Medida quer facilitar convênios para viabilizar avanços científicos e técnicos para o Piauí.
Palácio de Karnak
Um projeto de lei ordinária foi encaminhado à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) propondo a regulamentação do intercâmbio entre as instituições estaduais de ensino superior, de pesquisa científica e tecnológica e de inovação. Com a medida, o governo do estado pretende fomentar a modernização do estado através de pesquisa científica realizada nas instituições de ensino superior.
De acordo com o governo do estado, a nova lei visa transformar o Piauí em um polo de inovação na região Nordeste, uma vez que, as indefinições existentes na legislação estadual que trata sobre o tema impedem as universidades, faculdades e agências de fomento de fechar parcerias que viabilizem a pesquisa científica e a troca de experiência entre as instituições.
A proposta adequa as relações entre as instituições estaduais de ensino superior, de pesquisa científica e tecnológica, de inovação e fundações de apoio diante da pertinência de se regulamentar essas relações no âmbito estadual.
O governador, Rafael Fonteles, afirmou que a falta de uma legislação específica para reger os acordos de parceria e fomento da ciência tem causado dúvidas e prejuízos, devido a má compreensão do papel realizado pelas instituições em colaborar com a administração pública.
A proposta autoriza as instituições estaduais de ensino superior e demais instituições científicas, tecnológicas e de inovação a celebrarem convênios, contratos, acordos de parceria e termos de cooperação por tempo determinado, com fundações credenciadas que foram instituídas com a finalidade de apoiar projeto de ensino, pesquisa extensão, desenvolvimento institucional científico e tecnológico, estímulo à inovação, inclusive na gestão administrativa e financeira necessária à execução desses projetos.
O Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (Iaepi) lidera um movimento de sensibilização pelo fim dos lixões no Piauí. Representantes do órgão têm percorrido os principais municípios do estado informando sobre as proibições impostas pela legislação e estimulando a formação de consórcios para implantação de usinas de tratamento de resíduos sólidos, alternativa considerada mais viável para descarte do lixo, assegurando a proteção ao meio ambiente e o cumprimento da lei.
“Pretendemos sensibilizar e conscientizar todos os 224 municípios com essa nossa ação. Mostrar aos prefeitos que no planeta não se enterra mais lixo. Aterro urbano é proibido por lei. O novo marco regulatório não permite mais” destaca o diretor-geral Iaepi, Magno Pires.
Mais de 40 municípios piauienses já assinaram termos de cooperação técnica com o Instituto de Águas e Esgotos, permitindo a assessoria do órgão para a extinção dos lixões. O Marco do Saneamento Básico estabeleceu prazos para o fechamento desse tipo de dispositivo: até 2022 para municípios com mais de 100 mil habitantes; até 2023 para cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes; até 2024 para capitais e áreas metropolitanas, assim como municípios com população inferior a 50 mil moradores.
A proposta do Iaepi é que o lixo produzido pela população piauiense seja destinado a usinas biomecânicas de tratamento e instaladas em municípios estratégicos geograficamente. Nela, o material descartado, normalmente enterrado nos lixões, é transformado em produtos diversos, prontos para serem novamente utilizados. “A indústria recebe, processa o lixo e ainda devolve royalties ao município. A empresa fabrica telhas, tijolos, cano de irrigação, meio-fio, paralelepípedo, gás, biogás e fertilizantes, material útil para diversas atividades”, detalha Pires.
O modelo de usina indicado é o de uma empresa alemã com expertise na atividade, tendo plantas distribuídas em 158 países e 8 no Brasil. Cada unidade tem capacidade para processar 100 toneladas de lixo por dia. O investimento para implantação é de R$ 18 milhões, com prazo de construção estimado entre 8 e 12 meses. O funcionamento da usina gera 80 empregos diretos e 80 indiretos.
O diretor-presidente do Iaepi explicou que as prefeituras não teriam gastos extras para a implantação da usina. O custo segue o que já está previsto nos orçamentos municipais, relativos à coleta e transporte do lixo ao ponto de despejo. A usina disponibilizaria pontos de transbordo para receber o lixo daqueles municípios mais distantes das usinas.
Cerca de 75 prefeitos já foram procurados pelo Iaepi. O município de Piripiri lidera num grupo com, aproximadamente, 15 cidades da região, que avançam para a formação do primeiro consórcio no estado para este fim. O Governo do Estado oferece apoio para elaboração dos estudos exigidos para implantação das usinas.
No dia 4 de abril é a vez de São João do Piauí sediar um encontro para discutir o tema. Prefeitos de 33 cidades da região serão convidados a assinar o acordo de cooperação técnica com o Iaepi e aderir à carta compromisso para formação do consórcio. O instituto já promoveu eventos semelhantes em outras cidades-polo como Picos, Valença, Uruçuí e Oeiras. O objetivo é alcançar todos os territórios de desenvolvimento do Piauí. O Instituto Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação Co2 Zero é parceiro do Iaepi neste evento.
O prefeito de Água Branca, Júnior Ribeiro, está participando da 24ª edição da Marcha dos Prefeitos, que ocorre entre os dias 27 e 30 de março, em Brasília. A marcha, considerada o maior evento político da América Latina, reúne gestores municipais para discutir demandas, buscar melhorias e recursos para os municípios.
“Esse é o maior evento político do nosso país e a principal mobilização municipalista do ano, com grande alcance junto aos poderes constituídos e lideranças nacionais. Certamente, é uma grande oportunidade para apresentar as demandas de Água Branca e reivindicar apoio para o atendimento das nossas pautas prioritárias”, diz o prefeito.
Além de participar das atividades da marcha, que é organizada pela Confederação Nacional de Municípios, Junior Ribeiro tem realizado visitas aos Ministérios e ao Congresso Nacional, a fim de obter apoio para demandas específicas de Água Branca. Ele pretende aproveitar a participação na Marcha dos Prefeitos para fortalecer o diálogo e estabelecer parcerias estratégicas, garantindo o avanço de projetos e a melhoria dos serviços públicos oferecidos à população aguabranquense.
“A nossa participação nesse evento é estratégica e mostra como é importante o contato pessoal com a União para agilizar a tramitação de recursos, aprovações e temas de interesse direto do Município. Queremos buscar recursos para avançar no cumprimento das nossas metas de gestão”, finaliza o gestor.
O governador Rafael Fonteles assinou nesta segunda-feira (27), no Palácio de Karnak, contrato para liberação de linha de Crédito Rural no valor de R$ 1.100.000,00, por meio da Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado (Piauí Fomento). Os recursos beneficiarão 71 produtores de 14 municípios em oito territórios, com a finalidade de fortalecer as atividades produtivas rurais do estado.
Na solenidade, o governador afirmou que priorizar os micro e pequenos empreendedores do campo e da cidade é um dos principais focos da gestão. “Isso se faz com crédito facilitado, barato e também com assistência técnica”, disse o governador, que garantiu, na ocasião, mais do que dobrar os recursos de capital na Piauí Fomento.
Segundo o governador, os 71 contratos assinados vão fomentar as atividades de ovinocaprinocultura, cajucultura, suinocultura, apicultura e as cadeias produtivas do estado. Em breve, voltaremos novamente para um evento semelhante, com empreendedores da cidade que têm suas lanchonetes, pequenos comércios, salão de beleza e lojas de cosméticos. São pessoas que desejam empreender e precisam de capital de giro e investimentos em máquinas, em ampliações de sede para aumentar a produção e gerar mais emprego”, disse o governador, destacando o envolvimento das prefeitos e do terceiros setor para que o estado tenha capilaridade nessa política de crédito. Ele ressaltou ainda que os convênios são cada vez mais essenciais para beneficiar as pessoas que já atuam em povoados, assentamentos, comunidades tradicionais. Na ocasião, ele garantiu que a Piauí Fomento vai dobrar os recursos em 2023, disponibilizando R$ 25 milhões em crédito para apoiar os micro e pequenos empreendedores.
O diretor-presidente da Piauí Fomento, Feliphe Araújo, destacou a importância de investir nas pessoas que mais precisam para que elas possam ter uma renda para ter uma vida digna. “Temos uma meta ousada de geração de emprego e mão de obra no estado e esse crédito vai impactar na elevação de renda das pessoas e mais qualidade de vida para os piauienses”, disse.
Feliphe Araújo informou que está buscando parcerias. “Hoje temos acordos com o Ministério do Turismo e estamos buscando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste (BNB) e, inclusive, com organismos multilaterais, como o Banco Mundial. para que possamos trazer esses recursos e disponibilizar, de forma simplificada e acessível, a fim de que os produtores e empreendedores rurais e urbanos possam contratar essas linhas de crédito com taxas mais baratas”, disse.
Para o diretor da Piauí Fomento, o objetivo não é o lucro da instituição, mas o desenvolvimento dos negócios dos pequenos empreendedores. “Hoje a Piauí Fomento é a instituição que tem a menor taxa de juros no mercado piauiense. Na área rural, a taxa é 5% ao ano e no setor urbano, 1,8% ao mês, disse.
Solenidade de liberação de crédito rural pela agência Piauí Fomento (Fotos: Gabriel Paulino)
Solenidade de liberação de crédito rural pela agência Piauí Fomento (Fotos: Gabriel Paulino)
O Instituto de Águas e Esgotos do Piauí (Iaepi) lidera um movimento de sensibilização pelo fim dos lixões no Piauí. Representantes do órgão têm percorrido os principais municípios do estado informando sobre as proibições impostas pela legislação e estimulando a formação de consórcios para implantação de usinas de tratamento de resíduos sólidos, alternativa considerada mais viável para descarte do lixo, assegurando a proteção ao meio ambiente e o cumprimento da lei.
“Pretendemos sensibilizar e conscientizar todos os 224 municípios com essa nossa ação. Mostrar aos prefeitos que no planeta não se enterra mais lixo. Aterro urbano é proibido por lei. O novo marco regulatório não permite mais” destaca o diretor-geral Iaepi, Magno Pires.
Mais de 40 municípios piauienses já assinaram termos de cooperação técnica com o Instituto de Águas e Esgotos, permitindo a assessoria do órgão para a extinção dos lixões. O Marco do Saneamento Básico estabeleceu prazos para o fechamento desse tipo de dispositivo: até 2022 para municípios com mais de 100 mil habitantes; até 2023 para cidades com população entre 50 mil e 100 mil habitantes; até 2024 para capitais e áreas metropolitanas, assim como municípios com população inferior a 50 mil moradores.
A proposta do Iaepi é que o lixo produzido pela população piauiense seja destinado a usinas biomecânicas de tratamento e instaladas em municípios estratégicos geograficamente. Nela, o material descartado, normalmente enterrado nos lixões, é transformado em produtos diversos, prontos para serem novamente utilizados. “A indústria recebe, processa o lixo e ainda devolve royalties ao município. A empresa fabrica telhas, tijolos, cano de irrigação, meio-fio, paralelepípedo, gás, biogás e fertilizantes, material útil para diversas atividades”, detalha Pires.
O modelo de usina indicado é o de uma empresa alemã com expertise na atividade, tendo plantas distribuídas em 158 países e 8 no Brasil. Cada unidade tem capacidade para processar 100 toneladas de lixo por dia. O investimento para implantação é de R$ 18 milhões, com prazo de construção estimado entre 8 e 12 meses. O funcionamento da usina gera 80 empregos diretos e 80 indiretos.
O diretor-presidente do Iaepi explicou que as prefeituras não teriam gastos extras para a implantação da usina. O custo segue o que já está previsto nos orçamentos municipais, relativos à coleta e transporte do lixo ao ponto de despejo. A usina disponibilizaria pontos de transbordo para receber o lixo daqueles municípios mais distantes das usinas.
Cerca de 75 prefeitos já foram procurados pelo Iaepi. O município de Piripiri lidera num grupo com, aproximadamente, 15 cidades da região, que avançam para a formação do primeiro consórcio no estado para este fim. O Governo do Estado oferece apoio para elaboração dos estudos exigidos para implantação das usinas.
No dia 4 de abril é a vez de São João do Piauí sediar um encontro para discutir o tema. Prefeitos de 33 cidades da região serão convidados a assinar o acordo de cooperação técnica com o Iaepi e aderir à carta compromisso para formação do consórcio. O instituto já promoveu eventos semelhantes em outras cidades-polo como Picos, Valença, Uruçuí e Oeiras. O objetivo é alcançar todos os territórios de desenvolvimento do Piauí. O Instituto Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação Co2 Zero é parceiro do Iaepi neste evento.
O prédio da Estação Ferroviária de Teresina, inaugurado em 1926, passará por sua primeira reforma mais ampla este ano. Além da restauração, a estrutura passará a abrigar a sede da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Piauí e terá um espaço reservado para exposições de artefatos e pesquisas arqueológicas desenvolvidas no Parque Nacional da Serra da Capivara.
“O prédio principal vai abrigar a sede do Iphan, mas também terá um espaço cultural para exposições permanentes e temporárias. Temos vínculo com o Parque Nacional da Serra da Capivara e com a Niede Guidon, com quem já trabalhei. Temos esse compromisso de fazer um setor para mostrar ao teresinense a relevância do parque”, explicou Fábio Ferreira, superintendente estadual do Iphan.
O investimento, de aproximadamente R$ 11 milhões, é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por uma empresa de distribuição de energia após danificar sítios arqueológicos no estado. “O processo existe desde 2013, após essa empresa ter causado um dano em sítios arqueológicos. Essa restauração é uma espécie de compensação por esse dano, ocorrido em 2013”, disse o gestor patrimonial.
Uma empresa do Rio de Janeiro, que já realizou trabalhos semelhantes em prédios históricos de outras cidades do país, foi contratada para executar os serviços de reforma e restauração do prédio, tombado em 2013 pelo Iphan por conta do seu valor arquitetônico e importância histórica para Teresina e o Piauí.
“A Estação Ferroviária de Teresina representa a abertura da cidade para o mundo, pois ela se ligava a São Luís. Nessa época o Brasil funcionava com navegação de cabotagem, então quando as pessoas queriam ir para outro lugar precisavam pegar o barco em São Luís ou Fortaleza. Nosso primeiro ramal foi Teresina São Luís, depois abriu para Parnaíba, Fortaleza e hoje ela é usada como transporte urbano”, pontuou Fábio Ferreira.
Após a reforma, a Estação também exibirá obras de arte de artistas de renome nacional como Píndaro Zerbinatti, Afrânio Pessoa Castelo Branco, Fátima Campos, Mestre Dezinho, Nonato Oliveira, Ivan Serpa e outros que integram o acervo do antigo Banco do Estado do Piauí (BEP) que foi doado ao Iphan do Piauí.
“Todo esse acervo vai poder ser visto pela comunidade, pelas pessoas que o visitam o local. Outro aspecto importante, é que a Estação Ferroviária de Teresina vai ficar integrada com o Parque da Cidadania. Então a pessoa vai estar passeando e vai poder ver uma exposição cultural permanente ou temporária. A ideia é essa”, pontuou o superintendente do órgão.
O prédio
Além de um dos principais cartões postais de Teresina, o conjunto da estação é considerado patrimônio histórico, econômico, cultural e social do Piauí e do Brasil. O prédio caracteriza-se como um dos mais expressivos espaços ferroviários e pelo estilo eclético, ornamentado em madeira lavrada. O telhado de duas águas é coberto com telhas do tipo Marselha. A fachada exibe o ano da inauguração (1926) e o nome da cidade, que na época era grafado “Theresina”.
Reprodução
Rebaixamento do cruzamento
A Estação Ferroviária fica próxima ao cruzamento das avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa. Por conta do grande fluxo de veículos e congestionamentos, a Prefeitura de Teresina anunciou recentemente que irá executar uma obra de rebaixamento da via para desafogar o trânsito naquela região. A iniciativa, porém, foi alvo de questionamentos de pesquisadores e especialistas em patrimônio público.
Apesar disso, o superintendente do Iphan no Piauí garante que não há qualquer impacto negativo do rebaixamento na estrutura do prédio. “Não compromete, inclusive já ali um rebaixamento. Aquilo já é um rebaixamento para linha férrea, agora vai ser o rebaixamento para linha rodoviária. O que vai acontecer é que a concepção desse projeto deve valorizar a Estação, essa é a ideia”, destacou Fábio Ferreira.
O projeto de rebaixamento do cruzamento das avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa foi discutido pela equipe técnica do Iphan e representantes da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) no ano passado.
Conquista simbólica
Professor da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) nas áreas de antropologia e arqueologia, Fábio Ferreira está no comando da Superintendência do Iphan no Piauí desde 2015. Enfrentando uma doença degenerativa, precisa de um suporte ventilatório para conseguir respirar, falar e sobreviver. Para ele, a reforma e restauração da Estação Ferroviária de Teresina se tornou uma das mais importantes conquistas da sua gestão.
“É uma doença muito complicada. Ela atrofia os músculos, é uma espécie ELA. A primeira musculatura que foi afetada em mim foi o diafragma, que é responsável pela respiração, então uso esse suporte respiratório. Estou com esse cabresto na venta e escapando. A média de vida é de três a cinco anos, eu já tirei quatro. Minha missão foi cumprida, esse era um dos objetivos. Quando tomei posse, fizemos a comemoração na Estação e hoje, quase oito anos depois, estamos comemorando essa vitória, que não é só minha. Fizemos outras coisas, mas a grande o grande feito isso”, concluiu o superintendente.
O PAA tem um importante papel na garantia da segurança alimentar para a população, além de incentivar e fortalecer a produção da agricultura familiar.
Reprodução
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já beneficiou milhares de produtores da agricultura familiar no Piauí, gerando emprego, renda e garantindo a comida na mesa. De acordo com levantamento feito pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), desde sua criação (em 2003) o PAA envolveu 39 mil produtores piauienses, produzindo mais de 38 mil toneladas de alimentos e beneficiando 22 mil instituições.
O PAA tem um importante papel na garantia da segurança alimentar para a população, além de incentivar e fortalecer a produção da agricultura familiar, uma vez que os produtos adquiridos são distribuídos gratuitamente às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade, através de instituições de assistência social.
A previsão com o relançamento do programa, realizado na última quarta-feira (22), é que o programa tenha um papel estratégico para mudar, mais uma vez, a realidade socioeconômica da população brasileira. Isso porque, de acordo com pesquisa realizada pela Rede PENSSAN, os domicílios rurais tiveram mais dificuldade de acesso ao alimento do que aqueles em áreas urbanas.
A pesquisa também mostra que entre os domicílios rurais, a agricultura familiar sofreu maior impacto da crise econômica, mas foi especialmente afetada com a redução de políticas públicas, como o PAA, voltadas para o pequeno produtor. Durante a epidemia da Covid-19, os agricultores tiveram ainda dificuldade de comercialização dos produtos, o que resultou no agravamento da insegurança alimentar no campo.
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) divulgou um novo Processo Seletivo, de âmbito nacional, com 4.382 vagas e a formação de cadastro reserva para jovens aprendizes no Programa de Aprendizagem. Esta seleção tem como objetivo a ocupação de vagas nos cursos de Assistente Administrativo ou Logística.
De acordo com o edital, há oportunidades no Piauí sendo somente três vagas para Parnaíba, mais três vagas para Floriano e 49 para Teresina. Dentro do quantitativo de vagas acima mencionado, encontram-se as reservadas para candidatos que se enquadrem nos itens especificados no edital.
As inscrições serão realizadas, exclusivamente via internet, no site do Correios, a partir do dia 27 de março de 2023 e vão até 21 de abril do mesmo ano. Não será cobrada taxa de participação.
SAIBA MAIS
Podem se inscrever estudantes que tenham entre 14 e 21 anos completos, no ato da contratação, salvo as exceções previstas na legislação e regulamento vigentes; esteja cursando, no mínimo, o 9º ano do Ensino Fundamental; esteja matriculado e frequentando a escola (caso não tenha concluído o Ensino Médio); e que não tenha sido contratado anteriormente como jovem aprendiz e/ou mantido vínculo empregatício com os Correios.
A primeira fase de seleção se dará mediante a somatória de pontos referentes aos seguintes quesitos:
Renda familiar mensal;
Idade (Art. 53 do Decreto N.º 9.579/2018);
Instituição de ensino (Art. 66 §5º inciso VII do Decreto N.º 9.579/2018);
Participação em programas sociais previstos no edital (Art. 66 §5º incisos I a V do Decreto N.º 9.579/2018).
Logo após, os candidatos serão convocados para a segunda etapa: comprovação de requisitos de classificação. Também haverá pré-admissional e contratação. Todas estas fases terão caráter eliminatório.
A jornada de aprendizagem do programa será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, totalizando, no mínimo, 800 horas.
Este Processo Seletivo terá a validade de um ano, contado a partir da data de sua homologação, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.
Rafael Fonteles entregou pavimentação asfáltico do aeródromo, de rodovias e visitou a reforma do Ceti Cônego Cardoso.
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O governador Rafael Fonteles esteve, na última sexta-feira (24), no município de Castelo do Piauí para a inauguração de obras estruturantes para a região e visitou a reforma do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Cônego Cardoso.
A primeira inauguração foi da pavimentação asfáltica de mais um aeródromo. Realizada pela Setrans, a obra está avaliada em R$ 2.412.667,38. “A pavimentação asfáltica dessa pista é de suma importância para o desenvolvimento econômico de nossa região e também para possíveis resgates do Samu aéreo”, ressaltou o prefeito de Castelo do Piauí, Magno Soares.
Em seguida, o governador inaugurou a 1ª etapa das obras da “PI do Cânion”, com pavimentação asfáltica com extensão de 47,6 km, no subtrecho compreendido entre Castelo do Piauí ao Povoado Enjeitado, no Cânion do Poti. “Essa obra vai beneficiar toda a região de modo a facilitar o escoamento das produções locais, bem como levando o progresso por meio do turismo. Castelo do Piauí e Buriti dos Montes contam com uma das mais belas paisagens naturais do estado, que é o Cânion do rio Poti. E essa rodovia vai facilitar isso”. Inicialmente está sendo inaugurada a pavimentação asfáltica de 16 km da rodovia. O valor total da obra, que está 40% concluída, é de R$ 34.667.555,22, oriundo do Tesouro Estadual (R$ 17.235.695,221) e do BRB Rodovias II (R$ 17.431.860,00).
Para o secretário estadual do Turismo, Pablo Santos, as obras da rodovia e do aeródromo são essenciais para atrair investimento privados para a região e para o desenvolvimento do turismo do Cânion do Poty. “Não basta apenas o estado entrar com o suporte financeiro e de infraestrutura, é importante a iniciativa do setor privado também para que haja o desenvolvimento da região e do Piauí”.
O atual governador ainda esteve visitando as obras de reforma e ampliação do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Cônego Cardoso. A obra terá um investimento de R$ 1.839.147,57, que serão destinados para a construção de laboratório de ciência e informática, refeitório, banheiros, além da ampliação da quadra poliesportiva, que será coberta e terá vestiários.
Durante a visita, o governador lembrou que o estudante Francisco Rafael Gomes Lima, oriundo da escola, foi aprovado em 1º lugar de cotas no curso de medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Assim como ele, outros alunos também se destacaram. O que demonstra a qualidade do ensino da rede estadual na região. “O investimento em educação é o passaporte para o desenvolvimento em longo prazo. Estamos colocando essa escola no padrão que a escola merece e, em breve, vamos anunciar mais escolas de tempo integral para a região dos Cocais”, destacou Rafael Fonteles.
O período chuvoso pode apresentar muitas situações de riscos e prejuízos para a população. Nas últimas semanas, devido às fortes chuvas que atingem o estado, moradores já chegaram a registrar carros sendo arrastados com força da água. Em entrevista, a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Najra Nunes, explica como se proteger de raios, alagamentos e faz orientações sobre passeios em cachoeiras.
“Quando você está dentro do carro e de depara com uma área de alagamento que não dá mais para você voltar e nem ir para frente, você abre os vidros do carro, porque quando a água tomar o carro, vai dar pane elétrica e não vai ser mais possível abrir os vidros, então vai dificultar o seu salvamento, vai dificultar inclusive de você evacuar do carro quando tiver oportunidade e quando alguém for tentar abrir a porta não vai conseguir por conta da força da água”, explica.
O Piauí também se destaca na grande incidência de raios durante o período chuvoso. De acordo com Najra Nunes, a melhor forma de se abrigar é em um local com uma estrutura estável que não corre risco de cair ou de atrair as descargas elétricas.
“É [se abrigar] em uma estrutura estável. Não se abrigar perto de estruturas instáveis como árvores, que além de ser instável ela pode atrair os raios, placas que podem vir a cair, que também são metálicas e estruturas metálicas não é o ideal, toldos, debaixo de postos de combustíveis, o que a gente já tem visto em algumas situações, essa estrutura de postos de combustíveis cair”, ressalta.
Porém, quando não há nenhuma estrutura por perto para se proteger, a tenente-coronel também explica a melhor maneira que a pessoa precisa ficar.
“A posição correta é se agachar de forma fetal, ficar agachado o máximo possível para não ser o ponto mais alto naquele local para não atrair os raios. Mas o ideal é você correr logo e ser abrigar”, destaca.
O período chuvoso também costuma atrair muitos banhistas em cachoeiras e riachos. Porém, Najra Nunes ressalta que esse momento de lazer pode trazer sérios riscos à população.
“Está chovendo bastante no Piauí, então a cabeça d’água ou tromba d’água, ela é formada com o acúmulo de água no leito do rio que banha aquela cachoeira. Então vai se acumulando água e aquela água acumulada é dispendida de uma hora para outra e vem varrendo o leito do rio com pedras, troncos, galhos de árvore e despenca de uma vez naquela cachoeira sem ter condições daquelas pessoas que estão ali se salvar”, acrescenta.
Com o aumento dos níveis dos rios, muitos barragens do Piauí estão sangrando ou transbordando. Najra Nunes acrescenta que esses locais não devem ser utilizados para banhos devido ao nível da água.