Cine Teatro Alepi recebe Ciclo de Palestras do Dia Nacional do Surdo

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Acontece, na manhã desta segunda-feira (25), no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí, o Ciclo de Palestras do Dia Nacional do Surdo, promovido pela Unidade Escolar Matias Olímpio. Os alunos surdos da Escola Matias Olímpio são acompanhados de intérpretes, que entram nas salas de aula junto com os professores. O Dia Nacional do Surdo é comemorado nesse terça-feira (26) e contará ainda com uma série de apresentações culturais, também realizadas pela Escola Matias Olímpio e instituições convidadas, a partir das 16h no piso L4 do Shopping Rio Poty.
O Ciclo de Palestras trouxe professores nacionais e internacionais para falar sobre a história da educação dos surdos, direitos e deveres, além de experiências dos professores. Os Palestrantes foram Prof. Ms. Luiz Cláudio N. Ayres, da UFPI; o Prof. Ms. Boyd McWillian, da University Gallaudet; a Prof. Esp. Polliana de Barros R. Ayres, também da UFPI; e a primeira pedagoga surda do Estado, Kelly Samara Pereira Lemos.

“É fundamental termos um trabalho de inclusão das pessoas surdas. Nós imaginamos as famílias, que quando recebem um filho com deficiência ficam um pouco perdidas, e a primeira reação é de superproteger. E com isso podem prejudicar as crianças, principalmente quando procuram tardiamente as escolas e instituições. Então, esse ciclo de palestras e eventos traz os alunos, as famílias e outras instituições para conhecer a história dos surdos, da Língua Brasileira de Sinais e as vitórias que eles podem conseguir”, disse o diretor da Escola Matias Olímpio, Gilmar Furtado.

Localizada no bairro Porenquanto, zona Norte de Teresina, a Escola Matias Olímpio trabalha com educação inclusiva desde a década de 80 e hoje, conta com 43 alunos surdos do 6º ao 3º ano do ensino médio. “A Escola Matias Olímpio é uma escola da Rede Estadual de Ensino que conta hoje com 43 alunos surdos matriculados no ensino regular, nos turnos manhã tarde e noite. A noite funcionamos com educação de jovens e adultos. Nós buscamos inserir esses jovens na sociedade como um jovem normal que ele é. A única dificuldade de limitação que o surdo tem é na comunicação, mas graças a Língua Brasileira de Sinais, essa limitação foi superada e nós percebemos que, quanto é bem trabalhada essa superação nós conseguimos bons resultados. Por três anos consecutivos, nós conseguimos que alunos nossos, ainda cursando o 3º ano do Ensino Médio fossem aprovados no curso de Letras Libras da UFPI”, disse o professor Gilmar Furtado.

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Larissa Saldanha – Edição: Katya D’Angelles

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