Polícia Civil investiga troca de corpos de bebês na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina

Os corpos de dois bebês teriam sido trocados na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A denúncia contra a unidade partiu da mãe de uma das crianças na delegacia de São Miguel do Tapuio, Norte do Piauí, na última terça-feira(24/08), porém as investigações foram transferidas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) porque o caso ocorreu na capital.

Segundo a mãe, a criança nasceu no dia 10 de agosto com uma má-formação congênita em parto cesariano. Após complicações em seu estado de saúde o bebê não resistiu e morreu após quatro dias depois. Na noite anterior outro bebê também havia morrido e os dois corpos foram para o necrotério da maternidade.

De acordo com a Polícia Civil, a linha inicial é de que houve falha na identificação dos bebês. Além da investigação policial, uma sindicância interna foi aberta para apurar o caso.

Segundo a nota da assessoria da maternidade, as duas pacientes tinham em comum os nomes, praticamente homônimos e os bebês são identificados pelo nome da mãe. A primeira recebeu o corpo. Após esse fato, a segunda paciente, ao receber o bebê denunciou que o corpo filho teria sido trocado.

Ainda em nota, a Maternidade Dona Evangelina Rosa esclarece que recebeu a denúncia e encaminhou imediatamente ao setor jurídico para as devidas providências do caso.

A mãe que denunciou o caso já teve uma reunião com a direção da maternidade para que a situação seja resolvida e ela possa fazer o sepultamento de seu bebê dignamente. Já a outra família que teria recebido o outro corpo está sendo contatada, mas até o momento ainda não sabia da possível troca.

NOTA DA MATERNIDADE

Sobre o caso de uma possível troca de fetos, o bebê da paciente de iniciais A.R.S, veio a óbito no dia 13/08/2021 e o de uma outra paciente M.R.S.L, nasceu do dia 10/08/21 com má formação, vindo a óbito no dia 14/08/2021. Os dois fetos foram levados ao necrotério da Maternidade Dona Evangelina Rosa/MDER. As duas pacientes tinham em comum os nomes, praticamente homônimos e os bebês são identificados pelo nome da mãe. A primeira recebeu o corpo. Após esse fato, a segunda paciente, ao receber o bebê denunciou que o corpo do filho teria sido trocado.

Cumprindo com seu papel de lisura e transparência, a Maternidade recebeu a denúncia e encaminhou imediatamente ao setor jurídico para as devidas providências do caso.

Uma sindicância deverá ser aberta para apurar se houve responsabilidade do colaborador do necrotério, no ato de entrega do primeiro feto, pela semelhança entre os nomes. Caso seja comprovada a irregularidade, a MDER assegura que serão tomadas todas sanções previstas nestes casos.

FONTE: OITOMEIA

(Foto: Edrian Santos/OitoMeia)