Em um ano de vacinação, quase 70% dos brasileiros já tomaram 2 doses

© José Cruz/Agência Brasil

Um ano depois de começar a vacinação contra a covid-19, o Brasil se aproxima do patamar de 70% da população com as duas doses, enquanto 15% já receberam a dose de reforço e cerca de 75% receberam ao menos a primeira dose, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A campanha coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) já tinha atingido 68% dos brasileiros com as duas doses até a última sexta-feira (14) e dá agora os primeiros passos para proteger crianças de 5 a 11 anos.

A vacinação contra a doença teve sua primeira dose administrada em 17 de janeiro de 2021, na enfermeira Mônica Calazans, em São Paulo. A profissional de saúde recebeu a vacina CoronaVac, produzida no Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Desde então, três em cada quatro brasileiros receberam ao menos a primeira aplicação de um dos quatro imunizantes adquiridos pelo PNI: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer.

Pesquisadores da Fiocruz e da Sociedade Brasileira de Imunizações ouvidos pela Agência Brasil indicam que o resultado da vacinação foi uma queda drástica na mortalidade e nas internações causadas pela pandemia, mesmo diante de mutações mais transmissíveis do coronavírus, como a Delta e a Ômicron.  

Mudança epidemiológica

Quando o Brasil aplicou a primeira vacina contra covid-19, no início do ano passado, a média móvel de vítimas da doença passava das 900 por dia, e 23 estados tinham mais de 60% dos leitos de pacientes graves da doença ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). Com doses limitadas, a campanha começou focando grupos mais expostos, como os profissionais de saúde, e mais vulneráveis, como os idosos. 

Levou até junho para que um quarto dos brasileiros recebesse ao menos a primeira dose, e o país viveu o período mais letal da pandemia no primeiro semestre do ano passado, quando a variante Gama (P.1) lotou centros de terapia intensiva e chegou a provocar picos de mais de 3 mil vítimas por dia. Nos grupos já vacinados, porém, as mortes começaram a cair conforme os esquemas vacinais eram completos, e os pesquisadores chegaram a indicar que a pandemia havia rejuvenescido, já que os idosos imunizados passaram a representar um percentual menor das vítimas.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, reforça que as vacinas reduziram a ocorrência de casos graves e mortes na pandemia, mesmo que a ascensão de variantes mais transmissíveis tenha provocado novas ondas de disseminação do coronavírus. “Não conseguimos ganhar do aparecimento de variantes, principalmente porque não houve uma vacinação em massa no mundo inteiro simultaneamente. Então, em lugares em que havia condições de alta transmissibilidade, surgiram variantes”, afirma ela, que acrescenta: “Mas as vacinas se mostraram eficazes contra formas graves e mortes mesmo nesse contexto de variantes. Neste momento, com a Ômicron, a explosão do número de casos não foi acompanhada nem pelos casos de internação nem pela mortalidade. E isso se deve à vacinação. As vacinas cumpriram o papel principal e mais importante: salvar vidas”.

Pesquisador da Fiocruz Bahia, o epidemiologista Maurício Barreto concorda e avalia que a velocidade de transmissão da Ômicron trará mais um alerta para quem ainda não tomou a primeira dose ou não concluiu o esquema vacinal.

“Esse pico que estamos começando da Ômicron vai crescer nas próximas semanas e pode atingir número grande de pessoas. Pode haver casos severos entre os vacinados, porque a efetividade da vacina não é de 100%,  mas será em uma proporção muito maior entre os não vacinados”, prevê o epidemiologista, que vê risco para os sistemas de saúde com demanda grande por internação de não vacinados. “Havendo número razoável de não vacinados, isso pode gerar enorme quantidade de casos severos. A Ômicron está expondo a fragilidade dos não vacinados”.

Barreto vê como positivo o número de 68% da população com duas doses, mas acredita que há espaço para aumentar esse percentual, porque o Brasil tem tradição de ser um país com alto grau de aceitação das vacinas. Além disso, destaca que há diferença grande entre os vacinados com a primeira dose (75%) e com a segunda dose (68%), o que dá margem para avançar entre quem já se dispôs a receber a primeira aplicação.

“De modo geral, é positivo [o percentual de vacinados]. Reflete, de um lado, o desejo da população de ser vacinada, e, do outro, o desenvolvimento de vacinas com efetividade capaz de proteger principalmente contra casos severos da doença”, afirma ele, que pondera: “Poderia ser um pouco mais. O Brasil poderia chegar um pouco além”.

Estados e municípios

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, na última semana, que o sucesso do enfrentamento da pandemia depende da colaboração de estados e municípios, principalmente com relação ao avanço nas aplicações da segunda dose e da dose de reforço. Queiroga chamou a atenção para a situação de alguns estados, principalmente da Região Norte, onde os níveis de aplicação da vacina estão baixos. 

Ele comentou que assiste-se ao aumento do número de casos, mas ressaltou que ainda não há pressão sobre os estados. “Estamos ampliando os testes. Em janeiro, vamos distribuir 28 milhões de testes rápidos”. Segundo ele, em fevereiro, devem ser distribuídos 7,8 milhões de testes.

Vacinação no mundo

O percentual de vacinados com a segunda dose no Brasil posiciona o país à frente da maioria dos vizinhos sul-americanos, segundo a plataforma Our World in Data, vinculada à Universidade de Oxford. Apesar disso, Chile (86%), Uruguai (76%), Argentina (73%) e Equador (72%) conseguiram cobertura maior no continente.  

Quando são analisados os 30 países mais populosos do mundo, o Brasil fica na nona colocação entre os que conseguiram a maior cobertura com duas doses, lista que é liderada pela Coreia do Sul (84,5%), China (84,2%) e Japão (78,9%). Em seguida, o ranking tem Itália (74,9%), França (74,8%), Alemanha (71,8%), Reino Unido (70%) e Vietnam (69,7%). Os países onde a população teve menos acesso às vacinas foram Quênia, Nigéria, Tanzânia, Etiópia e República Democrática do Congo, onde o percentual não chegou a 10%. 

A América do Sul é o continente com a maior média de vacinação no cálculo da platafoma Our World in Data, com 65% da população com as duas doses. A lista indica grandes desigualdades regionais, com Europa (62%), Asia (58%), Oceania (58%), América do Norte (54%) e América do Sul acima da média mundial de 50% de vacinados, e a África com apenas 9,9% da população com duas doses.  

Mônica Levi vê o percentual de vacinados no Brasil como alto em relação a países que lidam com movimentos antivacina mais fortes, como Estados Unidos (62%) e Israel (64%). “Eles não conseguem avançar, porque sobraram aqueles que têm resistência enorme à vacinação. A gente vê no Brasil facilidade muito maior, e estamos em situação melhor. Alguns países estão melhores que a gente, mas a resistência à vacinação aqui ainda não é tão grande, mas pode se tornar”, diz ela, que vê com preocupação a hesitação à vacinação de crianças. “É uma tristeza para nós, da área médica, ver que questões políticas estejam influenciando as decisões de pais sobre a saúde dos próprios filhos, que possa existir pais que se importem mais em seguir orientações politicas do que as bases da ciência e as conclusões de pessoas que são qualificadas para a tomada de decisões na saúde”.

Eventos adversos

A médica afirma que o público está sob bombardeio de informações confusas, que supervalorizam eventos adversos raros previstos na vacinação e ignoram os benefícios que as vacinas já trouxeram desde o início da pandemia. 

“Eventos adversos aconteceram, alguns graves, mas foram extremamente raros e muito menos frequentes que a ocorrência desses mesmos quadros sendo causados pela própria covid-19. A ponderação do risco-beneficio é extremamente favorável à vacinação. A gente não está negando a existência de eventos adversos graves. Eles existem, mas são extremamente raros. Só que a gente tem que considerar as vidas salvas e os benefícios que a vacinação traz frente ao risco que é incomparavelmente menor”.

O epidemiologista da Fiocruz concorda e afirma que as vacinas contra covid-19 usadas no Brasil estão em uso em muitos outros países, o que faz com que diferentes órgãos regulatórios e pesquisadores avaliem os resultados e sua segurança. 

“Internacionalmente, já são bilhões de doses. Não são vacinas dadas só no Brasil, mas no mundo inteiro. Então, há muita clareza de que há efeitos adversos, mas que são em uma proporção tão ínfima, que os benefícios os superam e muito. E, sobre isso, há uma concordância dos órgãos regulatórios, sejam brasileiros, americanos, europeus, japoneses, australianos. Milhares de instituições estão monitorando os efeitos dessas vacinas, então, há uma tranquilidade imensa de que a gente tem vacinas seguras”. 

Para avançar na vacinação, Barreto acredita que é preciso entender por que algumas pessoas não completaram o esquema vacinal e identificar localmente possíveis problemas que podem ter criado dificuldades para que as pessoas retornassem aos postos. O objetivo, reforça ele, deve ser facilitar ao máximo a ida aos locais de vacinação.

Mônica Levi lembra que, em outras vacinas que preveem mais de uma dose, é frequente que a cobertura caia na segunda e terceira aplicação. ” A gente já vê isso na vacina da Hepatite B, por exemplo, que também tem três doses. Esse é um comportamento normal que a gente já via, uma dificuldade de fazer vacinas de várias doses e manter a adesão ao esquema completo”, diz ela, que ainda acha difícil prever se a vacinação contra covid-19 vai ser encerrada na primeira dose de reforço. “Mais para frente, se vamos ter novas variantes que vão obrigar a fazer vacinas diferentes, ou se a imunidade vai cair mais uma vez depois do reforço, só o tempo vai dizer”. 

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

FMS abre na segunda-feira (17) agendamento para vacinação das crianças

O agendamento para este público se inicia na segunda-feira (17) no site http://vacinaja.fms.pmt.pi.gov.br/.

Teresina vai iniciar na próxima semana a vacinação contra a covid-19 para crianças de cinco a 11 anos. Inicialmente, serão contemplados os meninos e meninas com comorbidades ou deficiência permanente. O agendamento para este público se inicia na segunda-feira (17) no site http://vacinaja.fms.pmt.pi.gov.br/. O início da vacinação em Teresina está condicionado ao recebimento das doses do imunizante.

A vacina a ser aplicada será a versão pediátrica do imunizante da Pfizer/Comirnaty, em duas doses – com intervalo de oito semanas entre a primeira e segunda dose. “As crianças que completarem 12 anos entre a primeira e a segunda dose devem completar o esquema vacinal com a vacina Pfizer/Comirnaty pediátrica”, informa Emanuelle Dias, coordenadora da campanha de vacinação em Teresina.

No momento da vacinação será necessário apresentar CPF ou Cartão do SUS e uma comprovação da comorbidade e/ou deficiência permanente. Os pais ou responsáveis devem estar presentes manifestando sua concordância com a vacinação.  Em caso de ausência de pais ou responsáveis, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de assentimento assinado por eles.

Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde (FMS), faz um apelo para que pais e responsáveis não deixem de vacinar seus filhos. “Esses dois anos de pandemia têm demonstrado que as pessoas vacinadas têm a Covid de forma mais moderada ou leve ou mesmo assintomática, evitando a possibilidade de uma forma grave que pode levar ao óbito. Por isso, estejam atentos ao regramento e não deixem de levar as crianças”, diz.

FMS realiza campanha Janeiro Roxo para alertar sobre a hanseníase

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realiza atividades de capacitação, controle e divulgação da hanseníase neste mês, em que é realizada a campanha Janeiro Roxo. O objetivo da campanha nacional é conscientizar as pessoas sobre a prevenção à hanseníase, identificação de casos e o tratamento.

Desde o último dia 4 até esta sexta (14) acontece o treinamento e mobilização de agentes comunitários de saúde nas ações de controle da hanseníase na Zona Norte: UBS Memorare, zona Sul: UBS Francílio Almeida (Angelim) e Irmã Dulce, zona Sudeste: UBS Parque Poty e zona Leste:  UBS Vila Bandeirante. De 19 a 27 terá a Avaliação de Contatos Domiciliares de Hanseníase nessas mesmas UBS.

Dia 28 acontece na avenida Frei Serafim, a Blitz H, com distribuição de panfletos com o tema Cuide da pele. Não esqueça da hanseníase. Também como parte da programação a ponte Estaiada estará iluminada na cor roxa, no período de 17 a 22 de janeiro e no último final de semana nos dias 29 e 30

Sobre o atendimento a pacientes diagnosticados com hanseníase, o presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, explica que é disponibilizada a medicação. “Quando uma pessoa é diagnosticada com hanseníase é feita a distribuição da medicação nas UBS e tem acompanhamento até o fim do tratamento”, diz.

Sobre a hanseníase
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, o bacilo de Hansen, com o aparecimento de manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato que atinge a pele e os nervos, principalmente dos braços, mãos, pernas e pés.

O contágio ocorre de uma pessoa doente, que ainda não recebeu tratamento, para outra sadia por meio das vias respiratórias, através da fala, tosse ou espirros. Não se pega Hanseníase por saudações sociais como abraço e aperto de mão e a partir do início do tratamento medicamentoso, a pessoa não transmite mais a doença.

PMT

Como solicitar a mudança do nome social

Em 2014 a Resolução CEPEX Nº056 entrou em vigor na Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Ela assegura o uso do nome social nos atos do controle acadêmico na forma disciplinada.

Desde então, a UESPI passa a realizar esse processo através do Protocolo Acadêmico.

Para tirar as principais dúvidas acerca da mudança de nome social, a Assessoria de Comunicação da UESPI (ASCOM/UESPI) disponibiliza informações sobre o procedimento de solicitação.

Confira o que você precisa saber:

1- Quando posso solicitar a mudança? 

O(a) aluno(a) poderá requerer, a qualquer tempo, por escrito a inclusão do seu nome social nos documentos escolares internos e, posteriormente, se for caso, a sua exclusão.

2- Quem pode realizar a solicitação?

Na resolução, que já está em vigor, fica assegurado o uso do nome social aos travestis e transsexuais nos registros, documentos e atos do controle acadêmico.

3- Como realizar o procedimento? 

Na página do Protocolo online baixe o “Formulário do aluno”, imprima o documento; preencha, digitalize e envie para o e-mail: protocoloacademico@preg.uespi.br com uma cópia do RG anexado.

É importante salientar que o aluno deve marcar a opção natureza da solicitação em “outros” e redigir nas observações a justificativa de suas solicitações.

4- Após a mudança, onde o nome social constará? 

O uso do nome social requerido pelo(a) aluno(a) constará no Diário de Classe, Históricos escolares, Certidões, Atestados, Portarias e Declarações, acompanhado do nome civil.

Nos documentos de identificação estudantil, no endereço de correio eletrônico e nome de usuário em sistema de informática, constará apenas o nome social. Já nos Diplomas e Certificados deverá constar apenas o nome civil.

Além disso,  na solenidade de colação de grau, a outorga de grau será realizada mediante o nome social, sem fazer menção ao nome civil devendo constar apenas na ata o nome civil acompanhado do nome social.

5- Em média, quanto tempo demora para a alteração ser feita?

Após o envio da solicitação, o estudante deve aguardar em média três dias para que a mudança seja efetivada.

Confira a resolução completa:

Resolução CEPEX Nº056- nome social

UESPÍ

Homem foi assassinado a tiros às margens da BR 316, no povoado Pinto, em Timon

Populares acionaram agentes de trânsito de Timon no começo da manhã desta sexta-feira (14) após encontrarem homem morto às margens da BR 316, no povoado Pinto. As suspeitas iniciais eram de que o homem havia sofrido um acidente de trânsito.

Ao chegarem ao local, os agentes de trânsito descobriram que o homem havia sido morto não por atropelamento e sim por disparos de arma de fogo.

A perícia do Instituto de Criminalística de Timon e a polícia civil foram acionados para acompanhar a ocorrência.

Até o fechamento desta matéria as autoridades policiais não haviam identificado ainda a vítima.

FONTE: ELIAS LACERDA

Mototáxi de 52 anos morre em acidente entre carro e moto na BR-343

Uma colisão transversal entre motocicleta e carro deixou um homem morto e outro ferido na na noite da última quinta-feira (13/01), na BR-343, em Parnaíba, litoral do Piauí. A vítima é um mototáxi identificado como  Antônio Veras Carneiro.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolveu o veículo Ford Ranger , cujo condutor não foi localizado, e a motocicleta Honda / NXR150 Bros.

O condutor da motocicleta, de 52 anos, morreu no local e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML) e um passageiro, homem de 26 anos, teve ferimentos leves, foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda).

Os policiais estiveram no local e verificaram que o veículo Ranger adentrava no loteamento Caminho da Alvorada, não respeitando preferencial da motocicleta, que vinha na rodovia em sentido oposto.

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INSS suspende temporariamente perícias médicas

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu temporariamente a realização de perícias médicas do Programa de Revisão de Benefícios por Incapacidade. As perícias são necessárias para revisão do benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. A suspensão se deu em virtude do aumento de casos de covid-19 no país.

A suspensão vale para perícias marcadas desde o dia 12 de janeiro deste ano. A portaria conjunta do INSS e do Ministério do Trabalho foi publicada nesta quinta-feira (13). Segundo o ministério, as perícias suspensas serão remarcadas para o segundo semestre, e o INSS comunicará aos segurados a nova data.

Os segurados afetados pela suspensão das perícias continuarão recebendo os benefícios normalmente.

A portaria manteve o atendimento para os casos de mutirões de realização de perícia médica que já estavam previamente programados e com viagens definidas no âmbito da Subsecretaria da Perícia Médica Federal.

O Brasil vem registrando uma curva acentuada no aumento dos casos de covid-19. Dados de ontem (12) do Ministério da Saúde registraram 87.471 casos de covid-19 em apenas 24 horas (https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-01/covid-19-brasil-tem-874-mil-casos-e-133-mortes-em-24-horas). Há uma semana (5), o número de diagnósticos positivos foi 27.267, três vezes menor do que o registrado na quarta-feira. Já o último dia de 2021 registrou 10.282 casos de covid-19 no Brasil em 24 horas.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

TCE-PI suspende compra de livros no valor de R$ 6,5 milhões

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), por meio de medida cautelar (TC-19374/2021),  suspendeu o processo de compra de 100 mil exemplares do livro “Teresina Educativa”, de autoria de Braulino Teófilo Filho no valor total de R$ 6,5 milhões de reais, sem licitação, pela Secretaria Municipal de Educação de Teresina (SEMEC). O relator do processo foi o conselheiro Kléber Eulálio.

O conselheiro acatou a denúncia feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (SINDSERM), determinou a imediata suspensão do contrato da aquisição dos livros até que o procedimento investigatório seja finalizado. Caso seja comprovado desvio de finalidade dos recursos do FUNDEB, será aplicada multa.

Na decisão, o conselheiro também solicitou esclarecimento sobre os critérios utilizados pela Secretaria Municipal de Educação de Teresina para a aquisição de um lote tão expressivo da obra e qual a relevância do “Teresina Educativa” para ser utilizado na rede municipal de ensino.

O relator determinou “suspensão do processo aberto pela SEMEC, especialmente do pagamento da referida compra, até o completo esclarecimento dos fatos, na forma do que vem sendo apurado pelo TCE-PI, de modo a evitar eventuais lesões ao erário e danos irreparáveis à educação e à cultura de Teresina”.

A medida cautelar também determina a citação do prefeito municipal de Teresina, José Pessoa Leal e do Secretário de Educação do Município de Teresina, Nouga Cardoso Batista para que se manifestem em um prazo de até 15 dias. 

O contrato foi firmado com a empresa BP Comércio e Serviços de Edição de Livros Ltda, nome de fantasia formato 2 Editora- CNPJ 17.506.689/0001-23. Os livros iriam compor os acervos bibliográficos das Escolas Municipais da Secretaria Municipal de Educação, de ensino Fundamental de 1º a 9º anos.

Ministro diz que vacinação infantil contra covid-19 será monitorada

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (13) que a campanha de imunização infantil contra covid-19 será monitorada para identificar possíveis reações adversas às vacinas. No entanto, o ministro ponderou que a vacina da Pfizer já foi aplicada em milhões de crianças em outros países e não tem apresentado problemas.

Chegaram hoje (13) no Aeroporto de Viracopos, no interior paulista, 1,24 milhão de doses da vacina contra a covid-19 para crianças do laboratório norte-americano Pfizer. O carregamento é o primeiro de três lotes que devem chegar ao Brasil até o fim do mês. Até o fim de março, o governo federal espera receber 20 milhões de doses de vacinas pediátricas.

A aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos foi autorizada em dezembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo federal incluiu, na semana passada, o público dessa faixa etária na campanha de vacinação contra a covid-19.

Queiroga destacou que, apesar de recentes, essas vacinas têm sido aplicadas nos principais sistemas de saúde do mundo. “Essa aplicação começou no mês de novembro, sobretudo nos Estados Unidos. Mais de 8 milhões de doses foram aplicadas nos Estados Unidos, nas crianças de 5 a 11 anos, e não têm sido notificados eventos adversos maiores. Portanto, até o que sabemos, no momento, existe segurança atestada não só pela Anvisa, mas por outras agências regulatórias, para aplicação dessas vacinas”, disse, ao receber o primeiro lote de vacinas contra a covid-19 para crianças, no centro do distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).

Variantes

Queiroga também destacou que a vacinação dos brasileiros contra a covid-19 deixa o país preparado para enfrentar a variante Ômicron do coronavírus e outras que possam surgir no futuro. “Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, tem mais possibilidades, de passar pela variante Ômicron e outras variantes que surjam desse vírus que tem uma grande capacidade de gerar mutações”, afirmou.

Redução de mortes e internações

Queiroga destacou a importância da vacinação para evitar internações e agravamento da doença. “Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são de indivíduos não vacinados”, enfatizou. “Nós assistimos no Brasil, nos últimos seis meses, queda muito significativa de óbitos, fruto das políticas públicas e da campanha de vacinação”, acrescentou.

Por isso, o ministro pediu para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose ou a de reforço para que procurem os pontos de imunização. “É necessário reafirmar a orientação para aqueles que não tomaram a segunda dose ou a dose de reforço, que procurem a sala de vacinação para completar o esquema de vacinal”, ressaltou.

Veja transmissão da TV Brasil:

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Brasil recebe primeiro lote de vacinas contra covid-19 para crianças

© Alex Sandro/TV Brasil

Chegaram ao Brasil, às 4h45 desta quinta-feira (13), as primeiras vacinas contra covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos. Remessa com 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer foi descarregada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (São Paulo).

O lote será distribuído a estados e municípios para iniciar a aplicação. A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. A remessa é a primeira de três que serão enviadas ao país.

Segundo o Ministério da Saúde, durante o primeiro trimestre devem chegar ao Brasil quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças. Em fevereiro, a previsão é que sejam entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.

Na semana passada, o ministério anunciou a inclusão dos imunizantes pediátricos no plano de operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a pasta, a criança deve ir aos postos de vacinação acompanhada dos pais ou responsáveis ou levar uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações.

A distribuição será feita na seguinte proporção (confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado):

Região Centro-Oeste (8,17%)

Distrito Federal – 1,30%

Goiás – 3,55%

Mato Grosso do Sul – 1,47%

Mato Grosso – 1,85%

Região Sudeste (39,18%)

Espírito Santo – 1,93%

Minas Gerais – 9,02%

Rio de Janeiro – 7,49%

São Paulo – 20,73%

Região Sul (13,17%)

Paraná – 5,25%

Rio Grande do Sul – 4,73%

Santa Catarina – 3,19%

Região Nordeste (28,43%)

Alagoas – 1,77%

Bahia – 7,07%

Ceará – 4,42%

Maranhão – 4,02%

Paraíba – 1,89%

Pernambuco – 4,80%

Piauí – 1,62%

Rio Grande do Norte – 1,67%

Sergipe – 1,17%

Região Norte (11,05%)

Acre – 0,57%

Amazonas – 2,77%

Amapá – 0,55%

Pará – 4,99%

Rondônia – 0,93%

Roraima – 0,38%

Tocantins – 0,86%

FONTE: AGÊNCIA BRASIL