são de que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
No final do ano passado, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual (p.p), com a justificativa de a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal do governo federal tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política “ainda mais contracionista”.
Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar novos aumentos de 1 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões do comitê: em janeiro, nos dias 28 e 29, e em março, nos dias 18 e 19.
Câmbio
Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 6,00. Para 2027, o câmbio também deve ficar, de acordo com o Focus, em R$ 5,92 e para 2028, a projeção é R$ 5,99.
As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) terminam nesta terça-feira (21). O prazo começou na última sexta-feira (17). Segundo o cronograma oficial, o resultado da chamada regular está previsto para 26 de janeiro, enquanto o período de matrículas será entre 27 e 31 de janeiro. Já o prazo para participar da lista de espera vai de 26 a 31 de janeiro.
Gerido pelo Ministério da Educação (MEC), o sistema executa a seleção de estudantes com base na média da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) até o limite da oferta de vagas por instituições públicas de ensino superior, por curso e modalidade de concorrência, de acordo com a escolha dos candidatos inscritos e perfil socioeconômico.
A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet. O acesso ao sistema de inscrição é realizado com as informações de login e senha para acesso aos serviços digitais do governo federal, mediante uma conta no gov.br. Quando o candidato realiza o login, o sistema recupera, automaticamente, as notas obtidas na edição do Enem válida para o processo seletivo.
Questionário
No ato da inscrição, o candidato preenche um questionário socioeconômico do perfil para Lei de Cotas e escolhe até duas opções de curso dentre as ofertadas em cada processo seletivo do Sisu. É possível alterar as opções de curso durante todo o período de inscrições. A inscrição válida será a última registrada no sistema.
Quem não for selecionado em nenhuma das duas opções de curso indicadas no ato de inscrição ainda pode disputar uma das vagas por meio da lista de espera do Sisu.
Todos os estudantes que participaram do Enem 2024 obtiveram nota na prova de redação maior do que zero e não declararam estar na condição de treineiro podem participar do Sisu.
Está pronto para ser votado no Plenário do Senado o projeto de lei que retoma a obrigatoriedade do extintor de incêndio em automóveis. No entanto, não há consenso sobre o assunto entre os parlamentares. O projeto tramita na Casa sob a forma do PLC 159/2017.
A proposta, que teve origem em iniciativa do deputado Moses Rodrigues (União-CE), já foi examinada em dois colegiados do Senado. Em novembro do ano passado, a matéria recebeu parecer favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM) na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). Mas, antes disso, em 2019, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) havia decidido pela rejeição do texto, baseada em parecer do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).
O extintor de incêndio a que se refere o projeto é o do tipo ABC: ele contém um pó químico indicado para combater incêndios de classe A (materiais sólidos, como plástico, madeira e tecido), classe B (líquidos inflamáveis, como gasolina e álcool) e classe C (equipamentos elétricos energizados, como bateria e fio elétrico).
A obrigatoriedade do extintor em carros de passeio e veículos utilitários foi extinta em 2015 por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito. Na época, uma das razões apresentadas para a decisão foi a evolução tecnológica dos sistemas de segurança. O extintor, porém, continua sendo exigido em caminhões, veículos de transporte de produtos inflamáveis e veículos de transporte coletivo.
Para voltar a incluir o extintor ABC entre os itens obrigatórios de carros de passeio e veículos utilitários, o projeto de lei em exame no Senado altera o Código de Trânsito Brasileiro.
Ao defender a iniciativa, ele afirmou que os extintores são um item de segurança fundamental em automóveis. Também disse que tais equipamentos são de fácil operação, eficientes no combate a incêndios e não têm custo elevado (de acordo com a proposta, os fabricantes não serão obrigados a incluir o extintor nos carros).
— Não são R$ 80, em um bem com valor de cerca de R$ 80 mil, que vão fazer diferença [nos gastos dos proprietários de veículos]. Lamentavelmente, os bombeiros não têm estrutura para atender as vítimas com a devida celeridade, e por isso faz diferença a existência de um instrumento como esse dentro dos carros. É uma questão de garantir segurança — declarou ele durante a votação de seu parecer.
Segundo Eduardo Braga, cerca de 17% dos recalls de automóveis no país acontecem por falhas que poderiam causar incêndios. Além disso, ele lembra em seu parecer que o Brasil é signatário da Regulação Básica Unificada de Trânsito — junto com Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai —, que exige o extintor para a circulação de veículos entre esses países.
Outro senador que apoia a volta dos extintores é Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Quando a proposta estava em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ele destacou que, “apesar de a indústria automobilística ser a principal interessada em tornar facultativo o uso desses equipamentos, com o argumento de que os carros novos têm total segurança, dados recentes mostram que milhares de modelos novos têm sofrido princípios de incêndio”.
Veneziano observou que “vários fabricantes de carros têm realizado campanhas de recall por risco de incêndio, a exemplo da Renault, que realizou uma chamada geral de 33.974 carros em 2015”.
Contra o extintor
Antes de passar pela CTFC, o projeto foi rejeitado na CAE, em decisão tomada no dia 28 de maio de 2019. O parecer contrário foi elaborado pelo senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).
Na ocasião, Styvenson concordou com as críticas de outros parlamentares que apontavam um possível lobby da indústria de extintores pela aprovação da matéria.
Além disso, ele ressaltou que são poucos os motoristas que realmente sabem usar o extintor. “Não há preparo técnico nem emocional para isso. Há motoristas que nem sabem onde está localizado o equipamento”, disse ele, acrescentando que, quando há fogo no automóvel, as pessoas devem sair do carro e ficar longe dele, deixando para os bombeiros a tarefa de apagar o incêndio.
Em seu parecer, Styvenson citou um levantamento segundo o qual, no ano 2000, “dos 2 milhões de sinistros cobertos pelas seguradoras brasileiras de veículos, 800 foram incêndios, mas só em 24 casos os extintores foram utilizados, ou seja, em 3% dos incêndios”.
Durante a votação do projeto na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), em novembro passado, Styvenson e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestaram contrariamente à volta dos extintores.
Styvenson afirmou que a proposta trará mais ônus para os proprietários dos veículos, enquanto Flávio Bolsonaro defendeu a manutenção das regras atuais (pelas quais a presença do extintor no carro é opcional).
— Minha tendência é sempre me posicionar a que algo desse tipo seja facultativo, em vez de impositivo, por consciência minha como cidadão — declarou Flávio Bolsonaro.
Os dois senadores anunciaram que, quando o texto for analisado no Plenário do Senado, irão apresentar voto em separado pela sua rejeição.
Prós e contras
O tenente-coronel Rodrigo Freitas, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, disse à Agência Senado que é importante avaliar as vantagens e desvantagens do extintor em automóveis. Ele é especialista em segurança contra incêndios.
Freitas ressaltou que o posicionamento do Corpo de Bombeiros sobre o assunto sempre terá caráter técnico.
— Em primeiro lugar, a existência de um extintor permite um combate rápido, primário, e potencializa a mitigação de um princípio de incêndio em veículos. E isso é bom. O segundo ponto é a segurança adicional: o extintor proporciona uma proteção aos ocupantes do veículo, seja para o seu próprio carro ou para o de uma outra pessoa ao lado.
Apesar de reiterar que, em casos de emergência, o uso adequado do extintor pode salvar vidas e permitir o combate precoce de incêndios, ele observa que a discussão precisa ser aprofundada. O tenente-coronel enfatiza, por exemplo, que são necessários treinamento e atenção por parte dos cidadãos.
— Um ponto a ser pensado é a falta de treinamento adequado e suficiente. Há situações em que o cidadão não domina a prática do uso de extintor e pode provocar uma situação de maior risco ao tentar utilizá-lo quando ocorre o princípio de incêndio veicular.
Outra possível desvantagem, segundo Freitas, está relacionada ao prazo de validade do extintor. Ele observa que nem todos estão atentos a isso, esquecendo-se da manutenção ou da substituição do equipamento, e ficam com uma “falsa sensação de segurança”.
O tenente-coronel também alerta para o risco de se tentar combater um incêndio de proporções maiores com o extintor do automóvel: “É uma ação inadequada”.
Proteção passiva
Para Freitas, mais importante que a exigência do extintor em automóveis é a segurança passiva — ou seja, aquela que já está incorporada nos carros, sob a forma de cintos de segurança e airbags, entre outros itens, além da forma como certos veículos são construídos para proteger motoristas e passageiros.
Nesse sentido, ele defende a elaboração de leis que exijam materiais veiculares com bom desempenho em situações de incêndio (materiais que não entrem rapidamente em combustão e que não propaguem o fogo com facilidade).
— As leis devem prever que, durante a degradação térmica de produtos veiculares pela ação do fogo, haja a menor produção possível de fumaça. E se o material eventualmente produzir fumaça, que seja a menos tóxica possível. Isto é a proteção passiva: garantir materiais, produtos e processos produtivos que tenham desempenho adequado diante do fogo.
O foco é mostrar as possibilidades que os cursos superiores oferecem e, nesse sentido, estimular a busca por uma graduação.
Com foco no ensino de excelência e experiências reais, o Unifacid Wyden realizará, entre os dias 21 e 27 de janeiro, uma série de workshops e minicursos na sede da Instituição. A intenção é abordar temas pertinentes dentro de áreas profissionais diversas, a exemplo da Psicologia, Medicina Veterinária e Biomedicina. Nesse sentido, busca trazer um panorama de como a rede de ensino prepara e qualifica com tecnologia, inovação e compromisso com os atuais e futuros graduandos. Os encontros serão totalmente gratuitos e é necessária a inscrição prévia para participar das atividades. A ação também visa mostrar as possibilidades que os cursos superiores oferecem e, sem dúvida, estimular a busca por uma graduação.
Nesta terça-feira, dia 21, às 9h, o curso de Odontologia realiza o workshop “Aprendendo anatomia”. As inscrições devem ser feitas no número 86 3216-7917 e o bate-papo será com Neusa Barros (coordenadora do curso) e com os professores Samuel Costa e Wallesk Moreno. No dia 22, às 9h, o curso de Direito realizará o minicurso “Perspectivas e aplicação do Direito no cotidiano” e as inscrições devem ser feitas no número 86 3216-7915. A conversa será com a coordenadora Larissa Lago e os professores Augusto Ximenes e Aline Moura.
Ainda na quarta, dia 22, às 14h30, o curso de Medicina Veterinária convida para o minicurso “Exame clínico em pequenos animais” e é possível participar ao realizar a inscrição no número 86 3216-7909. Para Rayssa Carvalho, coordenadora de Medicina Veterinária, “escolher o que fazer e onde estudar pode ser uma tarefa difícil. Por isso, participe de uma tarde de imersão no nosso curso e faça a melhor escolha para você”, compartilha. Além dela, a professora Vitória Rodrigues também conduzirá o bate-papo.
Na sequência da programação, o dia 23 será marcado com atividades imersivas e simultâneas. Às 9h, ocorrerá o workshop “Orientação profissional”, promovido pelo curso de Psicologia. As inscrições acontecem pelo telefone 86 3216-7919 e o diálogo será com Karolyna Pessoa (coordenadora do curso) e o professor Paulo Borges. Também às 9h, ainda acontecerá o minicurso “Desenho em perspectiva e sombreamento”, como atividade do curso de Arquitetura e Urbanismo. Os interessados devem realizar a inscrição no número 86 3216-7911 e, assim, acompanhar o bate-papo com coordenador Márcio Henrique e professora Emile Cristhine. Ainda ocorrerá, às 9h, o workshop “Enfermagem na prática”. Quem deseja participar da conversa e atividades práticas com a coordenadora Laianny Luize e os professores Sara Machado, Thaís Portela, Flávia Dayana, Weliton Silva e Carol Floriano devem realizar inscrição no telefone 86 3216-7918.
Não para aí: no dia 23, às 9h, o curso de Farmácia realiza o minicurso “Manipulação de cápsulas gastrorresistentes”. A coordenadora Ceres Batista compartilha que a expectativa é que o encontro “desperte o interesse dos participantes, apresentando de forma prática e inovadora uma das áreas fascinantes da Farmácia: a farmácia de manipulação”, conta. Ela pontua que a ação “reforça o compromisso do nosso curso com a formação de profissionais altamente capacitados e preparados para os desafios do setor farmacêutico”, ressalta. Inscrições devem ser feitas no número 86 3216-7906 e, além da Ceres, a professora Lorena Braz participa da ação.
E no dia 27, às 9h, será a vez do curso de Biomedicina realizar o workshop “Perícia criminal: aplicação forense do luminol em manchas de sangue”. O bate-papo será com Ivisson Lucas (coordenador do curso) e os professores Watsonn Dantas e Ag-Anne Melo. As inscrições acontecem pelo número 86 32167908. Para Ivisson, é com grande expectativa “que a coordenação e docentes realizam esse workshop. Esse vento não só proporciona uma experiência prática fascinante, como também demonstra todo o potencial do curso para formar profissionais capacitados em áreas inovadores e indispensáveis”, finaliza.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) abre hoje (20), a partir das 10h, vagas de agendamento para a primeira dose da vacina contra a dengue. Segundo a determinação do Ministério da Saúde, elas estão disponíveis para pessoas de 10 a 14 anos. O agendamento pode ser feito pelo site https://vacinateresina.fms.pmt.pi.gov.br/ .
As vagas correspondem ao último lote de 7 mil doses recebidos pela FMS. A coordenadora de vacinação do ente, Emanuelle Dias, explica que antes da abertura foi preciso realizar um novo treinamento com os profissionais responsáveis pela aplicação, pois o quantitativo de doses exigirá a abertura de novas salas. “Temos um total de 57.785 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos em Teresina, e até o momento, 6.974 já tomaram a primeira dose da vacina”, informa ela.
A coordenadora lembra que o esquema da vacinação contra a dengue é de duas doses, com intervalo de três meses. “Se a pessoa teve dengue recentemente, é recomendado que ela aguarde um intervalo de seis meses para iniciar o esquema vacinal”, esclarece Emanuelle Dias.
No momento da vacinação, é necessário apresentar CPF ou cartão do SUS, documento de identificação, caderneta de vacina e um comprovante de endereço de Teresina.
Já a segunda dose está disponível por demanda espontânea, sem necessidade de agendamento. Os postos de vacinação estão espalhados por todas as zonas da cidade. Na zona Leste, a vacina está disponível na UBS Santa Isabel e no Teresina Shopping, das 13h às 18h. Na zona Sudeste, basta procurar a UBS Carlos Alberto nos turnos manhã e tarde; na zona Norte, UBSs Poty Velho e Parque Brasil; e na zona Sul, UBSs Cristo Rei, Lourival Parente e Porto Alegre.