*Sinusite Crônica afeta cerca de 15% da população*

Sinusite é a inflamação das mucosas dos seios da face, problema que acomete parte da população brasileira. A forma crônica da doença afeta cerca de 15% da população, já a sua forma comum atinge de 15 a 20% da população mundial, de acordo com a última pesquisa da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Especialistas recomendam atenção aos cuidados e tratamento adequado à doença.

A Sinusite Crônica se caracteriza pelo acúmulo de secreção, gerando o processo inflamatório da mucosa, como explica o otorrinolaringologista da Clínica DMI, Antônio Luís de Lima. “Os seios da face ficam cronicamente inflamados por baixa imunidade do paciente, o que provoca o acúmulo de secreção. Eventualmente, esses pacientes têm também a formação da bola fúngica. Por incrível que pareça, o seio maxilar pode acumular fungo, isso gera dor facial, sensação de mal cheiro e pode ocorrer também uma secreção purulenta, com alguma frequência. Nesses casos, o indicado não é só o medicamento, mas também a cirurgia de correção da sinusite crônica”, explica.

A rinossinusite crônica é caracterizada pela permanência da inflamação nasal/seios da face e dos sintomas da sinusite, como dor na face, dor de cabeça e tosse por, pelo menos, 12 semanas consecutivas. Os casos mais simples são tratados apenas com medicamentos, como corticoides e anti-inflamatórios. Por ser uma doença crônica, alguns pacientes necessitam de acompanhamento periódico com o otorrinolaringologista.

“Durante a cirurgia é introduzido um aparelho chamado endoscópio, removendo toda aquela estrutura doente. Corrige-se o desvio de septo se, eventualmente, tiver, com a remoção também de tecidos polipóides e tumorações. Em alguns casos, esses pacientes necessitam de um acompanhamento para a vida toda, porque não há cura somente com a cirurgia. É necessário o uso de medicamentos no pós-operatório, como spray nasal de corticoide e o uso de anti-inflamatório nas crises. É um problema que tem cura, mas que é necessário ter um acompanhamento”, reforça o especialista Antônio Luís de Lima.