Dinorah Santana, primeira mulher de Daniel Alves, sua agente e sócia nos negócios e mãe de seus dois filhos, visitou novamente o jogador de 39 anos no centro penitenciário Brians 2, em Barcelona.
Ao deixar a cadeia, ela foi questionada por jornalistas sobre as diferentes versões que o jogador, preso preventivamente por suposta agressão sexual contra uma mulher de 23 anos, deu à Justiça.
“Não perguntei a ele sobre as versões porque sabemos que ele é inocente. Não há dúvidas sobre isso. Tanto seus filhos quanto eu acreditamos em sua inocência”, disse Dinorah, repetindo o que já havia comentado em visitas passadas.
A ex-mulher de Daniel Alves afirmou que o jogador está “forte” e “aguentando bem” o período de reclusão. Ele está preso num quarto minúsculo desde 20 de janeiro.
Dinorah contou que o motivo da visita foi a vida escolar dos seus filhos, revelando ainda que os meninos têm vivido momentos difíceis com a ausência do pai.
“Dani Alves tem família e muitas vezes nem tudo que se fala é verdade. Isso é uma coisa que pesa muito na vida das crianças”, afirmou. “Sou mãe, e quando a criança sofre, a mãe sofre também. Seu que tudo vai ficar bem, com certeza”, disse Dinorah. O jogador teve um pedido de soltura negado pela Justiça.
CASO DANIEL ALVES
Daniel Alves teve a prisão decretada no dia 20 de janeiro. Ele foi detido ao prestar depoimento sobre o caso de agressão sexual contra uma mulher na madrugada do dia 30 de dezembro.
O Ministério Público pediu a prisão preventiva do atleta de 39 anos, sem direito à fiança, e a titular do Juizado de Instrução 15 de Barcelona acatou o pedido, ordenando a detenção.
A acusação se refere a um episódio que teria ocorrido na casa noturna Sutton, em Barcelona, na Espanha.
O atleta, que defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar, teria trancado, agredido e estuprado a denunciante em um banheiro da área VIP da casa noturna, segundo o jornal El Periódico. Ela procurou as amigas e os seguranças da balada depois do ocorrido.
A equipe de segurança da casa noturna acionou a polícia catalã (Mossos d’Esquadra), que colheu depoimento da vítima. Uma câmera usada na farda de um policial gravou acidentalmente a primeira versão da vítima sobre o caso, corroborando o que foi dito por ela no depoimento oficial.
A mulher também passou por exame médico em um hospital. Daniel Alves foi embora do local antes da chegada dos policiais.
Segundo a imprensa espanhola, a contradição no depoimento do lateral-direito foi determinante para o Ministério Público do país pedir a prisão e a juíza aceitar.
No início de janeiro, o jogador deu entrevista ao programa “Y Ahora Sonsoles”, da Antena 3, em que confirmou que esteve na mesma boate que a mulher que o acusa, mas negou ter tocado na denunciante sem a anuência dela e disse que nem a conhecia.
No depoimento, porém, de acordo com os meios de comunicação da Espanha, o atleta afirmou que esteve com a mulher, mas sem ato sexual.
Posteriormente, admitiu ter feito sexo, mas alegou que a relação foi consentida.
Segundo a rádio Cadena SER, imagens da vigilância interna do local confirmam que Daniel Alves ficou 15 minutos com a mulher no banheiro. Material coletado encontrou vestígios de sêmen tanto internamente quanto no vestido da denunciante.
No dia 14 de fevereiro, o o Tribunal de Barcelona rejeitou o pedido de liberdade provisória do jogador citando risco de fuga ao Brasil por causa de sua capacidade econômica. O Pumas, do México, anunciou que o contrato de trabalho de Daniel Alves com o clube foi rompido por justa causa.
Neymar não joga mais na atual temporada da Europa. O atacante da seleção vai passar por cirurgia no tornozelo direito e ficará afastado do futebol por até quatro meses, segundo o Paris Saint-Germain (FRA).
Como o Campeonato Francês e a Champions League terminam em maio, ele não terá tempo para jogar nesses torneios.
Segundo o departamento médico do clube, Neymar precisa da cirurgia para recuperar o ligamento e evitar que o problema se repita no futuro.
“Todos os especialistas consultados confirmaram a necessidade”, disse o PSG em nota.
A operação será feita em Doha, capital do Qatar. O PSG pertence ao fundo soberano do país, controlado pela família real.
Neymar torceu o tornozelo em 20 de fevereiro, em partida contra o Lille, pelo Campeonato Francês. A preocupação é com as repetidas contusões no mesmo local. Ele teve problema parecido na Copa do Mundo e não atuou diante da Suíça e Camarões, na fase de grupos.
Foi realizada nesta segunda-feira (6/3) a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) para apresentação de estratégias de combate ao discurso de ódio e ao extremismo. Trata-se de uma iniciativa do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, estruturada junto a outros representantes do governo federal, além de pesquisadores e ativistas. Neste primeiro momento, prevê-se um cronograma em três etapas: diagnóstico, proposição de medidas e elaboração do relatório final.
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“Nós precisamos fazer com que o combate ao discurso de ódio e ao extremismo se torne uma política de Estado. Que esse seja o início de uma construção política das mais relevantes, de uma prática política calcada na teoria e que não se distancie da prática. Que esse seja o início de um trabalho que traga políticas públicas efetivas”, disse Silvio Almeida.
O ministro também reforçou que a atuação do Grupo de Trabalho não deve ter postura punitivista ou de regulação da mídia ao longo da atuação. Para o gestor, o grupo deve primar por atuação educativa e propositiva.
O GT deve discutir, em encontros semanais, diversos eixos temáticos, entre os quais estão temas como intolerância religiosa, discurso de ódio na internet, racismo, xenofobia, violência contra mulheres, misoginia, LGBTfobia e violência política.
Manuela d’Ávila (PCdoB), que foi vice de Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial de 2018, preside o GT. “Juntos e juntas representamos, talvez, um esforço do Brasil para refletir sobre esse processo de crescimento do ódio e, também, para buscarmos um caminho para enfrentá-lo. É preciso resultar em um padrão de sociedade em que ela mesma refute o discurso de ódio”, afirmou a ex-deputada.
Além de Silvio Almeida, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania foi representado pela chefe de gabinete Marina Lacerda; a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat; o assessor especial de Comunicação Social, Ruy Conde; a coordenadora-geral da Assessoria de Comunicação Social do MDHC, Tatiana Cochlar; a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Isadora Brandão; a assessora especial de Assuntos Internacionais, Clara Solon; e a assessora especial de Participação Social e Diversidade, Anna Karla Pereira, que participou em formato virtual.
A parte da população Yanomami que ainda não tinha recebido o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo 2022 começou a ser visitada nesta segunda-feira (6/3) em uma operação pontual de coleta de dados que vai finalizar o trabalho iniciado em agosto em outros territórios da etnia. O trabalho agora é em áreas de acesso complexo. Segundo o IBGE, a operação, que deve durar 30 dias em 169 aldeias em Roraima e três no Amazonas, foi montada em uma ação articulada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, junto aos ministérios da Saúde, da Defesa, da Justiça e Segurança Pública, dos Povos Indígenas e da Casa Civil, além do Estado-Maior das Forças Armadas.
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De acordo com a coordenadora do Censo de Povos e Comunidades Tradicionais, Marta Antunes, em agosto, a coleta na Terra Indígena Yanomami começou nas aldeias e comunidades onde havia acesso terrestre ou fluvial e até por caminhada. Em setembro, com cooperação da Funai, foi possível avançar com o uso de aeronaves de pequeno porte em locais que dependiam de “transporte aéreo em asas fixas”. “Hoje estamos com 50% das aldeias coletadas em toda a Terra Indígena Yanomami, ou seja, das 549 aldeias, a gente já completou o recenseamento em 150 aldeias do Amazonas e 211 aldeias de Roraima, com 16 aldeias em andamento do recenseamento no estado de Roraima”, informou à Agência Brasil.
De acordo com a coordenadora, estava sendo aguardada a chegada dos helicópteros por meio da ação interministerial que envolveu os ministérios do Planejamento, dos Povos Indígenas, da Justiça e Segurança Pública e da Defesa. “Com esse apoio, a PRF e a Polícia Federal vão operar as aeronaves, os helicópteros que vão permitir a gente terminar a coleta nas 172 aldeias que estão pendentes de finalização. Até o momento, nós já coletamos 21,6 mil pessoas indígenas residindo na Terra Yanomami. Cerca de 10 mil no Amazonas e mais de 11,5 mil em Roraima”, completou.
Em uma matéria publicada no site do IBGE, a ministra Simone Tebet destacou o simbolismo de terminar a coleta do Censo 2022 com povos originários. “O IBGE vai contar quantos Yanomami nós somos. Sim, porque, historicamente, é de nós que estamos falando. Quão bonito é poder dizer que o censo brasileiro vai terminar onde tudo começou, com os povos indígenas, o povo Yanomami”, observou a ministra.
Ao todo estarão envolvidas 17 equipes compostas por recenseadores do IBGE, guias indicados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e intérpretes. Em alguns casos, poderá haver acompanhamento de agentes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Os recenseadores de atuação em terras indígenas passaram por um dia adicional de treinamento para reforçar a forma de abordagem das lideranças locais, que respondiam aos questionários aplicados nestes territórios.
Povo indígena de recente contato
“Todos os recenseadores que adentram a terra Yanomami têm um treinamento específico de adaptação metodológica de algumas questões que precisam ser trabalhadas de forma diferenciada com apoio do guia institucional e do guia intérprete, em particular as perguntas sobre mortalidade, considerando que a etnia Yanomami não nomeia as pessoas que faleceram. São algumas adaptações e questões que são alvo de treinamento específico para que os nossos agentes cheguem o mais preparados possível para essa interação com o povo indígena de recente contato, como é o caso da população Yanomami”, revelou a coordenadora.
Marta Antunes lembrou que Censo Demográfico é a única pesquisa que vai a todos os lugares do território nacional brasileiro onde há pessoas residindo e, por isso, permite uma ampla cobertura do território nacional. No caso dos indígenas, vai coletar dados do total dessa população no país que reside dentro e fora das suas terras, de acordo com as etnias e as línguas indígenas faladas por esses povos. “É uma pesquisa muito importante porque nos dá o total populacional de cada grupo indígena no recorte territorial onde ele reside, dentro das terras, dentro das aldeias”, afirmou.
Segundo a coordenadora, os dados do censo serão divulgados por diferentes recortes territoriais da terra indígena, por unidade da federação e ainda os recortes habituais das divulgações censitárias por município, unidades da federação e Brasil. “Com a finalização do censo, vai ser possível dar o total da população dentro e fora das terras indígenas para esses recortes. Os demais dados sociais, demográficos, econômicos, de infraestrutura das aldeias e de acesso a saneamento nas aldeias sobre etnias e línguas serão alvo de um cronograma de divulgação adentrando os próximos anos 2023 e 2024 quando todos os dados estarão disponibilizados”, contou.
Ainda conforme a coordenadora, para iniciar o Censo 2022 nas terras indígenas, o IBGE precisou fazer um planejamento que começou em 2016 para a construção de uma cartografia censitária adequada à realidade dos povos indígenas, que incluiu informações da Funai, da delimitação das terras indígenas, para identificar dentro e fora das terras os grupamentos de domicílios com indígenas, utilizando uma série de registros administrativos. O trabalho contou ainda com informações do Censo 2010 e do Censo Agropecuário 2017. Além disso, uma inovação foi estabelecer um procedimento de consulta livre prévia esclarecida junto às lideranças das associações indígenas.
Abordagem em agrupamento indígena
Outro avanço foi o novo questionário, que pela primeira vez tem abordagem em agrupamento indígena. “Esse questionário vai nos dizer a idade e o sexo das lideranças por aldeia, como estão os acessos a recursos naturais nessas aldeias tanto hídricos quanto de insumo para a alimentação, como em está a infraestrutura de educação, de saúde das aldeias, quais são os hábitos e práticas, se nas escolas tem ensino das matérias em língua indígena ou em português, ou bilíngue, se tem acesso à merenda escolar, se tem material didático, em relação à saúde a gente vai saber se tem o agente indígena de saúde e agente de saneamento visitando essas aldeias com regularidade e qual é a regularidade da visita da equipe multidisciplinar de saúde indígena”, detalhou.
Para a coordenadora, por ser um retrato dos povos indígenas, a pesquisa é muito importante para a definição de políticas públicas, principalmente em situações de emergência como é o caso atual dos Yanomami. “As informações sobre quantos são, onde residem, quais as idades, divisão por sexo, isso é essencial para que todos os órgãos, todos os agentes que estão operando nessa grande articulação para resolver a situação dos Yanomami, possam se organizar”, pontuou.
“Uma série de informações que são importantes para as políticas públicas, para o conhecimento da realidade e do modo de viver e das condições em que se encontram os povos indígenas brasileiros. A gente tem ainda todas as informações que 2010 já inovou com uma série de detalhamentos possíveis por etnias e língua indígena falada”, observou.
Apuração Na terça-feira passada (28/2), o IBGE encerrou a cobertura da coleta domiciliar do Censo Demográfico. Segundo o instituto, ao todo, foram recenseadas 189.261.144 pessoas (91%), considerando a prévia da população divulgada em 28 de dezembro de 2022. A etapa de apuração dos dados começou no dia 1º de março e compreende os trabalhos de análise dos dados do censo, a serem realizados pelo Comitê de Fechamento do Censo (CFC). “Essas tarefas implicam alguns retornos a campo, ou seja, alguns domicílios ainda vão receber visitas de recenseadores ou supervisores. A divulgação dos primeiros resultados do Censo Demográfico está prevista para o final de abril”, informa o IBGE em seu site.
Neste final de semana aconteceu na cidade de Ribeirão Preto (SP) a 1ª etapa da Copa Brasil de Paraciclismo. O Piauí teve dois representantes – Eduardo Hipólito e Mikaeli Araújo e os dois participaram e subiram ao pódio em suas provas. Eduardo conquistou dois ouros e Mikaeli uma prata e um bronze. Os atletas lutam para somar o máximo de pontos no ranking nacional e assim entrar no radar da confederação mirando o ciclo olímpico Paris-24.
Fotos: Divulgação CBC
O atleta Eduardo Hipólito, natural da cidade de Picos subiu ao lugar mais alto do pódio na Copa do Brasil de Paraciclismo que aconteceu no último final de semana em Ribeirão Preto (SP). O piauiense ficou com dobradinha de ouros no peito nas provas de resistência e contrarrelógio. Os resultados foram extremamente importantes, pois distribuem pontos no ranking nacional e internacional.
“Graças a deus conseguimos mais uma medalha de ouro. Muito feliz com os resultados obtidos e vamos agora para Indaiatuba participar pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Pista. Se deus permitir iremos levar mais algumas medalhas para minha cidade de Picos e para o meu Piauí”, escreveu o atleta em suas redes sociais.
Fotos: Divulgação CBC
Outra representante do estado do Piauí, Mikaeli Araujo, da cidade de Pedro II conseguiu duas medalhas – prata e bronze, após os dois dias de competição no interior de São Paulo. No sábado (4), Mikaeli foi a pista para disputar a prova contrarrelógio em que terminou em 2° lugar. Na prova de resistência a piauiense garantiu a 3ª colocação.
“As provas foram realizadas no Parque Olho D’agua e exigiram muita força física e foco por causa do percurso que era curto, porém muito técnico devido as curvas e retomadas. Tudo isso pensando em perder o menor tempo possível”, narrou Mikaele, em suas redes sociais.
Os dois atletas ainda não retornaram para o estado, pois entre os dias 8 e 12 de março irão disputar o Campeonato Brasileiro de Pista, que acontece em Indaiatuba (SP).
A Diretoria de Vigilância Sanitária do Piauí (Divisa) realizou na última sexta-feira (03), com seus profissionais, a capacitação sobre o perfil sanitário. O objetivo era harmonizar as atividades desenvolvidas pelos fiscais, capacitar os novos profissionais que passaram a integrar à Divisa este ano e dar cumprimento das atividades contidas no Plano de Ação 2023.
A programação iniciou com o acolhimento da diretora da Divisa, Tatiana Chaves, seguida de dinâmica e aula expositiva dialogada. Na ocasião, os fiscais foram orientados sobre as características, papel de um fiscal sanitário, atributos pessoais, comportamento durante uma inspeção, entre outros pontos relevantes para a condução adequada de uma inspeção sanitária.
A inspeção sanitária constitui atividade essencial exercida pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), tendo em vista sua função de fiscalizar os estabelecimentos sujeitos à ação de vigilância sanitária. Seu objetivo principal é verificar e fazer cumprir os requisitos de Boas Práticas e demais determinações previstas na legislação sanitária vigente aplicável aos estabelecimentos, de forma a coibir práticas que possam apresentar riscos à saúde individual e coletiva.
“Foi um momento produtivo, onde destacamos também sobre o relacionamento do inspetor com os demais membros da equipe de trabalho, a comunicação efetiva e eficaz fornecendo feedback das ações, ou seja, assuntos que os profissionais precisam ter conhecimento para que as inspeções ocorram em harmonia com o que é estabelecido pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária”, destacou Tatiana Chaves.
A capacitação ocorreu de modo presencial e transmitida via online para os Centros Regionais de Saúde do Trabalhador (CEREST’s Regionais). “As capacitações terão continuidade no decorrer do ano, conforme planejamento da DIVISA, com abordagem de outros temas relevantes e de interesse para todos os profissionais do órgão”, finalizou a diretora.
Os gestores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) reuniram-se na tarde desta segunda-feira, (06), para planejar parcerias para inovação na gestão pública. A intenção é usar a ciência e a tecnologia, em parceria com outras instituições de pesquisa, para criar soluções inovadoras.
O secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira, recebeu o presidente da FAPEPI, professor João Xavier, para discutir sobre esse e outros temas.
Foto: Reprodução
“Inicialmente, viemos fazer uma visita de cortesia ao secretário Washington Bandeira e tratar como a FAPEPI pode se colocar ao lado do esforço que a Secretaria está empreendendo para aumentar o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Então, nós nos colocamos à disposição. Temos algumas ações que começaram a ser desenhadas, como envolver as universidades e o Instituto Federal em proposições e soluções por meio da ciência, tecnologia e inovação para as necessidades do serviço público, em particular a Seduc”, disse João Xavier.
Antônio Amaral, superintendente de Educação Básica da Seduc, afirma que já existe um projeto desenhado com a FAPEPI, que vai ser desenvolvido com a superintendência. “A FAPEPI e a SEDUC estão alinhando um acordo de cooperação para um programa de recomposição de aprendizagens onde a FAPEPI vai atuar no pagamento de bolsa formador para professores da educação básica”, finaliza.
O clássico entre Flamengo e Vasco, neste domingo (6/3), no Maracanã, ficou marcado por briga generalizada entre as torcidas antes e depois do encontro, que acabou com oito feridos dando entrada no Hospital Municipal Souza Filho e a morte de Bruno Macedo dos Santos, baleado no bairro de São Cristóvão, próximo a São Januário. A diretoria do clube rubro-negro repudiou as lamentáveis cenas e chamou os envolvidos de “criminosos.” O Vasco também condenou a violência.
Além de torcedores com armas de fogo, muitos ainda foram flagrados com pedaços de pau, barras de ferro e pedras. Foram apreendidas muitas bombas caseiras e rojões, em arsenal que sugeria uma guerra entre facções.
“O Flamengo não compactua com qualquer tipo de violência e lamentamos profundamente que episódios desta natureza ainda ocorram no ambiente do futebol”, trouxe nota do clube. “Esses criminosos não representam nossa instituição centenária e não podem ser considerados torcedores.”
O clube ainda se colocou à disposição da Justiça do Rio e a Polícia Militar para ajudar na identificação e prisão dos envolvidos em mais uma cena de selvageria entre torcidas. Dois envolvidos seguem internados em estado grave.
“O clube está à disposição dos órgãos competentes para colaborar com o que for necessário. Destacamos novamente que o Clube de Regatas do Flamengo é contra toda forma de violência, por qualquer motivação, dentro ou fora dos estádios. Prezamos a paz e a segurança de todos.”
O Vasco também repudiou a violência, mas evitou condenar os envolvidos. “O Vasco da Gama lamenta profundamente e repudia a violência ocorrida nas ruas da cidade do Rio de Janeiro antes e depois do clássico, disputado na noite do último domingo, no Maracanã”, afirmou o clube. “Em um momento de profissionalismo no futebol, é inadmissível que ainda nos deparemos com cenas desse tipo e que vão contra o real sentido do esporte.”
O Bradesco conseguiu na Justiça de São Paulo decisão favorável para bloquear os bens dos integrantes do Conselho Fiscal da Americanas como forma de garantia da dívida contraída pela varejista. Semana passada, em ação semelhante, o banco não conseguiu bloquear os bens dos membros do Conselho de Administração da varejista.
Fachada de loja da Americanas- Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo
O embate entre os bancos e a Americanas começou após a revelação das “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões reveladas em janeiro pelo então presidente Sergio Rial. Além de Bradesco, Itaú, Safra, BTG e Santander vêm entrando na justiça contra a Americanas, que está em recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 40 bilhões.
Na decisão do Tribunal de São Paulo, o magistado Mario Chiuvite Júnior, ao explicar a decisão, disse que, a não proibição da alienação de bens por parte do Conselho Fiscal, pode “acarretar grave dano ao exercício dos direitos” do autor do processo, o Bradesco. O juiz lembra ainda que a “quantia significativa – R$ 5,1 bilhões – corria o risco de não ser paga”.
No site da Americanas, de acordo com relatório de 2021, o Conselho Fiscal era composto por Carlos Alberto de Souza, Pedro Carvalho de Mello e Peter Edward Cortes Marsden Wilson. Os três já estavam em seu 11º mandato eleitos pelos acionistas controladores e ordinaristas (ON, com direito a voto).
Uma fonte disse que a Americanas deve recorrer da decisão da Justiça de São Paulo.
Nas duas últimas semanas, o Bradesco também vem tentando seguir com a busca e apreensão de emails na sede da varejista como forma de criar prova antecipada, mas foi impedido por decisão do Superior Tribunal Federal (STF).
Procurada, a Americanas esclarece que “a decisão proferida em procedimento de protesto judicial não impede a alienação de bens e ativos pelos membros do Conselho Fiscal da Companhia, mas apenas torna pública a existência do referido protesto”.
Um idoso de 74 anos foi resgatado de uma fazenda de café no município de Bueno Brandão, no Sul de Minas. João, como é conhecido, vivia em situação análoga a escravidão há pelo menos 40 anos.
João, como é conhecido, vivia em situação análoga a escravidão há quase 40 anos em uma fazenda de café de Bueno Brandão (Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação)
O mineiro estava alojado em uma casa rústica com iluminação precária e sem higiene, sem portas evitando a entrada de animais silvestres, dormindo sobre espuma velha de colchão, e consumindo água diretamente da torneira, sem qualquer processo de purificação.
A operação ocorreu entre os dias 24 e 30 de janeiro e foi coordenada por Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho. Ao BHAZ, o auditor do trabalho Filipe Nascimento, que participou do resgate, disse ter sido profundamente marcado por tudo o que viu.
“O lugar em que estava era muito bonito para passear, você olha os casebres e não imagina que tinha um senhor que trabalha lá dentro em situações degradantes. Quando ele nos contou que vivia ali há 40 anos, aquilo me tocou muito. Ele poderia ser o pai de qualquer um de nós”, comenta ele.
Trabalhador era ridicularizado
O idoso, que possui deficiência visual e cognitiva, trabalhava unicamente em troca de comida, sem receber nenhum tipo de remuneração. O trabalhador não era pago pelos trabalhos que era ordenado a executar na fazenda, em que capinava os pastos, cultivava café e tratava dos brejos junto a porcos.
“Por sua condição cognitiva, ele não tomava banho, não sabia o dia da semana que era, não sabia quem era o presidente do país. O proprietário alegou que João era da família, mas ele definitivamente não era. Ele era tratado como uma propriedade, um bicho, era ridicularizado por todos que estavam ali e chegou a ser apelidado de ‘João do Brejo’”, explica.
João foi resgatado após passar mal e ser levado a um posto de saúde da região. Como ele não apresentou nenhum documento, o médico desconfiou da situação e acionou a assistência social, que teve dificuldade de acessar o local em que o trabalhador vivia.
‘Não tinha dimensão da falta de dignidade’
Às autoridades, o proprietário da fazenda conta que o trabalhador em condição de vulnerabilidade e reduzido às condições de trabalho degradante havia chegado à fazenda quase quatro décadas atrás vagando pelos campos, já sempre fazendo afirmações desconexas, e foi aproveitado para tratar inicialmente dos brejos junto aos porcos do terreno.
O fazendeiro possui passagem pela polícia pelos crimes de furto, interceptação e porte ilegal de armas. Após ser resgatado, João foi submetido a avaliação médica e atualmente reside na casa de repouso Recanto Santa Luzia, em Bueno Brandão.
“Ele não tinha nenhuma dimensão da falta de dignidade que era imposta a ele. Não é nenhum exagero falar que ele não tem sonhos mais distantes que um animal de estimação tem”, lamenta o auditor Filipe.
O mineiro estava alojado em uma casa rústica com iluminação precária e sem higiene, sem portas evitando a entrada de animais silvestres, dormindo sobre espuma velha de colchão, e consumindo água diretamente da torneira, sem qualquer processo de purificação.
A operação ocorreu entre os dias 24 e 30 de janeiro e foi coordenada por Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, vinculados à Secretaria de Inspeção do Trabalho. Ao BHAZ, o auditor do trabalho Filipe Nascimento, que participou do resgate, disse ter sido profundamente marcado por tudo o que viu.
“O lugar em que estava era muito bonito para passear, você olha os casebres e não imagina que tinha um senhor que trabalha lá dentro em situações degradantes. Quando ele nos contou que vivia ali há 40 anos, aquilo me tocou muito. Ele poderia ser o pai de qualquer um de nós”, comenta ele.
Trabalhador era ridicularizado
O idoso, que possui deficiência visual e cognitiva, trabalhava unicamente em troca de comida, sem receber nenhum tipo de remuneração. O trabalhador não era pago pelos trabalhos que era ordenado a executar na fazenda, em que capinava os pastos, cultivava café e tratava dos brejos junto a porcos.
“Por sua condição cognitiva, ele não tomava banho, não sabia o dia da semana que era, não sabia quem era o presidente do país. O proprietário alegou que João era da família, mas ele definitivamente não era. Ele era tratado como uma propriedade, um bicho, era ridicularizado por todos que estavam ali e chegou a ser apelidado de ‘João do Brejo’”, explica.
João foi resgatado após passar mal e ser levado a um posto de saúde da região. Como ele não apresentou nenhum documento, o médico desconfiou da situação e acionou a assistência social, que teve dificuldade de acessar o local em que o trabalhador vivia.
‘Não tinha dimensão da falta de dignidade’
Às autoridades, o proprietário da fazenda conta que o trabalhador em condição de vulnerabilidade e reduzido às condições de trabalho degradante havia chegado à fazenda quase quatro décadas atrás vagando pelos campos, já sempre fazendo afirmações desconexas, e foi aproveitado para tratar inicialmente dos brejos junto aos porcos do terreno.
O fazendeiro possui passagem pela polícia pelos crimes de furto, interceptação e porte ilegal de armas. Após ser resgatado, João foi submetido a avaliação médica e atualmente reside na casa de repouso Recanto Santa Luzia, em Bueno Brandão.
“Ele não tinha nenhuma dimensão da falta de dignidade que era imposta a ele. Não é nenhum exagero falar que ele não tem sonhos mais distantes que um animal de estimação tem”, lamenta o auditor Filipe.
João vive agora em uma casa de repouso da cidade (Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação)