O estado apresentou ainda uma redução de 15,4% de novos casos de zika e um aumento de 5.605,4% dos casos de chikungunya. 

O novo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), referente a 24° semana epidemiológica do ano, aponta que o estado do Piauí apresenta um aumento de 734,8% nos casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. O estado apresentou ainda uma redução de 15,4% de novos casos de zika e um aumento de 5.605,4% dos casos de chikungunya. 

 Em relação a dengue, o boletim apresenta os municípios com maior incidência de casos da doença no estado: Novo Santo Antônio; Wall Ferraz; Antônio Almeida; Patos do Piauí e Simplício Mendes. O estado já contabilizou 10 óbitos pela doença em 2022, em 04 municípios diferentes.

No total, foram notificados 15.119 casos prováveis  de dengue em 2022 contra 1.811 notificações no mesmo período de 2021. Sobre a Zika, foram registradas 11 notificações em 04 municípios durante as 24 semanas epidemiológicas de 2022 contra 13 notificações em 07 municípios no mesmo período em 2021. O boletim mostra ainda que Amarante; Campo Maior; Parnaíba e Teresina são os municípios com maior incidência de Zika.

De acordo com os dados da Sesapi, no que se refere a Chikungunya, o estado registrou 6.333 notificações de casos prováveis nas 24 semanas epidemiológicas de 2022, enquanto que no mesmo período de 2021 foram apenas 111 notificações. Monsenhor Hipólito; Vila Nova do Piauí; Simplício Mendes; Alagoinha do Piauí e Patos do Piauí são os cinco municípios com maior incidência da doença. O óbito por chycungunya, apesar de confirmado, ainda não entrou no sistema. 

O Secretário de Estado da Saúde, Néris Júnior, aponta que os números presentes nos boletins epidemiológicos da Sesapi são preocupantes e que para que ocorra uma redução de casos é preciso que todos cumpram o seu papel na prevenção da doença.  “Ainda estamos enfrentando uma pandemia da Covid-19 e ao mesmo tempo nosso estado tem apresentado grande aumento de casos tanto de dengue como chikungunya, o que precisamos agora é da cooperação da população para nos ajudar no enfrentamento a essas doenças. 

Segundo levantamentos da equipe de epidemiologia, mais de 80% dos criadouros dos mosquitos são identificados em ambientes domésticos.
“Se tivermos essa atuação conjunta do poder público e da população, poderemos finalmente reverter esse quadro de aumento de casos que o estado vem identificando a cada mês”, explicou o secretário.
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Entre as atividades de assistência aos municípios estão reuniões e capacitações com as equipes municipais, envio de carro fumacê para regiões de saúde, monitoramento diário do perfil epidemiológico dos municípios entre outros trabalhos.

SESAPI