Justiça nega pedido de habeas corpus para o advogado Jefferson Moura

Justiça nega pedido de habeas corpus para o advogado Jefferson Moura (Foto: Reprodução)

A Justiça negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do advogado Jefferson Moura Costa, suspeito de estuprar uma diarista em um apartamento na zona leste de
Teresina. A decisão foi proferida na segunda-feira(16), pelo desembargador Pedro de Alcântara Macedo, da 1ª Câmara Especializada Criminal, do Tribunal de Justiça do Piauí.

O documento solicitava que o advogado fosse transferido para uma sala de estado maior ou, na falta de uma “cela” desse tipo, a concessão de prisão domiciliar.


A defesa alegou, o que foi reiterado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Piauí (OAB-PI), que é direito do advogado de não ser preso, antes de sentença transitada em julgado, de outra forma a não ser em sala de estado maior, ou, na falta disso, em prisão domiciliar.


Essa é a segunda vez que o pedido de habeas corpus para advogado Jefferson Moura é negado. O primeiro pedido foi analisado pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de
Inquéritos de Teresina.


Jefferson Moura está preso preventivamente, desde 14 de julho, na penitenciária Irmão Guido, na BR 316, em Teresina. Ele também é suspeito de assassinar um cabo do Exército, responde na justiça pelo crime de desacato, corrupção ativa e porte ilegal de arma.


A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) suspendeu temporariamente por 90 dias seu registro e abriu processo disciplinar.

Entenda o caso O advogado

Jefferson Moura Costa, de 45 anos, foi preso na própria residência na zona leste de Teresina, suspeito de estuprar uma mulher. O advogado foi denunciado pela própria vítima em 14 de julho.


Conforme depoimento da vítima, o crime teria ocorrido em um apartamento na zona leste da cidade. A vítima trabalhava como doméstica na casa do advogado, segundo a polícia.


“Ele estava em casa, quando foi detido e levado para a Central de Flagrantes. A vítima, também foi levada para a Central e foi ouvida. Posteriormente, encaminhados para a
Delegacia da Mulher”, disse o delegado Canabrava, titular do 12º distrito policial ao Portal AZ.


Após o crime, a vítima acionou o 5º Batalhão da Polícia Militar e em seguida foi a uma unidade hospitalar para a realização de exames que comprovassem o ato. O delegado
contou ainda que os detalhes de caso foram relatados na Delegacia da Mulher.

Jefferson é réu em outros dois processos. Um deles por ter desferido um tiro que matou um cabo do exército e por ter se envolvido em um acidente na Bahia.

FONTE: PORTAL AZ