Diretoras da FMS registram boletim de ocorrência contra mulher que teria tentado furar fila

Foto: Yala Sena

Diretoras da Fundação Municipal de Saúde (FMS) registram boletim de ocorrência no 12º Distrito Policial contra uma mulher que teria tentado furar a fila de vacinação contra a Covid-19, na Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcefs). Segundo Emanuulle Dias, coordenadora da campanha em Teresina, a pessoa agendou a vacina alegando comorbidade, no entanto, não apresentou a comprovação e confirmou no posto que não tinha nenhuma doença. 

A mulher teria chegado ao posto de vacinação acompanhada de um homem que se diz delegado e teria tentado intimidar o enfermeiro de plantão. 

“Ela alegou que tinha agendado com comorbidade porque não conseguia na faixa etária de 37 anos. Verificamos e ela não se enquadrava no perfil de vacinação da Apcef e por isso não foi vacinada”, disse Emanuelle Dias. 

Inconformada, a mulher acionou a Polícia Civil que esteve no local que encaminhou os envolvidos à delegacia. Ela registrou boletim de ocorrência alegando que o enfermeiro teria se recusado a vaciná-la. Por outro lado, representantes da FMS também registraram a ocorrência, negam as acusações e afirmam que ela cometeu o crime de desacato e intimidação contra o enfermeiro. 

Além de Emanuulle Dias compareceram ao distrito policial para registrar a notícia-crime, Danille Meireles, supervisora do setor de vacinação, e Geandra Nunes, do setor de vacinação. 

O delegado Ademar Canabrava, titular do 12º Distrito Policial, disse que a mulher será intimada, bem como os envolvidos da FMS para prestar esclarecimentos, além de tentar identificar o delegado que teria tentado dar “carteirada” para obrigar o profissional de saúde a aplicar a vacina. A Polícia Civil já está de posse de imagens que flagraram a confusão. 

O procurador da FMS, Raphael Barros, informou que vai oficializar a denúncia ao Ministério Público. 

“Vamos oficializar o MP para investigar a conduta dos policiais, já que o MP faz o controle das atribuições policiais, pedindo apuração da possibilidade de abuso de autoridade, uma vez que os servidores da Segurança tentaram obrigar um profissional a fazer a vacinação”, disse Barros.

Fonte: cidade verde