Ucrânia volta a descartar negociação de paz sem devolução da Crimeia 

Nesta quinta-feira (6), as autoridades ucranianas reforçaram sua posição de não fazer concessões territoriais em sua luta contra a Rússia, após comentários de um deputado do gabinete do presidente ucraniano sobre o futuro da Crimeia.

Tanque ucraniano realiza disparo durante exercícios em Donetsk Muhammed Enes Yildirim/Anadolu Agency via Getty Images

O conselheiro presidencial Andriy Sybiha disse que, se uma contraofensiva ucraniana empurrasse as forças russas de volta à fronteira administrativa com a Crimeia, “estamos prontos para abrir (uma) página diplomática para discutir a questão.” Ele acrescentou que isso não significa que a Ucrânia exclua o caminho da libertação da Crimeia por meio de seu exército.

A Rússia anexou a península do Mar Negro em 2014, em uma ação denunciada pela Ucrânia e muitos aliados ocidentais por violar o direito internacional. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu retomar o território enquanto o país luta contra a invasão em grande escala da Rússia, lançada oito anos depois de tomar a península. No entanto, as autoridades ucranianas têm evitado discutir a possibilidade de negociações envolvendo a Crimeia desde os primeiros dias da guerra.

Andriy Yermak, chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, reafirmou a postura do país em relação à Crimeia na quinta-feira, declarando que “o retorno de todos os territórios ucranianos” é fundamental. Ele afirmou que a Ucrânia devolverá tudo o que é seu e que o inimigo será levado à justiça. Outro alto funcionário do gabinete do presidente, Mykhailo Podolyak, disse em um tweet que a base para “negociações reais” com o Kremlin é a retirada completa dos grupos armados russos além das fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia em 1991, incluindo a Crimeia.

Em resumo, as autoridades ucranianas reforçaram sua posição de não fazer concessões territoriais em sua luta contra a Rússia, mesmo que tenham mencionado a possibilidade de uma página diplomática para discutir a questão da Crimeia em caso de uma contraofensiva ucraniana. A Ucrânia continua comprometida com o retorno de todos os seus territórios e a retirada completa dos grupos armados russos além das fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia em 1991, incluindo a Crimeia, como base para negociações reais com o Kremlin.

Marina Silva quer mecanismos de baixo carbono em reforma tributária 

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que uma segunda etapa da reestruturação do sistema tributário brasileiro deve contemplar instrumentos que estimulem a economia de baixo carbono. Ela participou do evento Brazil Investment Forum do Bradesco BBI e defendeu que a reforma tributária possa ajudar na transição do país para a economia de baixo carbono.

Ministra Marina Silva dá entrevista à Reuters em março Adriano Machado/Reuters

A ideia é consolidar o Brasil como player em um mercado de carbono regulado, visando estar entre os “Top 10” do mundo no mercado de carbono.

O Ministério do Meio Ambiente também pretende retomar o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDam), abandonado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pasta trabalha na reestruturação do plano sob o comando de Marina e planeja relançá-lo já em maio.

Além disso, Marina sugeriu ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que o Plano Safra seja transformado em um programa de agricultura de baixo carbono, com um cronograma. Ela também destacou que a pasta está trabalhando na ampliação das concessões florestais para áreas degradadas em território público.

A ministra ressaltou a importância da sustentabilidade na tomada de decisões do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu seu terceiro mandato sob a promessa de que a sustentabilidade seria uma das bases para a tomada de decisões do governo. Com essas iniciativas, o Ministério do Meio Ambiente busca contribuir para a transição do país para uma economia mais sustentável e de baixo carbono.

Deputados debatem invasões do MST no “abril vermelho”

Deputados federais discutiram a onda de invasões prometida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) durante o “abril vermelho”, em um painel promovido pela CNN nesta quinta-feira. O tema veio à tona após produtores rurais terem se organizado para combater os movimentos da organização e acusarem o governo da Bahia de apoiar as ocupações que ocorrem pelo estado.

Foto: Reprodução

Na última segunda-feira, cerca de 250 integrantes do MST ocuparam uma área do Engenho Cumbe, em Pernambuco, e defenderam a promoção de uma reforma agrária na região. Isso tem pressionado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta atrair o setor do agronegócio sem desagradar à base aliada.

Para o deputado Pedro Campos, “não há dificuldades para o governo Lula nesta questão”, já que as terras foram desapropriadas pelo governo do estado de Pernambuco para a implantação do polo automotivo, que acabou indo para Goiânia. Ele afirmou que a própria cooperativa que toca a Usina Cruangi já afirmou ser favorável à realização da reforma agrária nesta área e que cabe ao Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco conduzir o processo.

Para Evair de Melo, a postura do governo Lula reflete uma contradição entre o período eleitoral e a condução após a posse. Segundo ele, o presidente teria mudado de viés após a prisão do líder da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), José Rainha. “O próprio ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, mudou radicalmente de discurso desde a posse e queremos saber qual é o verdadeiro: se aquele de quando assumiu o ministério, no qual se dizia favorável ao MST, ou o dos últimos dias, no qual se diz contra o MST e invasão de terra.”

Para os deputados, existe uma possibilidade de ganho “muito grande” para o país caso haja investimento em tecnologias e melhorias para o setor. Segundo Pedro Campos, o Brasil aumentou a produção agrícola nos últimos quarenta anos por causa da redistribuição de terras, o que possibilita a reforma agrária sem conflitos no caminho.

Evair de Melo disse estar “horrorizado” com o atual momento dos movimentos e a ameaça iminente de invasão de propriedade produtiva no Espírito Santo. “É lamentável o que o PT e o MST estão fazendo de terrorismo no Sul da Bahia, e ainda tem essa ameaça de ‘abril vermelho’ sem que o governo faça qualquer menção de repúdio”, afirmou o deputado.

Lula articula para anunciar volta do Brasil à Unasul em maio  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a volta formal do Brasil à União das Nações Sul-Americanas (Unasul), durante a reunião dos 100 dias de governo. A retomada da Unasul é uma das propostas de campanha de Lula, que sempre defendeu a aliança política dos países da região.

Lula nesta quinta-feira em Brasília
Ueslei Marcelino/Reuters

O bloco foi abandonado pelo Brasil formalmente em 2019, por decreto, durante o governo de Jair Bolsonaro, que o considerava um clube de países de esquerda. Sem ter passado a decisão pelo Congresso, como seria regular, a volta do Brasil ao bloco, internamente, é simples, apenas com a anulação do decreto de Bolsonaro.

Vários países da região, em sua maioria à época nas mãos de presidentes de direita, também deixaram o bloco – Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai. De acordo com as fontes ouvidas, o Brasil vai iniciar os passos burocráticos para voltar formalmente à organização e está em contato com os demais países para que também retornem.

O encontro em Brasília ainda não tem uma data fechada e nem convites foram emitidos ainda aos 12 países, mas consultas estão sendo feitas para um encontro no final de maio, depois que Lula voltar do Japão, onde participa entre 19 e 21 do encontro do G7. A cúpula vem sendo chamada de encontro de chefes de Estado, e não propriamente de Unasul, porque provavelmente nem todos os países terão completado ainda os trâmites de retorno ao bloco na data. No entanto, a intenção é discutir os objetivos e o formato da nova Unasul, daqui para frente.

O bloco chegou a ter uma sede física construída em Quito – hoje desativada – e uma estrutura que incluía uma escola sul-americana de defesa, um centro de estudos estratégicos e um instituto na área de saúde. O bloco baseava sua cooperação principalmente nas áreas de saúde e infraestrutura, mas agora o presidente brasileiro pretende incluir ações contra as mudanças climáticas no centro das ações da Unasul. O último secretário-geral da Unasul foi o ex-presidente da Colômbia, Ernesto Samper, que deixou o posto em janeiro de 2017. Vementemente contrário ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Samper se tornou persona non grata em Brasília já durante o governo de Michel Temer, o que ajudou a esvaziar o bloco.

Em uma semana, SP registra 279 ameaças de ataques em escolas, diz Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo anunciou, nesta quinta-feira (6), que identificou um aumento de situações que indicam possíveis planos de ataques em escolas, tanto no ambiente virtual quanto no escolar.

Escola Estadual Thomazia Montoro, na zona oeste de São Paulo.
Reprodução / Redes Sociais

Durante o período de 27 a 31 de março, foram registrados 279 casos. No entanto, nenhum deles chegou a ser consumado, exceto pelo ataque à escola na Vila Sônia, onde uma professora morreu após ser esfaqueada por um aluno.

Antes do ocorrido na Vila Sônia, a Polícia Civil disse que o setor de inteligência do órgão frustrou dezenas de possíveis atos violentos em escolas, entre os dias 11 e 12 de março. Nesse período, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em municípios como São José dos Campos, Caçapava e Tupã, e três adolescentes foram apreendidos com celulares, facas, máscaras, chips de telefonia, bandanas e caderno de anotações.

Atualmente, o programa Ronda Escolar conta com 566 policiais militares atuando no policiamento realizado no entorno das unidades educacionais. Além disso, esses policiais estão permanentemente em contato com as direções das escolas, e o patrulhamento nas imediações também é feito por policiais a pé e em motocicletas. Em determinadas escolas, há o reforço do policiamento por meio do programa da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho (Dejem), cuja adesão é opcional.

Setor da arquibancada da Juventus será fechado durante um jogo após gritos racistas contra Lukaku

Após os gritos racistas direcionados ao jogador Romelu Lukaku, da Inter de Milão, durante a partida contra a Juventus no último domingo, a torcida da equipe italiana será punida.

Foto: Reprodução

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) decidiu que o setor da arquibancada da Juventus em que os gritos foram ouvidos será fechado durante um jogo. Além disso, a FIGC também multou a equipe em 50 mil euros.

O incidente aconteceu durante o primeiro tempo da partida, quando os torcedores da Juventus começaram a fazer barulho imitando sons de macaco toda vez que Lukaku tocava na bola. O jogador belga, que já foi vítima de insultos racistas na Itália em outras ocasiões, parou e encarou a torcida da Juventus, antes de marcar um gol de pênalti.

O árbitro da partida, após ouvir os gritos, interrompeu o jogo e pediu que o sistema de som do estádio emitisse um aviso pedindo o fim das ofensas racistas. Ainda durante o intervalo, o técnico da Juventus, Massimiliano Allegri, se dirigiu à torcida pedindo para que os gritos cessassem.

Após o jogo, Lukaku publicou um post em suas redes sociais pedindo mais ação por parte das autoridades italianas para combater o racismo no futebol. O presidente da FIGC, Gabriele Gravina, também se manifestou e disse que o combate ao racismo no futebol é uma prioridade para a entidade.

As autoridades italianas têm sido pressionadas a agir mais duramente contra o racismo no futebol, após uma série de incidentes envolvendo jogadores negros em partidas no país. Recentemente, o atacante da Roma, Tammy Abraham, foi vítima de insultos racistas durante uma partida contra o Verona.

Arão se justifica com torcida do Fenerbahçe sobre ‘campanha’ por Jorge Jesus na seleção

O meio-campista Willian Arão, atualmente no Fenerbahçe, veio a público esclarecer uma entrevista concedida nos últimos dias em que manifestou o desejo de ver o técnico Jorge Jesus no comando da seleção brasileira. Arão afirmou que, na verdade, respondeu apenas à pergunta que lhe foi feita sobre se Jesus combinaria com o cargo.


Willian Arão, jogador do Fenerbahçe, durante partida contra o Dínamo de Kiev na Champions League. 

Ele esclareceu que quer o treinador português no comando da equipe e que deseja trabalhar com ele por muitos anos para alcançar objetivos em conjunto.

Arão relembrou a passagem no Flamengo ao lado de Jorge Jesus e disse que sempre comenta com o treinador sobre o ex-clube. Ele pediu desculpas pelo mal-entendido causado por suas declarações e afirmou que continuará a trabalhar para ajudar o Fenerbahçe.

Jorge Jesus, que atualmente comanda o Fenerbahçe, está sendo pressionado no cargo após apresentações ruins do clube turco. A equipe ocupa apenas a 11ª posição na Superliga Turca, com 34 pontos em 30 jogos disputados. Além disso, o time foi eliminado da Liga Europa nas oitavas de final pelo Dínamo Zagreb, da Croácia.

O treinador português, que ficou famoso por seu trabalho no Flamengo, chegou ao Fenerbahçe em junho de 2021, mas não tem conseguido repetir o sucesso que obteve no clube carioca. Jesus tem contrato com o time turco até o final da temporada 2022/23 e já afirmou que pretende cumpri-lo até o fim.

Apesar dos resultados negativos recentes, o presidente do Fenerbahçe, Ali Koç, afirmou em entrevista que mantém a confiança em Jorge Jesus e que não pretende demiti-lo. Koç destacou que o treinador português tem um contrato longo com o clube e que é necessário ter paciência e trabalhar duro para superar as dificuldades.

A piscada de Lula para Bruno Dantas sobre a indicação para o STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que o atual presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, está no páreo para uma das vagas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Bruno Dantas, presidente do TCU

Durante um almoço com Dantas na última quarta-feira, Lula falou sobre a possibilidade de seu advogado, Cristiano Zanin, ocupar a vaga de Ricardo Lewandowski, que se aposenta na próxima terça-feira. No entanto, Lula também mencionou que Dantas está no radar e que uma terceira vaga pode surgir durante seu mandato.

Com a aposentadoria da presidente do STF, Rosa Weber, em outubro deste ano, será aberta uma segunda indicação do presidente. Além disso, há a possibilidade de o ministro Luís Roberto Barroso se aposentar após cumprir o mandato como presidente do STF, em 2025. Barroso poderá permanecer na corte até 2034, quando completa 75 anos. Se isso ocorrer, Lula fará uma terceira indicação ao STF.

Dantas é considerado um forte candidato para essas duas vagas pelos membros do governo. Ele conta com o apoio de magistrados importantes do STF e da classe política.

Flamengo vota contas de 2022 e Landim apresenta projeto ‘Gávea-Século 21’

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, apresentará aos membros do Conselho Deliberativo do clube um projeto de revitalização da sede da agremiação, chamado de “Gávea-Século 21”. A reunião está marcada para o dia 18 de abril e tem como pauta a aprovação das contas do balanço financeiro de 2022.

Landim- Reprodução

O projeto de revitalização tem como objetivo modernizar as instalações da sede do Flamengo, localizada no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. De acordo com Landim, a iniciativa visa oferecer aos sócios e torcedores uma experiência mais confortável e atualizada, além de ampliar a capacidade de arrecadação do clube.

A expectativa é que o projeto seja bem recebido pelos membros do Conselho Deliberativo e, caso seja aprovado, possa ser colocado em prática em breve. A revitalização da sede do Flamengo é vista como uma iniciativa importante para fortalecer ainda mais a marca do clube e melhorar a experiência dos seus torcedores e sócios.

FMI alerta que perspectiva de crescimento global em cinco anos é a mais fraca desde 1990

O Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta sobre a perspectiva de crescimento global nos próximos cinco anos. De acordo com o FMI, essa perspectiva é a mais fraca desde 1990. O FMI destacou que a pandemia de Covid-19, bem como a falta de investimentos e o aumento da dívida pública, são os principais fatores que contribuem para essa previsão preocupante.

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI 

O FMI afirmou que o crescimento global deve ficar em torno de 3,5% nos próximos cinco anos, o que é considerado baixo em relação aos padrões históricos. Isso ocorre em um momento em que a economia mundial enfrenta desafios significativos, como a crescente desigualdade, a mudança climática e a volatilidade dos mercados financeiros.

O fundo alertou que a pandemia de Covid-19 ainda é uma ameaça à recuperação econômica global. Embora muitos países tenham implementado medidas de estímulo para ajudar a impulsionar suas economias, o FMI afirmou que as disparidades entre países ricos e pobres ainda persistem.

Além disso, o FMI alertou sobre a falta de investimento em infraestrutura e outros setores críticos. Isso pode limitar o potencial de crescimento global nos próximos anos. O fundo destacou que os governos devem tomar medidas para incentivar os investimentos, como reduzir barreiras regulatórias e fiscais e aumentar a transparência e a previsibilidade das políticas.

Por fim, o FMI alertou sobre a crescente dívida pública, que é outro fator que pode limitar o crescimento global nos próximos anos. O fundo afirmou que os governos devem ser cautelosos ao aumentar sua dívida pública e que devem buscar uma estratégia fiscal sólida e sustentável a longo prazo para garantir a estabilidade financeira.