O protesto teve início às 10h desta sexta-feira (10), na frente do Hospital Getúlio Vargas.
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Entidades representativas da categoria de Enfermagem promovem, nesta sexta-feira (10), uma greve nacional. A paralisação ocorre em protesto acerca do impasse que envolve o piso salarial da enfermagem.
Em Teresina, o protesto teve início às 10h, na frente do Hospital Getúlio Vargas, na Avenida Frei Serafim, Centro (Sul). A concentração iniciou por volta das 8h e não tem horário para encerrar.
O Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Senatepi) está a frente do movimento grevista na capital piauiense.
O impasse em torno do benefício se estende desde o ano passado, quando o Congresso Nacional avalizou a criação do piso salarial nacional para a categoria. À época das discussões ainda preliminares, senadores e deputados já questionavam de onde sairia a verba destinada a financiar a medida.
De acordo com a Lei nº 14.434, aprovada pelo Congresso Nacional, o valor do piso para enfermeiros é de R$ 4.750. Da quantia, 70% é destinado aos técnicos de enfermagem, e 50%, aos auxiliares de enfermagem e parteiras.
O piso foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento do ministro Roberto Barroso, autor da decisão, foi de que a criação do piso sem uma fonte de recursos garantida levaria a demissões no setor e colocaria em risco a prestação de serviços de saúde.
Nesta sexta-feira (10) os motoristas e cobradores das empresas de ônibus Emtracol, Transfácil, Cidade Verde e Taguatur, que operam na região Sudeste de Teresina, decidiram paralisar as atividades. Isso porque ainda não receberam o pagamento dos salários atrasados que lhes são devidos.
Os trabalhadores são pagos quinzenalmente, com 40% no dia 20 e 60% no dia 5, e as empresas não cumpriram o último pagamento / Reprodução
A paralisação começou às 4h e se estendeu até as 9h, e os trabalhadores se reuniram para decidir a continuidade dela. Os trabalhadores são pagos quinzenalmente, com 40% no dia 20 e 60% no dia 5, e as empresas não cumpriram o último pagamento.
Cláudio Gomes explicou que as empresas alegam que estão esperando repasse da prefeitura, e alguns trabalhadores não querem voltar a trabalhar até mesmo após o início da greve prevista para a próxima segunda-feira.
Cláudio Gomes ressaltou como os atrasos nos pagamentos e os baixos salários têm consequências graves para a saúde dos trabalhadores. “Eles estão adoecendo, e muitos precisam de ajuda de psicólogos por causa das dificuldades para arcar com as contas de casa.
E o cobrador, que tem contato direto com a empresa, sabe que ela desconta os salários em apenas dois dias de trabalho. Estamos revoltados e não aguentamos mais”, explicou.
O Sintetro se reuniu com o secretário de Governo, Michel Saldanha, na última terça-feira (7), para tentar chegar a um acordo sobre a crise no transporte público, mas sem sucesso. Dessa forma, a convocação de greve geral para o próximo dia 13 segue em vigor.
Apenas 30% dos ônibus vão circularem na segunda-feira. “Até agora, a greve está mantida. Se surgirem novidades até o final do dia de hoje, pode ser possível reunir a categoria no sábado para fazer uma assembleia.
Assim, ouviríamos a opinião dos trabalhadores sobre deflagrar ou não a greve, mas não houve ainda nenhuma negociação para suspender a paralisação”, disse o representante sindical.
NOTA DO SETUT
O SETUT informa que até o momento não tem confirmação bancária de que foram transferidos repasses financeiros para as empresas.
A entidade esclarece que segue junto ao Sintetro buscando soluções efetivas e viáveis para a resolução dos problemas do setor, alinhando com a Prefeitura de Teresina.
Uma equipe técnica do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou na última segunda e terça-feira, uma abordagem social em alguns pontos na cidade de Esperantina.
A ação teve o objetivo de identificar pessoas que vivem em situação de rua, obtendo informações e levando acolhimento humanizado para, posteriormente, a gestão traçar políticas de proteção socioassistencial àqueles que se encontram nesta situação de vulnerabilidade social.
A Coordenadora do CREAS, Mara Fontenele esteve acompanhando a ação. “A política social é direito de todos, e estamos aqui para garantir a sua efetividade”, afirma.
É importante ressaltar que a legislação brasileira não permite o acolhimento compulsório.
Prédio da nova unidade está localizado na região da grande Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina.
Prefeitura de Teresina
A Prefeitura Municipal de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas (SAAD Norte), inauguraram na última quarta-feira (8), mais uma unidade do Serviço Florescer. O serviço atende integralmente às mulheres em situação de vulnerabilidade social, residentes em Teresina e suas crianças, na faixa de um a dois anos e onze meses. O prédio da nova unidade está localizado na região da grande Santa Maria da Codipi, zona Norte da capital.
Nas unidades são oferecidas oficinas profissionalizantes, auxílio à saúde mental, empoderamento e desenvolvimento às mulheres, além das atividades educacionais destinadas às suas crianças. “É um presente para as mulheres da capital neste Dia Internacional da Mulher, o 8 de Março”, destaca a secretária Karla Berger. “Com isso, a Prefeitura de Teresina reafirma o compromisso e cuidado com aquelas que mais precisam de assistência social na cidade”, finaliza.
A nova unidade será a quinta sede do serviço na capital beneficiando cerca de 120 crianças e não possui limite de vagas para mulheres. As inscrições para acesso ao serviço ainda serão divulgadas. A nova sede do Florescer, implementada na segunda maior região da cidade, terá os serviços que levam acolhimento e proteção às mulheres em situações de vulnerabilidade e que passam por situações de violência em Teresina.
O novo espaço conta com uma estrutura moderna, composto de salas amplas, banheiros, cozinha, área recreativa, projetado para oferecer o suporte necessário para as mulheres e crianças beneficiadas pelo serviço.
Em funcionamento, ao todo, estão o Florescer Norte, Florescer Sudeste, Florescer Salobro, na zona Rural de Teresina, Florescer Sul e, agora, o Florescer Norte II.
Mais de 120 profissionais já se apresentaram e foram designados para unidades de ensino.
Será no dia 13 de março o início das aulas na Rede Municipal de Teresina. E para garantir que todas as turmas tenham professor em sala de aula, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) está realizando a lotação dos professores temporários, que devem substituir docentes afastados por licença.
Mais de 120 profissionais já se apresentaram e foram designados para unidades de ensino, onde atuarão em turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental, incluindo áreas como inglês e educação física. Também estão sendo contratados auxiliares pedagógicos, com o objetivo de somar à organização didática e metodológica das atividades educacionais.
“Todos os esforços estão concentrados em assegurar um ano letivo de qualidade, com os recursos necessários para que os alunos possam seguir o ritmo escolar que planejamos”, disse o secretário municipal de Educação, professor Nouga Cardoso.
Outro ganho do início do ano letivo é a chamada de quase 200 novos auxiliares de apoio à inclusão, que vão acompanhar alunos com deficiências matriculados na Rede, de forma a apoiar a execução de suas atividades da rotina escolar.
Nesta quinta-feira (9), a Prefeitura de Água Branca realizou mais uma edição do tradicional Mutirão de Limpeza pelas ruas da cidade. A ação, que contou com a participação do prefeito Júnior Ribeiro e com a colaboração de toda a gestão municipal, visa conscientizar a população acerca do combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela.
As equipes da Prefeitura percorreram os principais bairros da cidade, realizando visitas em residências, quintais e terrenos, eliminando locais de proliferação do mosquito. A ação faz parte da campanha Água Branca Livre da Dengue.
O secretário municipal de Saúde, Amilton Feitosa da Silva, alertou que o combate ao Aedes aegypti é um dever de todos.
“O prefeito Júnior Ribeiro, a vice-prefeita Marinalva Chaves e toda a gestão municipal está fazendo a sua parte e queremos que a população também contribua nesse combate. É importante estar atento para possíveis locais com água parada que podem se tornar possíveis criadouros, como vasos de planta, galões de água, garrafas plásticas, piscinas, caixas d’água, cisternas e até pequenos recipientes”, ressaltou.
A cajuína é uma bebida brasileira, produzida e consumida no Nordeste do país, com destaque para o Piauí, o Ceará e o Maranhão. Tradicional do Piauí, a cajuína se tornou Patrimônio Cultural Brasileiro justamente pela ligação que possui com a cultura piauiense. Os fazeres e práticas da bebida, ligados à socialização das famílias, são considerados bens culturais pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
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Para entender mais dessas práticas de feitura da bebida, entrevistamos Francisco Brito, produtor da Cajuína FB, que explicou todas as etapas do processo que a bebida passa, além do simbolismo da cajuína e da sua relação com o produto.
Segundo o produtor, ele começou a produzir a bebida em 2018 para aproveitar o excesso de caju produzido para a produção de castanha. O pedúnculo servia para alimentar os animais e o resto era descartado. Foi quando surgiu a ideia de aproveitar o pedúnculo para fazer a bebida, que, inicialmente, tinha a pretensão de servir para o consumo da família, mas com o passar do tempo e o aumento da produção a família decidiu comercializar o produto.
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“A cajuína está conectada totalmente com o Piauí, porque a cajuína se tornou patrimônio cultural no estado, que é referência na produção da bebida”, afirma.
Atualmente, Francisco Brito atende os municípios piauienses de Teresina, Altos e Campo Maior; já no Maranhão, ele atende os municípios de Timon, Coelho Neto e Matões. E o trabalho começa bem cedinho, pois ele frisa que é importante colher os cajus no tempo mais ameno.
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Etapas da produção:
1) Primeiro, a família colhe o caju; 2) Em seguida, o caju é lavado; 3) Depois, é triturado ou prensado para a extração do suco do caju; 4) Feito esse processo, o material é misturado com uma substância chamada gelatina, que serve para cortar a bebida (que é o processo de clarificação); 5) Depois, o produto é filtrado para separar o líquido do bagaço; 6) Até que, finalmente, é engarrafado, e a garrafa é tampada; 7) Por último, a bebida é colocada em banho-maria, que demora de 4 a 5 horas de cozimento; 8) Depois que passa pelo resfriamento, a garrafa está pronta para ser rotulada.
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) vai participar do III Congresso das Cidades, evento promovido pelo grupo de comunicação Cidade Verde e que, neste ano, discutirá a transformação digital na gestão pública. Uma reunião para os primeiros acertos sobre a participação do Tribunal aconteceu na manhã da última terça-feira (7), no gabinete da Presidência, entre o presidente da Corte, conselheiro Kennedy Barros, e o presidente da empresa, Jesus Tajra Filho. A jornalista Cláudia Brandão, membro do Grupo Cidade Verde, também participou do encontro.
Segundo o conselheiro Kennedy, o tema do evento vai ao encontro do que o Tribunal vem praticando, que é a integração com os gestores públicos para oferecer orientação. Ele vai proferir uma palestra, ao lado de técnicos do TCE-PI, sobre a nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021), que entra em vigor a partir de abril deste ano, e, também, sobre Previdência Municipal. O congresso ocorrerá na primeira semana de junho.
“O nosso Tribunal já possibilita que o cidadão, o controlador social, possa acessar links em nosso site, que permite o acompanhamento de todas as licitações no Estado e nos municípios; que permite, no ícone da ouvidoria, encaminhar alguma denúncia; que permite acompanhar o andamento das obras. As nossas Sessões Plenárias, por exemplo, são transmitidas, ao vivo, na internet. O controlador social pode e deve participar”, afirma Kennedy Barros.
Segundo Jesus Filho, vários setores da gestão pública podem ser contemplados com mais informações sobre a transformação que o ambiente digital propicia aos administradores públicos, dentre eles, a avaliação de desempenho, as licitações, o acompanhamento de obras e a própria previdência. “O Piauí não chegou a ser um Estado desenvolvido na indústria, mas, pode dar um salto na tecnologia. Do lado do TCE, podemos ter uma orientação permanente para fazer as coisas acontecerem”, disse.
Na tarde de quarta-feira (8) o deputado foi anunciou a construção de um novo estádio na cidade de Altos, à 38km de Teresina. O novo estádio terá recursos destinados pelo deputado Warton Lacerda (PT) e também do governo do estado e as obras devem iniciar ainda esse ano. De acordo com deputado, que também é presidente da Associação Atlética de Altos uma das intenções é que o clube possa voltar a mandar seus jogos na terra natal.
“Um estádio do estado para a cidade de Altos. Capacidade para cinco mil pessoas, iluminação de led, drenagem, irrigação automática, campo sintético, telão de led. A área externa toda pavimentada e isso será construído na cidade de Altos. O Recurso já está assegurado. Recurso destinado pelo deputado Warton Lacerda, logico com parceria com o governo do estado. Quero agradecer ao nosso governador Rafael Fonteles que entendeu a mensagem”, explicou Warton Lacerda.
O Altos nos últimos três anos manda suas partidas na capital Teresina devido ao fato que o estádio Felipe Raulino, o Felipão, que é responsabilidade da Prefeitura de Altos não está mais em condições de receber partidas oficiais. Todos os laudos irregulares desde 2020.
“Que a gente faça um compromisso aqui de no Campeonato Piauiense de 2024 o Altos possa jogar em Altos de onde nunca deveria ter saído”, afirmou o deputado e presidente do Altos, Warton Lacerda.
A equipe do Altos atualmente manda seus jogos na capital, no Lindolfo Monteiro ou Albertão. O time disputa o Campeonato Piauiense e também está na Série C do Brasileiro, que começa no mês de maio.
O Ministério da Educação (MEC) abriu consulta pública para avaliação e reestruturação da política nacional de ensino médio. A portaria foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União e dá prazo de 90 dias para as manifestações, com possibilidade de prorrogação.
A consulta será implementada por meio de audiências públicas, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais com estudantes, professores e gestores escolares sobre a experiência de implementação do novo ensino médio nos 26 estados e Distrito Federal.
As ações serão coordenadas pelo MEC, por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), com a colaboração do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais e Distrital de Educação (Foncede) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).
Após o prazo de manifestações, a Sase terá 30 dias para elaborar o relatório final a ser encaminhado ao ministro da Educação, Camilo Santana.
De acordo com o MEC, o objetivo da consulta é “abrir o diálogo com a sociedade civil, a comunidade escolar, os profissionais do magistério, as equipes técnicas dos sistemas de ensino, os estudantes, os pesquisadores e os especialistas do campo da educação para a coleta de subsídios para a tomada de decisão do Ministério da Educação acerca dos atos normativos que regulamentam o novo ensino médio”.
A atual política de ensino médio foi aprovada por lei em 2017, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e evitar que os estudantes abandonem os estudos.
A implementação ocorre de forma escalonada até 2024. Em 2022, ela começou pelo 1º ano do ensino médio com a ampliação da carga horária para pelo menos cinco horas diárias. Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a sete horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos.
Com o novo modelo, parte das aulas será comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está dar ênfase, por exemplo, às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, vai depender da capacidade das redes de ensino e das escolas.
Em 2023, a implementação segue com o 1º e 2º anos e os itinerários devem começar a ser implementados na maior parte das escolas. Em 2024, o ciclo de implementação termina, com os três anos do ensino médio.
No início desta semana, entidades de trabalhadores da educação se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a revogação da política. Na semana passada, em nota, o MEC reconheceu que houve falta de diálogo no processo que levou à promulgação da lei do novo ensino médio e anunciou a criação de um grupo de trabalho para reunir todos os setores educacionais interessados em discutir o andamento do novo ensino médio.